Ergonomia: como ela aumenta a produtividade da empresa

Por 7 de julho de 2017Ergonomia
ergonomia

Um colaborador pode trabalhar até 2.030 horas por ano. O que significa muitas vezes que ele acaba passando mais horas por dia na empresa do que em sua própria casa. Nesse cenário, a ergonomia é uma grande aliada da empresa ao tornar essas horas de trabalho mais produtivas.

Diante de um cenário econômico instável, a produtividade e o bom desempenho dos colaboradores fazem toda a diferença para manter a lucratividade do negócio. Mas como aumentar sua produtividade a partir da ergonomia?

Vamos compreender o que é a ergonomia e como ela não só impacta diretamente na produtividade, mas também no bem-estar, na saúde e segurança dos colaboradores. Acompanhe nesse artigo:

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O que é ergonomia?

O termo ergonomia deriva do grego: ergon, que significa trabalho, e nomos, que significa leis ou normas. Portanto, ergonomia designa a ciência que estuda as condições de trabalho.

Na prática, podemos incrementar que a ergonomia estuda, desenvolve e aplica regras e normas a fim de organizar o trabalho e o tornar compatível às características físicas e psíquicas do ser humano. Para tal, os especialistas buscam conhecer o perfil dos colaboradores, o tipo de atividade exercida e quais os riscos ergonômicos à saúde física e mental a equipe está exposta.

Segundo a fisioterapeuta Carolita Borges, é essencial que a prática seja desenvolvida por um profissional qualificado, pois cada empresa tem suas especificidades: “o profissional vai até o ambiente de trabalho e avalia a postura, movimento e móveis para depois aplicar a Ergonomia de acordo com as necessidades de cada empresa.”

Conhecendo estas características, é possível traçar as condições ideais para a execução das tarefas laborais, assim como fazer as adaptações necessárias no ambiente de trabalho. Fazendo com o que a ergonomia seja reconhecida e exigida por lei como fator determinante para a saúde, segurança e qualidade de vida no trabalho.

Ergonomia como exigência legal: NR 17

A Norma Regulamentadora número 17  foi criada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) junto com entidades trabalhistas (sindicatos e associações). O aumento de casos de doenças ocupacionais por falta de condições adequadas de trabalho motivaram sua criação.

A regulamentação vem apoiar trabalhadores e empresários, ao buscar minimizar o impacto que os riscos ergonômicos trazem ao ambiente corporativo. Podemos destacar a alta incidência de doenças ocupacionais, acidentes de trabalho, afastamentos e queda de produtividade.

A NR 17 tem como objetivo estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar o máximo de conforto, segurança e um desempenho eficiente. Ela é mais do que uma exigência legal, é uma verdadeira ferramenta de apoio à gestão de pessoas. Quer saber mais? Confira:

Como a NR 17 pode reduzir absenteísmo dentro das empresas?

nr 17

NR 17 e a Análise Ergonômica do Trabalho

Sabendo do que se trata a ergonomia e todas as questões relacionadas a ela, é necessário uma ferramenta para colocá-la em vigor dentro da organização. Assim, a própria norma exige que os empregadores realizem a Análise Ergonômica do Trabalho, também conhecido pela sigla AET.

Para levantar as informações necessárias, é preciso levar em conta os seguintes aspectos:

  • As normas de produção;
  • O modo operatório;
  • A exigência de tempo;
  • A determinação do conteúdo de tempo;
  • O ritmo de trabalho;
  • O conteúdo das tarefas.

Após observar e avaliar, é possível documentar através da AET as relações existentes entre as demandas de doenças, acidentes ocupacionais e a produtividade com as condições laborais, os sistemas e a organização do trabalho. Dessa forma, a documentação deve contemplar, no mínimo, as seguintes informações:

  • Levantamento de materiais;
  • Transporte de cargas;
  • Descarga de materiais;
  • Adequação ao mobiliário, aos equipamentos, às condições ambientais do posto de trabalho;
  • Organização do trabalho.



Então, a Análise Ergonômica do Trabalho é o mesmo que o Laudo Ergonômico, certo? Errado! Confira:

Laudo Ergonômico: o que é e qual a sua finalidade

laudo ergonômico

Como aumentar a produtividade através da ergonomia?

Agora que já compreendemos o que é ergonomia e qual a legislação por trás dela, vamos falar sobre a tão almejada produtividade. Sylvia Volpi, especialista na área, diz que: “a ergonomia visa a enriquecer o conceito de produtividade conjugado aos conceitos de eficácia, bem-estar e qualidade“.

A ergonomia não só promove conforto, segurança e qualidade de trabalho para os colaboradores desempenharem bem suas atividades. Ao reduzir a penosidade do ser humano, por promover sua melhor adaptação ao trabalho, a produtividade surge naturalmente, como consequência de todo este processo.

Afinal, o que é produtividade?

Produtividade é um termo que contempla a relação entre os recursos utilizados e a produção final. Dessa forma, podemos a definir como: “resultado daquilo que é produtivo, ou seja, do que se produz, do que é rentável.

Entretanto, quando tratamos de recursos humanos, os níveis rentáveis de produtividade dependem de múltiplas variáveis. Podemos destacar entre elas a ergonomia.

Forneça um ambiente de trabalho adequado

A falta de condições físicas adequadas pode o levar ao desenvolvimento de graves problemas de saúde. Não só a saúde física do colaborador é comprometida, mas também sua saúde mental. O desenvolvimento de distúrbios como a LER (lesões por esforços repetitivos) e DORT (distúrbios osteomusculares relacionadas ao trabalho) são os exemplos mais recorrentes do comprometimento físico do trabalhador. Fatores como iluminação ineficiente e ruídos também interferem diretamente no desempenho do colaborador.

Mas, além das adaptações físicas que proporcionam conforto e segurança aos colaboradores, um ambiente de trabalho ideal deve ser voltado às pessoas, ou seja, é preciso valorizar e investir nos colaboradores. Ao lado de salários, benefícios e oportunidades de crescimento, o ambiente de trabalho pode ser um fator-chave para a organização.

Instrua os colaboradores

A conscientização e educação dos colaboradores contribuem efetivamente para a redução das doenças e acidentes de trabalho, aumentando consequentemente a produtividade.

A adoção de pausas regulares e de uma postura correta ao sentar, por exemplo, pode evitar dores nas costas, a principal causa de afastamento do trabalho segundo o INSS. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 8 em cada 10 pessoas vão ter problemas de coluna em algum momento da vida.

“Ficar sentado por muito tempo aumenta a pressão interior dos discos intervertebrais, que são essas peças de cartilagem no final da coluna”, afirma o ortopedista Alberto Gotfryd, do Hospital Albert Einstein.

E, trabalhar com dor durante várias horas do dia, certamente afeta a produtividade.

Estimule-os a se exercitarem

A atividade física, quaisquer que seja, proporciona saúde, conforto e bem-estar às pessoas. Assim, estimular a prática de exercícios é um verdadeiro investimento na produtividade dos colaboradores.

Voltando às dores na coluna, o ortopedista Alberto Gotfryd diz que a musculatura que envolve a região lombar precisa ser trabalhada e fortalecida para minimizar as dores. Afinal, ela funciona como um suporte adicional à sustentação de peso.

Uma pessoa com fraqueza muscular, ansiedade, estresse e dores crônicas, tem seu desempenho claramente comprometido. Por isso, desenvolva ações e programas que promovam hábitos de vida saudáveis, fortalecem o sistema músculo-esquelético, minimizem a sensação de fadiga e combatam o sedentarismo.

A Ginástica Laboral é uma ótima alternativa para promover a prática dentro da própria rotina de trabalho. Ou então os grupos de corrida e caminhada, que são uma excelente alternativa e ainda promovem a integração da equipe.



Preparado para implementar a ergonomia?

Qualquer fator que afeta a saúde, satisfação, disposição e motivação do trabalhador compromete sua produtividade e, consequentemente, a conquista de bons resultados pela empresa. Dessa forma, um ambiente de trabalho ergonomicamente inadequado é um grande empecilho à organização.

A ergonomia visa desenvolver, de forma confortável e produtiva, a ligação ser humano-trabalho. Ao adaptar as condições trabalhistas às características do profissional, ela evita os riscos ergonômicos, proporciona mais saúde, conforto, segurança e bem-estar.

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