Gestão Integrada de Segurança, Saúde e Bem-estar nas empresas

Gestão integrada

Sempre defendemos que o ambiente empresarial é um campo fértil para a prevenção de doenças e acidentes, além da promoção da saúde. Uniformidade, controle de informações e a possibilidade de gestão da medicina assistencial, a saúde ocupacional e as ações de qualidade de vida no trabalho, compõem o que chamamos de Gestão Integrada de Segurança, Saúde e Bem-estar.

Todas as empresas acabam funcionando como organizações “de e para” a saúde, com impactos substanciais nas pessoas, sociedade e economia. Confira a importância e os desafios da gestão integrada.

A gestão da informação

Por termos um campo fértil, porém pouco explorado, o custo com a segurança e a saúde dos trabalhadores nas empresas cresce, dentre outros motivos, pela alta taxa de sinistralidade, a inflação médica e a incorporação de novas tecnologias ou tratamentos, além dos índices de acidente de trabalho e doenças ocupacionais.

Falta gestão da informação. Observamos, mesmo em grandes empresas, a inexistência de indicadores básicos de processo e de resultado. Quase tudo deve ser medido e controlado e o médico do trabalho é uma figura de destaque neste processo.

Como fazer?

O modelo de Espectro de Resposta Biológica (ERB) descrito por REIS & MENDES (2003) foi adaptado da ATS para a organização, uso e disseminação da informação de segurança e saúde dos trabalhadores. Esse modelo contempla oito níveis para organização dos dados de saúde, apresentados a seguir.

  • 1º Nível: Contempla a organização de dados demográficos de toda a população abrangida pelo espectro.
  • 2º Nível: Contempla a organização de dados de estilo de vida, outros determinantes de risco à saúde, dados de segurança e higiene ocupacional.
  • 3º Nível: Contempla a organização de dados de exames laboratoriais e provas funcionais.
  • 4º Nível: Contempla a organização de dados de morbidade sem absenteísmo.
  • 5º Nível: Contempla a organização de dados de morbidade causadora de incapacidade total temporária de curto prazo.
  • 6º Nível: Contempla a organização de dados de morbidade causadora de incapacidade total temporária de longo prazo.
  • 7º Nível: Contempla a organização de dados de morbidade causadora de incapacidade total permanente.
  • 8º Nível: Contempla a organização de dados de mortes.

A importância da gestão integrada

Os impactos técnicos e econômicos sobre as empresas vêm crescendo em decorrência das exigências preconizadas por dispositivos legais, a exemplo do eSocial. Nesse contexto, a gestão da informação de saúde do trabalhador, integrando o modelo de inteligência organizacional das empresas, deve ser efetivamente considerada na perspectiva de minimizar vulnerabilidades de natureza legal, judicial e econômica, sem contar os impactos éticos e morais.

Como analisar?

O modelo de organização de dados de saúde do trabalhador, disposto em oito níveis, está em sintonia com os recentes dispositivos legais. Dispositivos esses que contemplam a taxação de empresas com base na sinistralidade, quando os dados de afastamentos de trabalhadores por motivo de doença e acidente, incluindo a morte, serão tratados estatisticamente e definindo claramente a lógica do seguro:

menor risco → menor custo

menor sinistralidade → menor custo

Nessa perspectiva, a análise dos dados de saúde deve contemplar a identificação de informação para ação – informação que requer que a ação seja de curto, médio ou longo prazo. Assim, é facilitada a adoção de intervenções na forma de implantação de medidas preventivas, inclusive de higiene industrial. Proporcionado também uma atuação na base do espectro de resposta biológica e determinado o controle e a minimização dos efeitos adversos sobre a saúde dos trabalhadores.

As informações referentes ao capital intelectual, representado pelos membros que “fazem a organização”, são estratégicas para a manutenção da competitividade da organização. Os trabalhadores são o principal ativo da organização, sendo assim, o cuidado com a saúde deles representa uma ação estratégica.

Parece não haver dúvidas que o monitoramento da situação de saúde é uma questão de gestão da informação da saúde dos trabalhadores, e, lamentavelmente, ainda muito pouco considerada pelas organizações de maneira geral.

Esse artigo foi escrito pelo Dr. Eduardo Arantes, diretor técnico da BeeCorp, e o Dr. Paulo Reis, diretor técnico da SIS.

BeeCorp e SIS se uniram para oferecer uma gestão e análise completa dos indicadores de saúde, segurança e bem-estar.

Conheça nossa parceria.

Gostou do artigo? Leia também:

Comentários

Comentários