Conheça um pouco da história da ergonomia

Por 10 de novembro de 2017Ergonomia
História da ergonomia

Já falamos sobre a importância da ergonomia e como ela pode ser utilizada para aumentar a produtividade da empresa. Além de ser um dos fatores que amenizam os riscos da atividade laboral, esse conceito pode contribuir para um melhor desempenho dos funcionários, oferecendo mais conforto e segurança.

Apesar de bastante atual, o tema não vem de agora. A história da ergonomia nos mostra que a preocupação com a facilitação do trabalho do homem vem de muito tempo atrás.

Curioso para saber mais sobre essa história? Neste artigo, vamos mostrar para você de onde vem esse conceito tão necessário dentro de uma organização e como ele cresceu até adquirir o significado que conhecemos hoje. Acompanhe!

A origem do conceito

Ergos (trabalho) e Nomos (normas) formam a palavra que designa a ciência responsável por estudar as condições de trabalho. Ainda que o nascimento da ergonomia tenha oficialmente ocorrido no século XX, considera-se que, desde a pré-história, os homens buscam técnicas para adaptar o trabalho às condições humanas (e não o contrário).

A adaptação de armas para a sobrevivência e o ato de afiar uma lança para facilitar a caça ou melhorar a pegada de um objeto já poderiam ser considerados aplicações desse conceito tão utilizado nos dias de hoje. A ergonomia, portanto, nasceu da necessidade de sobrevivência e de contornar condições adversas.

Isso é muito próximo da ergonomia que utilizamos hoje em dia, embora atualmente haja uma preocupação além dessas: a necessidade de afastar os riscos de acidente, de aumentar a produtividade e de gerar mais confiança na empresa perante a sociedade.

Apesar de o conceito já ser aplicado, o termo só foi utilizado pela primeira vez no ano de 1857, pelo polonês Wojciech Jarstembowsky. Ele a definia como “uma ciência do trabalho que requer que entendamos a atividade humana em termos de esforço, pensamento, relacionamento e dedicação”.

As 4 fases da história da ergonomia

Sabemos, hoje, que a ergonomia é algo que não pode ser desconsiderado no ambiente corporativo, sendo, inclusive, objeto de normas regulamentadoras. Mas você sabe como se deu essa evolução?

O pesquisador Hendrick considera que existiram 4 fases até a contemporaneidade. São elas:

1. Ergonomia tradicional

Teve início na Segunda Grande Guerra. O objetivo era conseguir melhorias nas questões fisiológicas e mecânicas do ambiente de trabalho.

Também havia uma preocupação com a adequação dos objetos às limitações do homem, sem, no entanto, que ele explorasse além do esperado de sua capacidade. Foi utilizada inicialmente na área militar e, em seguida, na civil.

Preocupação: redimensionamento dos postos de trabalho.

2. Ergonomia do meio ambiente

Percebeu-se que as interferências no trabalho do indivíduo iam além de suas limitações físicas ou mecânicas. O meio ambiente também era a origem de alguns dos problemas da produtividade do homem.

A ergonomia do meio ambiente, ainda hoje observada, buscou compreender melhor a relação de agentes ambientais (ruídos, temperatura, iluminação) com o trabalho humano.

Preocupação: adequação do ambiente às necessidades do homem.

3. Ergonomia cognitiva

A ergonomia é uma ciência multidisciplinar. Portanto, não demorou muito para que os conhecimentos da psicologia e da fisiologia se voltassem para os fatores cognitivos do trabalho.

Na década de 1980, a mão de obra humana deixou de executar diretamente as atividades para comandar máquinas que eram responsáveis pela tarefa. A tecnologia da informação era uma extensão do cérebro, daí a necessidade de ter atenção quanto aos fatores cognitivos.

Preocupação: transmissão de informações adequadas à capacidade psíquica do indivíduo.

4. Macroergonomia

A partir de 1980, o campo de estudo da ergonomia ampliou-se ainda mais. A premissa da macroergonomia é a de que as empresas devem buscar um equilíbrio entre a tecnologia, a própria organização e as pessoas.

Esse sistema trabalha para alcançar um fim em comum — e todas essas variáveis devem ser consideradas para a melhoria do trabalho. Além disso, as ações de ergonomia devem ser utilizadas em escala, ao longo de toda a cadeia produtiva: desde a concepção de máquinas e materiais até a execução das atividades.

Preocupação: administração de recursos, trabalho em equipe, jornada de trabalho.

A ergonomia aplicada ao trabalho

Há muito tempo, os postos e instrumentos de trabalho eram fabricados com pouca consideração sobre as características do homem. A ideia, muitas vezes, era aperfeiçoar o homem ao trabalho (e não o contrário, premissa básica da ergonomia).

Ao longo das fases apresentadas, tais conceitos foram mudando até chegar a uma grande gama de aplicações práticas desta ciência. Podemos citar as principais aplicações atuais da ergonomia:

Ergonomia no método e em postos de trabalho

Nessa modalidade, estudam-se os aspectos ergonômicos de ferramentas e métodos de trabalho, de forma a proporcionar mais conforto e saúde ao trabalhador. A altura de mesas e o posicionamento de materiais são algumas das adequações feitas no ambiente laboral.

Condições para o trabalho intelectual

São os limites estabelecidos de iluminação, som e outras variáveis apropriadas para as tarefas intelectuais.

Prevenção de fadiga humana

A fadiga torna o trabalhador mais predisposto a uma menor produtividade, ao desperdício de tempo, às doenças e aos acidentes. Dessa forma, uma das preocupações atuais da ergonomia é o combate às causas do cansaço humano, por meio da identificação de sobrecargas e das origens do estresse.

O futuro da área

O mundo do trabalho passa por mudanças direcionadas à maior informatização e ao isolamento do trabalhador. O futuro da ergonomia, portanto, pode estar apontando nessa direção, inclusive com o uso de tecnologias e análises computadorizadas que auxiliam na detecção de situações de estresse, fadiga e baixa produtividade.

Assim, a ergonomia segue em evolução, mas sempre acompanhada de eficazes e tradicionais soluções para a melhora da qualidade de vida dentro da empresa. Exemplos disso são os programas de diminuição dos riscos ergonômicos, de incentivo à prática de atividades físicas e de gestão do estresse.

A busca por uma maior produtividade passa por aspectos da saúde ocupacional e pela adequação do trabalho ao trabalhador. Essa preocupação, como você viu, não é recente. Décadas de estudo (e também de práticas e experimentos) trouxeram os conhecimentos que temos hoje sobre a otimização do trabalho.

Agora que você já conhece a história da ergonomia, que tal aprender a aplicá-la no ambiente de trabalho? Assine nossa newsletter e não perca mais nenhum conteúdo!

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