Saiba o que causa estresse no trabalho e veja como combater o problema

Por 9 de fevereiro de 2018Qualidade de vida no trabalho
estresse no trabalho

Um ambiente de trabalho estressante pode ser extremamente danoso para a saúde dos colaboradores e para a produtividade da empresa. Excesso de trabalho, problemas de relacionamento, cobranças inadequadas ou em demasia são alguns dos fatores que desencadeiam o estresse no trabalho cotidiano das organizações.

Se não for diagnosticada e combatida, esta situação pode comprometer não apenas a competitividade da empresa, mas também gerar custos com afastamentos e cuidados com a saúde.

Na sua empresa, as condições que podem gerar estresse estão sob controle? Há iniciativas para preveni-lo? Você sabe quais são os fatores de risco? Se você acredita que a situação não está tão segura, confira agora as causas do estresse no trabalho e como combatê-lo!

Causas do estresse no trabalho

A competitividade exacerbada e a busca desenfreada por resultados criam um ambiente propício para a ocorrência do estresse no trabalho. E vários fatores contribuem para agravá-lo, como a competição entre os profissionais, o que pode comprometer o relacionamento entre colaboradores.

Da mesma forma, a tecnologia, que tanto contribui para o aumento da competitividade, também pode manter os colaboradores em estado de constante alerta e com dificuldades para se desvencilharem das questões do escritório. E este pode ser mais um gatilho no processo de esgotamento, típico das situações estressantes.

Para descobrir as principais causas do estresse no trabalho, uma empresa de gestão de projetos chamada Wrike ouviu 1,4 mil profissionais de diferentes países. Entre os problemas que mais estressavam os entrevistados na pesquisa, estavam: dificuldade de comunicação, excesso de trabalho, metas irreais e lideranças confusas.

E há uma série de outros fatores que podem contribuir para o estresse. Remuneração incompatível e distribuição de responsabilidades inadequada são alguns deles.

Elementos físicos agravam a situação

Além dos fatores listados acima, existem aspectos relacionados ao ambiente onde a pessoa exerce a sua atividade. Assim, problemas de ergonomia, poluição sonora, iluminação insuficiente e mobiliário inadequado se tornam exemplos de condições que acentuam o estresse.

Questões relativas à segurança, como a falta de equipamentos adequados de proteção, também podem contribuir para o estresse ao gerarem um sentimento de medo e desamparo por parte do empregador.

Sintomas do problema

O estresse pode ser definido como uma reação do organismo a situações de pressão. Em geral, não é resultado de uma causa única. Dificuldades resultantes do ambiente familiar e das relações sociais vão alimentando sensações negativas, juntamente com as questões do trabalho.

O acúmulo dos fatores causadores deste estado podem se expressar em diferentes sintomas fisiológicos e psicológicos, que devem ser observados como indícios de que algo não está bem.

No aspecto mental, é possível observar como sintomas de um colaborador estressado a tensão, irritabilidade, isolamento social, ansiedade e depressão, entre outros. Os aspectos físicos mais frequentes são dores musculares e de cabeça, cansaço em excesso, dificuldade de concentração e problemas gastrointestinais e cardiorrespiratórios.

Como o estresse impacta a empresa

O estresse dos colaboradores pode gerar uma série de problemas para a empresa. A queda de produtividade é um deles. Também é evidente o aumento nos indicadores de ausências ao trabalho e de presenteísmo (quando o colaborador, mesmo presente, não produz de maneira satisfatória).

À medida que o estresse avança na empresa, cresce também a ocorrência de outros problemas, como erros e inconformidades, atrasos nas entregas, perda de prazos e acidentes de trabalho. Além disso, o estresse pode gerar relevantes problemas de saúde, exigindo afastamentos e elevação dos gastos médios com saúde.

Formas de combater o estresse no trabalho

Identificar a existência e mapear as ocorrências de estresse no trabalho são passos importantes para combatê-lo. Mas a empresa não precisa esperar que o problema se desencadeie para começar a atuar.

A realização de uma pesquisa de clima organizacional é um bom instrumento para identificar prováveis elementos de risco. Ela permite verificar, por exemplo, qual a percepção dos colaboradores sobre as tarefas que executam, sua remuneração e relação com os líderes e demais colegas.

A pesquisa é uma forma de avaliar as iniciativas mais adequadas para prevenir o estresse.  A partir dela, há uma série de ações que podem ser utilizadas para controlar o problema. Veja algumas abaixo:

Reconhecer e dimensionar o problema

Com frequência, os aspectos que geram estresse no trabalho são considerados normais no ambiente corporativo. Ao bom profissional, cabe enfrentar estas dificuldades e conviver com as situações estressantes.

Driblar este entendimento e construir alternativas que protejam a saúde física e mental dos colaboradores é uma etapa que requer, antes de tudo, o reconhecimento de que não se trata de uma situação natural. Não minimizar o problema é um passo importante para combatê-lo.

Respeitar os horários de cada um

A sobrecarga de funções e atividades é um dos grandes gatilhos do estresse no trabalho. E ela é resultado direto de algumas características que listamos no início do texto.

Assim, os profissionais terminam por dedicar ao trabalho mais tempo e atenção que o recomendado, levando os problemas do escritório para a casa. Infelizmente, em muitas empresas, esta situação ainda é considerada normal.

Para combater este problema, é preciso que a organização determine os limites para este envolvimento. Isso significa respeitar os horários de trabalho e as individualidades de cada colaborador.

Também é importante regular o uso de tecnologias e redes sociais, que mantêm todos em alerta permanente, ou seja, 24 horas por dia à disposição da empresa.

Incentivar comportamentos saudáveis

As medidas preventivas do estresse no trabalho são extremamente eficazes. Aqui, estamos falando de iniciativas que estimulem a alimentação saudável e a prática de atividades físicas, como a ginástica laboral, por exemplo.

Estes são alguns aspectos que as empresas devem observar se quiserem manter os níveis de estresse no trabalho sob controle. Lembre-se que cuidar da qualidade de vida e da saúde dos colaboradores é um investimento, e não um gasto.

Gostaria de saber mais sobre iniciativas de promoção do bem-estar corporativo? Então, entre em contato com a gente!

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