Síndrome de burnout: entenda o que é e suas consequências

Síndrome de burnout

O trabalho pode ser estressante. Tarefas e mais tarefas, reuniões, lidar com clientes, chefe, uma lista interminável de e-mails etc. Chega um ponto em que tudo isso é demais para uma pessoa. É aí que nos deparamos com a síndrome de burnout.

A verdade é que, biologicamente, nosso corpo está preparado para lidar apenas com pequenas ondas de estresse. Mas quando uma pessoa é exposta a uma perturbação constante, pode-se dizer que ela está enfrentando a síndrome de burnout.

O indivíduo que sofre desse problema geralmente sente-se exausto física e emocionalmente, ineficaz e acha que nunca é capaz de terminar tarefas da forma exigida.


A seguir, entenda quais são os principais sintomas e consequências desse problema em uma empresa e como combatê-los.

Sintomas mentais

Fadiga

No começo, um funcionário estressado pode sentir uma falta de energia e cansaço na maioria dos dias. A princípio, ele pode achar que isso é normal no trabalho, principalmente no final do dia.

No entanto, se o problema do estresse não for reconhecido e tratado, poderá avançar para estágios mais perigosos, que ocorrem quando a pessoa se sente completamente drenada, exausta e sem energia. Nesse estágio, é comum o empregado até ter medo do trabalho que o espera durante o dia.

Insônia

Assim como a fadiga, a insônia começa como um problema que acontece raramente e que se torna mais frequente com o passar do tempo. Quando está em um estágio mais evoluído, ela vira uma realidade todas as noites, e não importa o quão cansada a pessoa está, ela não vai conseguir dormir facilmente.

Além disso, pessoas que sofrem com a síndrome de burnout, mesmo que consigam dormir, não terão um sono tão efetivo e revigorante como antes.

Ansiedade

Ansiedade é um problema bastante comum para pessoas com qualquer nível de estresse. Contudo, quando esse nível se aproxima do burnout, a ansiedade se torna tão séria a ponto de interferir completamente na habilidade de trabalhar de forma eficaz e produtiva, além de causar problemas na vida pessoal.

Também, o elevado nível de ansiedade pode ocasionar problemas mentais mais graves, como a depressão. Funcionários depressivos se sentem abatidos, tristes e acham que não têm valor por não conseguirem realizar tarefas como antes.

Sintomas físicos

O estresse não causa apenas problemas relacionados à mente. Pessoas que sofrem da síndrome de burnout, frequentemente, apresentam sintomas físicos. Para saber se um funcionário está sofrendo de condições estressantes, observe sintomas como dor no peito, palpitações, tonturas frequentes e dor de cabeça. Essas são as manifestações físicas mais comuns.

Por isso, fique sempre de olho nas doenças dos empregados, pois existe uma grande chance de elas terem origem na mente.

Diminuição de produtividade e performance

O estresse crônico que é experimentado na síndrome de burnout impossibilita o empregado de trabalhar tão eficientemente como antes, o que frequentemente resulta em tarefas incompletas e aumento da procrastinação.

Funcionários que sofrem desta síndrome certamente estão em uma bola de neve, em que quanto mais estresse sentem, menos produzem, e quanto menos produzem, mais são cobrados, criando um ciclo que só prejudica a empresa e a saúde do empregado.

Combate à síndrome de burnout

A verdade é que o burnout afeta toda a vida de uma pessoa. Por isso, é importante combater a raiz do problema, diminuindo ou eliminando o estresse no ambiente de trabalho.

Incentive a alimentação saudável

A má alimentação é a principal causa de várias doenças e problemas — dentre elas, estão a ansiedade e o estresse. Excesso de cafeína, gorduras saturadas, bebidas alcoólicas, carboidratos refinados e alimentos altamente industrializados são conhecidos por aumentar o nível de estresse, contribuindo, dessa forma, para o agravamento da síndrome de burnout.

Isso acontece pelo fato desses alimentos contribuírem para inflamações, aumentarem os níveis de cortisol e prejudicarem a absorção de nutrientes.

Para reverter o problema, é necessário que os empregados tenham uma dieta rica em vitaminas e sais minerais. Além disso, é interessante ela seja rica no aminoácido triptofano, que auxilia na produção de serotonina, o hormônio do bem-estar. Por fim, para que a mudança na alimentação seja eficaz, é necessário uma reeducação alimentar e acompanhamento nutricional na empresa.


Diminua a síndrome de burnout com atividade física

A atividade física estimula a produção de endorfina no organismo, que é outro hormônio que contribui para a sensação de prazer e bem-estar. Além disso, quem faz exercícios físicos regulares tem melhora estética, contribuindo para mais autoestima e autoconfiança.

Existem diversas formas de estimular a prática de atividade física para os empregados. Desde simples alongamentos e ginástica no próprio ambiente de trabalho até grupos de esporte e aulas de ioga.

Outra forma bastante interessante de promover a atividade física é pela criação de grupos de corrida e caminhada, pois, além de incentivar a prática de atividade física, isso vai aproximar os colaboradores e criar vínculos de amizade.

Aposte na quick massage

Uma forma bastante interessante de combater a síndrome de burnout é pela utilização da quick massage, que se trata de uma massagem rápida realizada em um pequeno intervalo de tempo no próprio ambiente de trabalho.

Esse método é muito útil para lidar com estresse, ansiedade e depressão, diminuindo sintomas como dores de cabeça, indisposição, insônia.

Além disso, entre os benefícios da quick massage estão a redução de gastos com assistência médica, melhora do ambiente corporativo e aumento da produtividade dos empregados.

Por fim, saiba que, para diminuir a síndrome de burnout, é preciso que a empresa seja um ambiente no qual os seus colaboradores queiram estar e que os faça sentir-se felizes em trabalhar. Por isso, trate cada empregado individualmente. Ouça suas dores, de forma que ele se sinta parte da empresa. Isso fará com que ele fique mais à vontade e o trabalho flua de maneira natural e sem pressão.

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Paola Sobral

Paola Sobral

Bacharel em Psicologia com especialização em Gestão Estratégica de Pessoas e Mindfulness e Assistente Operacional BeeCorp. 

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