Atribuições da CIPA: 6 práticas inovadoras e que funcionam

Atribuições da CIPA
Por: Ana Flávia Oliveira

Conforme uma empresa cresce e se estabelece no mercado, aumentam as oportunidades e os riscos. Por isso, o governo determinou que, a partir de 20 funcionários, faz-se necessária a criação de uma Comissão Interna para Prevenção de Acidentes. As atribuições Cipa são muitas e sobre elas vamos conversar hoje.

Sua composição é mesclada entre colaboradores e empregadores, e uma das principais atribuições da Cipa é conhecer a legislação, o que vai ajudar a garantir sua eficácia. O ponto mais importante é a Norma Regulamentadora 5, que informa como a Comissão deve trabalhar, quantas pessoas devem participar e todas as regras que a envolvem.

Parece fácil, não é? Entretanto, definir os participantes e coordenar as atividades é apenas o início do processo. A atuação da Cipa deve ser estratégica de modo a realmente cumprir seu propósito — e não apenas atender às obrigatoriedades legais. Se sua empresa precisa fortalecer isso, aproveite este artigo!

Qual a importância da Cipa para a saúde e segurança do trabalho?

Como os gestores da sua organização enxergam a segurança do trabalho? A resposta dessa pergunta faz toda a diferença para um bom trabalho da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, pois uma companhia cujos líderes têm a segurança como prioridade — e passam isso para suas equipes — se posicionam melhor no mercado e são bem-vistos por toda a sociedade.

A importância da segurança do trabalho ser internalizada e fazer parte da cultura organizacional é outro ponto positivo dessa premissa. Sendo assim, os colaboradores reconhecem seu papel no processo e, a partir disso, têm maior interesse em fazer parte dele, não pensando apenas nos benefícios, mas nas responsabilidades que isso pode lhe trazer. Portanto, uma forma de inovar, nesse contexto, é aprimorar o processo seletivo dos participantes da Cipa.

Quais práticas inovadoras podem melhorar o trabalho da Cipa?

Todo processo cuja participação de seus integrantes é engajada e ativa está no caminho certo para funcionar. Com a Cipa, não é diferente. Neste tópico, vamos abordar algumas práticas inovadoras que, independentemente do segmento ou porte da companhia, podem aperfeiçoar o trabalho desses profissionais e mais: levar a organização a outro patamar, em termos de segurança. Confira a seguir.

1. A equipe deve estar comprometida com o propósito

Não é incomum, em época de eleição dos membros da Comissão, que alguns colaboradores foquem em uma vantagem especial de fazer parte: a estabilidade do seu emprego. Claro que isso é atrativo, mas não deve ser um diferencial tão importante para motivar as pessoas a se candidatarem.

O que faz a diferença aqui é uma boa campanha de comunicação e conscientização interna, que abranja as atribuições da Cipa, lembrando como o trabalho é importante e que vai exigir estudo e empenho. É preciso voltar a atenção para a importância de tornar o ambiente organizacional um local seguro para todos. Não é uma tarefa fácil. Afinal, se está lidando com dezenas de vidas. Por outro lado, é nobre e animador poder contribuir com iniciativas que visem ao bem coletivo.

2. Ideias são bem-vindas e devem ser encorajadas

Muitos talentos são perdidos por não terem o estímulo devido dentro das empresas. A gestão deve encorajar brainstormings e a proliferação de ideias, em especial, diante de situações ou projetos mais desafiadores. No trabalho da Cipa, especificamente, há inúmeras oportunidades para ser criativo, como no planejamento da Semana Interna de Prevenção de Acidentes (Sipat).

Ações inovadoras ajudam a promover o engajamento dos funcionários e uma maior participação de todos. Uma vez que se conquista sua atenção, fica mais fácil torná-lo um aliado da causa, alguém que vai incentivar a participação dos colegas e defender pautas importantes, mesmo sem ser membro direto.

3. Uma Cipa eficiente é uma Cipa onipresente

Os membros da Cipa devem ter autonomia para participar de reuniões importantes — cujos temas estejam associados à pauta de segurança — e de eventos da companhia, trabalhando em parceria com os profissionais do SESMT e das áreas de Recursos Humanos, Comunicação Corporativa, Segurança do Trabalho e Medicina do Trabalho.

Essa integração tende a potencializar o desempenho de todos os setores envolvidos, além de demonstrar aos membros da Comissão que sua participação é essencial e que a Cipa não deve ser lembrada apenas em campanhas internas de vacinação ou durante as dinâmicas da Sipat.

4. A inovação caminha lado a lado com o engajamento

Quando se fala sobre inovar ou ser criativo, algumas pessoas associam a grandes ideias ou invenções, mas a inovação em si nem sempre está relacionada a isso. Adaptações e melhorias também fazem parte desse processo e é uma excelente oportunidade para envolver os funcionários nas iniciativas de segurança.

As ações da Cipa não têm razão de existir se os colaboradores não participarem: afinal, eles são o público-alvo de todas essas realizações e gostam de se sentir assim. Por isso, ao pensar nas atividades e iniciativas, deve-se sempre procurar ir além, dar um toque especial que faça a diferença e se mostre significativo de alguma forma.

5. Focar nas prioridades é uma estratégia eficiente

Entre as principais atribuições da Cipa, encontra-se a verificação das condições de trabalho e os riscos nelas envolvidos. Geralmente, essa é uma das primeiras etapas do trabalho da Comissão e lhe exige muito foco e atenção. A partir dessa análise, vem outro ponto essencial, que é o plano de ação para SST.

Esse plano deve enfatizar estratégias e ações realistas e práticas que, desde sua elaboração, demonstrem benefícios para a empresa, ou seja, qual é a sua relevância e por quem devem ser executadas. O protagonismo da Cipa depende de um trabalho expressivo nesse aspecto.

6. Boas parcerias fazem a diferença dentro e fora da empresa

Se dentro de uma companhia, os principais aliados da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes são os colaboradores, fora dela são os fornecedores que lhe auxiliam nas ações. O cumprimento da legislação é complexo e alguns detalhes podem passar despercebidos, mesmo para quem está familiarizado com eles. Por isso, é importante contar com parceiros confiáveis cujo serviço seja bem reconhecido no mercado e passe a credibilidade necessária, fortalecendo a aliança nas duas pontas.

Nesse ramo, a assessoria técnica é sempre bem-vinda e faz muita diferença para a concretização dos tópicos abordados anteriormente. Certifique-se de contar com as pessoas certas para esse trabalho.

A pandemia que estamos enfrentando se tornou um ponto de atenção a mais para o trabalho da Comissão. Isso lhes tem exigido mais responsabilidade, já que a exigência pela segurança aumenta a cada dia. Aplicar as práticas mencionadas acima pode representar um divisor de águas, não apenas para os setores envolvidos, mas para milhares de vidas.

Se, além das atribuições da Cipa, deseja saber mais sobre como atuar de forma mais efetiva acerca da saúde e segurança de colaboradores, baixe este ebook!

Author
Ana Flávia Oliveira
Graduada em Enfermagem. Pós-graduada em Enfermagem do Trabalho, Ergonomia aplicada ao trabalho e em Gestão de Pessoas com Ênfase em Liderança Organizacional. Cursando Master in Business Administration - Executivo em administração: Gestão de Saúde. Experiência em grandes empresas há mais de 10 anos, com atuação na concepção, planejamento, implementação e gestão de saúde populacional e ergonomia, junto aos RHs, segurança do trabalho, medicina ocupacional e operadoras de saúde. Especialista em auditoria documental, gestão de indicadores e plano de ação
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