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Saúde ocupacional

Dor nas costas: entenda suas causas e o que ela pode significar

Você já sentiu uma grande pressão nas costas, no pescoço ou na região lombar como se todo o peso do mundo estivesse sobre você? Atlas também. O famoso Deus grego que é retratado sustentando um globo sobre os ombros. Cerca de 80% da população têm ou terá dor nas costas em algum momento da vida, segundo a Organização Mundial da Saúde.

A dor nas costas só perde em frequência, e às vezes em intensidade, para a cefaleia, a popular dor de cabeça. Tudo isso representa custos para as empresas (é a maior causa de afastamento do trabalho em pessoas com menos de 45 anos), para o governo (em 2012, mais de 116 mil pessoas receberam auxílio-doença por esse motivo) e para os doentes (cansaço, desânimo e até mesmo estágio depressivo). Todo mundo perde.

A coluna vertebral é composta por 33 vértebras sobrepostas e unidas por amortecedores esponjosos chamados discos, cruzada por uma complexa rede de músculos, tendões e ligamentos que sustentam o corpo e, ao mesmo tempo, proporcionam força e flexibilidade.

As causas são comuns: sedentarismo, vícios posturais, repouso inadequado, excesso de trabalho, estresse físico e emocional, etc.

Alguns sinais de alerta são importantes e podem ser devidos a outras enfermidades sistêmicas que não à lombalgia aguda mecânica, que é a mais comum.

  1. Sinais de alerta de um tumor ou infecção: idade acima de 50 ou abaixo de 20; história de câncer; sintomas como febre, calafrios e perda de peso sem outra explicação convincente; infecção bacteriana recente; dependentes químicos; imunossuprimidos; dor com piora noturna; dor com piora em decúbito dorsal (barriga para cima).
  2. Sinais de alerta de fratura: trauma maior anterior, trauma menor em idosos ou osteoporóticos.
  3. Sinais de alerta de síndrome de cauda equina (compressão aguda que afeta o conjunto de raízes nervosas na região lombar): anestesia em sela, disfunção de bexiga, déficit neurológico progressivo ou grave em membros inferiores.

O diagnóstico e essencialmente clínico, sem a necessidade de exames, como por exemplo, a ressonância nuclear magnética. O tratamento clínico das lombalgias prevalece. Apenas 2% a 5% são submetidos à cirurgia nos casos nos quais haja hérnia de disco ou estreitamento do canal vertebral ou grandes deformidades.

O melhor remédio é a prevenção: controle do peso e do tamanho da circunferência abdominal, atividade física regular, reforço muscular e ações de ergonomia, que incluem até o uso de cintos para as costas. A correção postural, principalmente na maneira de sentar no trabalho e na escola é importante. Uma dica simples, quando se abaixar no chão deve-se dobrar os joelhos e não dobrar a coluna. Recomendo sempre a orientação profissional.

Invista em bem estar.

Artigo escrito por Eduardo Arantes, Diretor Técnico da BeeCorp.

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