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EPC: Equipamento de Proteção Coletiva
Ergonomia

EPC: mini-guia sobre o equipamento de proteção coletiva

Os equipamentos de proteção coletiva (EPC) são fundamentais para preservar a integridade física dos colaboradores e das demais pessoas que circulam em ambientes de risco. Sua utilização é prevista por normas regulamentadoras e as empresas que desrespeitam as regras ficam sujeitas a penalidades.

No entanto, mais do que cumprir exigências legais, o uso correto do EPC garante maior produtividade à empresa, uma vez que o risco de acidentes é reduzido. Com isso, além da melhoria de qualidade de vida dos colaboradores, a possibilidade de interrupção de atividades para a adoção de medidas corretivas também se torna menor.

Continue a leitura de nosso post para conhecer os benefícios de investir na segurança do trabalhador e entender como essas práticas contribuem para melhorar os resultados de sua empresa!

Entenda o que é EPC

Em diversas atividades laborais, os trabalhadores ficam expostos a riscos, sejam de acidentes, sejam de desenvolvimento de doenças. Por essa razão, é necessário investir em meios de prevenção, com treinamento adequado e uso de equipamentos de proteção.

Esses equipamentos podem ser de utilização individual (EPI), como luvas, capacetes e calçados especiais, entre outros, ou coletivos (EPC). Dentre esses segundos, exemplos comuns são extintores de incêndio, redes de proteção, sistemas de exaustão e corrimões.

Existem, ainda, EPCs específicos para cada tipo de atividade, que têm a finalidade de proteger os trabalhadores expostos aos riscos. Apenas para exemplificar, os equipamentos de proteção coletiva usados por profissionais de saúde são distintos daqueles necessários a quem atua no setor de construção civil.

O uso de EPC é fundamental em vários setores, como:

  • os de construção civil;
  • as indústrias de vários segmentos;
  • aqueles que demandam atividades em que os profissionais ficam expostos à alta tensão, como manutenção de redes elétricas;
  • os postos de combustíveis, bases de armazenamento de derivados de petróleo, refinarias e plataformas de exploração;
  • os locais com risco de formação de gases, que demandam sistemas de exaustão;
  • os hospitais e as clínicas de saúde e radiologia;
  • aqueles que demandam atividades em que os trabalhadores ficam expostos à radiação;
  • os ambientes com enclausuramento de fontes de ruídos.

A adoção de medidas de proteção é essencial para garantir a qualidade de vida dos colaboradores e minimizar riscos. Para termos ideia da dimensão do problema, segundo um levantamento do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, entre 2012 e 2018, foram registrados mais de 16 mil óbitos e 4,5 milhões de acidentes no país relacionados ao trabalho.

Essa grande quantidade de ocorrências causa diversos impactos às empresas, aos colaboradores envolvidos e até a sociedade, uma vez que isso eleva os gastos da Previdência com benefícios.

Confira a importância de adotar EPC adequados

Como explicamos, a adoção de medidas de prevenção é essencial para garantir a saúde e o bem-estar dos colaboradores de sua empresa. Isso evita a necessidade de afastamento e faltas, promovendo o aumento da produtividade.

A prevenção é também uma maneira de reduzir custos corporativos, melhorando os resultados de seu negócio. Afinal, a ausência de colaboradores traz impactos ao desempenho da empresa, além de, em muitos casos, tornar necessários a contratação e o treinamento de novos profissionais.

Outro impacto às finanças é que, quando as normas regulamentadoras sobre saúde são negligenciadas, a empresa corre o risco de ser penalizada pelos órgãos de fiscalização trabalhista ou mesmo questionada judicialmente por funcionários.

Na ocorrência de acidentes, quem não atende aos requisitos legais também pode ser penalizado, por não ter garantido as condições adequadas de segurança aos colaboradores.

Quais são as normas que estabelecem diretrizes de segurança do trabalho?

As medidas de proteção são estabelecidas pela norma regulamentadora (NR) 9, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que estabelece o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).

Essa norma, no entanto, considera apenas os riscos decorrentes de contatos com agentes químicos (gases e poeiras), físicos (variação de temperatura e radiação, entre outros) e biológicos (vírus, bactérias e fungos, por exemplo). Ela determina, ainda, no item 9.3.5.4, que a empresa sempre deve priorizar o uso de EPCs.

Além da NR 9, a NR 4 define o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), que é o grupo responsável por controlar e erradicar os riscos existentes no ambiente de trabalho, além de indicar os tipos de EPC adequados e sua forma correta de utilização.

Já a NR 26 aborda as sinalizações de segurança, que também são consideradas dispositivos de proteção. Afinal, a função é informar sobre as áreas de risco e as precauções recomendadas em cada situação. A norma estabelece padrões e cores que alertam sobre perigos de acidentes em determinados ambientes ou relacionados ao uso de equipamentos e máquinas.

A NR 5, por sua vez, estabelece as diretrizes para a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), um grupo de funcionários responsável pela elaboração de estratégias para a prevenção de acidentes e de problemas de saúde relacionados ao trabalho.

É importante destacar que existem 36 NRs relacionadas a diversas ocupações laborais. Assim, é fundamental verificar as que se aplicam ao seu negócio e à área de atuação, de forma a atuar em conformidade com todas as regras.

Descubra outras vantagens de investir em segurança

Além dos benefícios já citados — melhoria da qualidade de vida dos colaboradores, menor risco de acidentes e consequente redução de despesas —, o atendimento às normas regulamentadoras relativas à segurança proporciona outras vantagens para as empresas. Confira na sequência!

Colaboradores mais motivados

Além do aumento de produtividade em função da redução de faltas decorrentes de acidentes e problemas de saúde, os colaboradores tendem a se sentir mais motivados, pois sabem que a empresa valoriza o seu bem-estar.

Redução de interrupções

Normalmente, quando ocorre um acidente no ambiente de trabalho, as atividades precisam ser interrompidas até que o problema seja resolvido. De acordo com a gravidade, isso pode significar horas ou mesmo dias de pausa, o que representa um grande prejuízo para a empresa.

Maior confiança

Quando a empresa fornece todos os equipamentos de proteção (individuais e coletivos), orienta sobre o uso adequado e estimula a utilização por parte dos colaboradores, esses se sentem protegidos e confiam nas ações e políticas corporativas. Assim, o investimento em segurança também promove melhorias no ambiente organizacional.

Proteção reforçada

Não são somente os funcionários que se beneficiam com o investimento em EPC, mas todas as pessoas que circulam no ambiente e em suas proximidades, como fornecedores, clientes, visitantes e a própria vizinhança. Isso, inclusive, reforça a imagem institucional perante a comunidade e o seu público.

Como é possível perceber, o atendimento rigoroso às normas de segurança e a adoção de EPCs adequados para cada ambiente proporcionam diversos benefícios para a empresa, para seus colaboradores e para toda a comunidade. Com isso, as metas estabelecidas no planejamento estratégico são mais facilmente alcançadas.

Quer saber mais sobre proteção em ambientes corporativos? Continue a visita à nossa página e descubra como a segurança no trabalho influi na saúde financeira de sua empresa!