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Ergonomia cognitiva: entenda o que é e qual a sua importância
Ergonomia

Entenda o que é e qual a importância da ergonomia cognitiva

Favorecer o desenvolvimento dos talentos, tanto na vida pessoal quanto no âmbito profissional, é essencial. Para que seja possível, é preciso garantir o bem-estar em todos os aspectos: físico, cognitivo e relacional. Nesse sentido, surge a ergonomia cognitiva.

Embora nem sempre receba a atenção necessária, ela é fundamental para obter um bom desempenho. Graças a ela, é possível contornar riscos e garantir melhores impactos.

Na sequência, veja como executar a ergonomia cognitiva e quais são os pontos necessários nesse caminho.

O que é esse tipo de ergonomia?

Os processos cognitivos são cruciais no desempenho de tarefas. As pessoas precisam ser capazes de tomar boas decisões e ter um foco ampliado. No entanto, nem sempre as condições favorecem essas ocorrências.

A ergonomia cognitiva aborda as questões relacionadas a esses processos. Ela está ligada à memória, à concentração, ao raciocínio e à atenção. Também se relaciona com o desempenho emocional de um colaborador e da resposta que ele tem no ambiente e em relação às suas funções.

As técnicas buscam afetar positivamente a área psicológica do profissional. Isso torna o espaço mais saudável, assim como favorece a execução das tarefas e o cumprimento das responsabilidades.

Quais são os riscos cognitivos de uma empresa?

Dentro de um aspecto cognitivo, há alguns riscos psicossociais aos quais os colaboradores estão mais sujeitos. Tudo depende de fatores como carga de trabalho, capacitação, ambiente organizacional e outras questões. Entretanto, há alguns pontos gerais que devem ser observados. A seguir, veja quais são.

Carga mental de trabalho

Dependendo da atuação ou das exigências, pode ocorrer uma elevada carga mental de trabalho. Isso faz com que o colaborador se sinta mais pressionado a entregar resultados, além de deixá-lo sobrecarregado. Em níveis extremos, leva à Síndrome de Burnout ou Esgotamento, que faz com que o funcionário não seja capaz de desempenhar as suas funções.

Transtornos psicológicos

Outro risco cognitivo tem a ver com o desenvolvimento de questões que afetam diretamente o psicológico. De acordo com estudos, o Brasil tem a segunda população mais estressada, com o trabalho sendo a causa principal. Além disso, o país lidera o ranking na América Latina quando a depressão e a ansiedade são os temas principais. Se o ambiente de trabalho não tiver a ergonomia adequada, essas tendências são fortalecidas.

Perda de foco

A falta de motivação e a baixa percepção sobre o próprio trabalho ainda conduz o profissional ao risco de não conseguir manter o foco e a atenção. Diante da procrastinação, ele encontra menos facilidade para cumprir tarefas específicas, bem como obedecer prazos e certas exigências.

Dificuldade de aprendizado

A capacidade cognitiva também pode ser comprometida a ponto de o colaborador ter dificuldade para aprender e consolidar novas informações. Isso é prejudicial tanto para o desenvolvimento da carreira quanto para a atuação na organização. Incapaz de reter novos conhecimentos, o profissional corre o risco de não acompanhar as transformações do mercado.

Incapacidade de tomar decisões

Além de tudo, talvez o talento não seja capaz de decidir de maneira relevante. Isso é especialmente grave no caso de gestores e líderes, mas pode acontecer em menor escala. A paralisia sobre qual caminho seguir compromete o próprio profissional, bem como aqueles que dependem dele.

Quem está exposto a esses riscos?

Alguns fatores aumentam a exposição a essas situações. Quem faz longas jornadas ininterruptas e quem assume mais responsabilidades tem maiores chances de sofrer esgotamento.

Gestores e líderes podem “congelar” sobre quais decisões tomar, enquanto os funcionários de tarefas repetitivas e monótonas talvez encarem o aprendizado como um obstáculo. Isso só demonstra que a ergonomia cognitiva é essencial para todo o empreendimento, de modo a garantir a melhor gestão de talentos.

Quais são os seus impactos negativos?

A falta de cuidados sobre o aspecto cognitivo gera resultados indesejáveis no negócio e, justamente por isso, deve ser evitada. Em primeiro lugar, existe uma piora no ambiente de trabalho, já que os profissionais não conseguem explorar todo o potencial.

Além do mais, ocorre a falta de motivação, causada pelo desinteresse no local ou em suas funções. É algo que gera perda de engajamento e comprometimento da produtividade. Como resultado, a empresa tem dificuldade para atingir resultados específicos.

Há, ainda, o aumento do absenteísmo. Muitas condições, como os transtornos psicológicos, geram afastamentos e licenças médicas. Isso compromete a coesão dos times e faz com que o empreendimento tenha gastos e perdas. Em diversos casos, tudo culmina na saída do emprego, o que amplia a taxa rotatividade.

Para completar, há uma piora na imagem do negócio, enquanto empregador. A perda contínua de talentos prejudica a diferenciação de mercado e ainda pode dificultar a atração de novos colaboradores.

Como a ergonomia cognitiva ajuda a evitá-los?

Como são indesejáveis, os impactos negativos precisam ser mitigados e até eliminados. Nesse sentido, é essencial definir estratégias que garantam a ergonomia cognitiva no ambiente organizacional. Um dos aspectos mais relevantes sobre essa abordagem é a sua versatilidade. É possível estimular a questão em diversos pontos, o que melhora a sua adoção.

Pode-se, por exemplo, pensar em oferecer jornadas mais flexíveis de trabalho. Cuidar da delegação de tarefas e fortalecer a comunicação também são pontos importantes para evitar a sobrecarga. Já a criação de um ambiente propício ao aprendizado — inclusive, de forma remota — ajuda a prevenir problemas na consolidação do conhecimento.

Soluções como ginástica laboral e Quick Massage não apenas evitam impactos físicos, como diminuem a tensão. Já um programa de gestão e controle do estresse é essencial para que não ocorram picos desse cenário.

Principalmente, é preciso realizar um gerenciamento dos fatores de risco para que eles não se consolidem. Os impactos incluem:

●   aumento de produtividade;

●   melhoria no nível de satisfação com o trabalho;

●   engajamento e motivação elevados;

●   otimização da integração entre trabalhadores;

●   redução do absenteísmo;

●   diminuição do número de demissões, entre outros.

Trata-se, portanto, de uma ferramenta essencial para conter os problemas causados nesse aspecto. Com uma atuação integrada, todo o time se sentirá melhor e mais preparado, longe das diversas dificuldades.

A ergonomia cognitiva é tão importante quanto a física. Capaz de gerar ótimos impactos no empreendimento, diminui ou mesmo elimina riscos que atrapalham o desempenho do negócio. Desse jeito, é possível levar a qualidade de vida no trabalho a níveis máximos.

Para colocar as ações adequadas em prática, entre em contato conosco da BeeCorp e veja como podemos ajudar.