Blog da Beecorp

Quais problemas o estresse ocupacional acarreta
Saúde

Entenda como o estresse dos colaboradores pode acarretar problemas de saúde

Estresse origina-se da palavra inglesa “stress“, que significa “pressão”, “tensão” ou “insistência”. É um estado de tensão mental e física que produz um desequilíbrio no funcionamento global do ser humano. O estresse libera hormônios (cortisol, adrenalina e noradrenalina) que enfraquecem o sistema imunológico, deixando o corpo sujeito a infecções e doenças.

Atualmente, o estresse é uma palavra muito utilizada. E não haveria como se esperar algo diferente, já que 90% da população mundial sofre com este distúrbio, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Com esse índice alarmante a OMS alerta que o estresse já pode ser considerado uma epidemia mundial. E no Brasil, a preocupação também é grande. Segundo um levantamento da International Stress Managemente Association (Associação Internacional do Controle do Estresse) já somos o segundo país do mundo com o maior nível de estresse.

A palavra “estresse” origina-se da palavra inglesa “stress“, que significa “pressão”, “tensão” ou “insistência”. E a insistência em situações estressantes fica muito clara no ambiente de trabalho.

Pessoas em idade economicamente ativa, passam pelo menos 8 horas diárias no ambiente de trabalho que na maioria das vezes é tenso, exaustivo e até mesmo desconfortável. Colaboradores em todo o mundo tem adoecido e desenvolvido sérios problemas de saúde por estresse.

Então, que tal entender melhor como isso acontece e quais são as soluções para evitar este problema dentro da empresa? Continue a leitura!

O que é estresse ocupacional?

Marilda Lipp, fundadora do Centro Psicológico de Controle do Stress e professora da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, define o estresse como:

um estado de tensão mental e física que produz um desequilíbrio no funcionamento global do ser humano e enfraquece seu sistema imunológico, deixando-o sujeito a infecções e doenças”. E o estresse ocupacional é o desenvolvimento deste estado devido as atividades laborais. Portanto, é adquirido no ambiente de trabalho.

Como ele acontece?

Na área da saúde, o termo estresse foi utilizado pioneiramente pelo médico endocrinologista canadense Hans Selye em 1936. Após observar diversos pacientes, usou o termo para definir um conjunto de sintomas como:

  • pressão alta;
  • fadiga;
  • desânimo;
  • falta de apetite;
  • entre outros.

Já no meio corporativo, ele surge quando o trabalhador começa a ser exposto a situações que desencadeiam estes sentimentos citados por Selye. Situações de raiva, medo, culpa e estímulos constantes de dor que estressam o organismo. Tais situações estão diretamente ligadas a:

  • Clima organizacional ruim;
  • Excesso de cobranças;
  • Definição de metas intangíveis;
  • Líderes arbitrários e que pressionam muito a equipe;
  • Hábitos de vida inadequados: sedentarismo e má alimentação;
  • Riscos ergonômicos: problemas posturais, luz insuficiente, excesso de ruídos.

Como o estresse acarreta problemas de saúde?

A exposição constante e frequente a situações estressantes inicia então uma séria de alterações fisiológicas. No organismo, o hipotálamo se comunica com a hipófise, que por sua vez, aciona a glândula suprarrenal, aumentando a produção dos hormônios cortisol e adrenalina.

Aparecem assim, as chamadas “reação de alarme”, esta é a primeira fase do estresse e surgem sintomas como:

  • Aumento da frequência cardíaca e respiratória;
  • Elevação da pressão arterial;
  • Ansiedade e sensação de angústia;
  • Aumento da concentração de glicose no sangue;
  • Alterações dos níveis hormonais da tireoide.

A partir de então, doenças crônicas podem surgir como diabetes e hipertensão. Se a pessoa continuar sob estresse, haverá o avanço para a segunda fase, chamada de fase da resistência e surgem novos sintomas:

  • Insônia;
  • Mudanças no humor;
  • Diminuição do desejo sexual;
  • Problemas digestivos.

Neste estágio, podem surgir doenças como gastrites e úlceras, depressão, síndrome do pânico, distúrbios como a bipolaridade. Já há um alto nível de fadiga e de irritabilidade.

As doenças psiquiátricas (depressão bipolaridade e síndrome do pânico) podem levar ao afastamento do colaborador e consequentemente podem impactar a produtividade e o desempenho da equipe.

O que é a Síndrome de Burnout?

Segundo o International Stress Managemente Association (Associação Internacional do Controle do Estresse) de cada dez trabalhadores no mundo, três pelo menos sofrem da chamada síndrome de burnout. Este estágio, conhecido também como exaustão seria a terceira fase do estresse e é o estado já crônico e mais agravado.

Há um completo esgotamento físico e mental, a pessoa sente profundo mal-estar e há sensações como:

  • Fortes dores de cabeça;
  • Distúrbios graves de sono;
  • Dores musculares generalizadas;
  • Depressão acentuada;
  • Falta de autoestima;
  • Sensação de incapacidade;
  • Taquicardia;
  • Perda de memória;
  • Déficit de atenção e raciocínio lento;
  • Falta de criatividade e queda de produtividade;
  • A cognição é prejudicada;
  • Queda do sistema imunológico;
  • Fraqueza e fadiga constantes;

O termo burnout, que em inglês significa queimar por completo, explica como são intensas as sensações neste último nível de estresse. Ana Maria Benevides, Psicóloga e estudiosa da síndrome, cita em seu livro “Burnout: quando o trabalho ameaça o bem-estar do trabalhador” que no Brasil, a Lei no 3014/99 reconhece o burnout como Síndrome de Esgotamento Profissional e considera uma doença de trabalho.

A síndrome é entendida como sensação de estar “acabado”. O burnout pode acarretar problema cardíacos já que, neste estágio, todos os sintomas citados anteriormente estão exacerbados. Um estudo conduzido pela University College London, com 200.000 pessoas no Reino Unido demonstrou que a tensão no trabalho estava associada a um risco 23% maior de ataques cardíacos e mortes por doenças coronarianas.

Pode-se perceber o quanto o estresse afeta os aspectos físicos e emocionais da pessoa. E o quanto sobrecarrega o sistema cardíaco.


Gastão Ribeiro é psicólogo psicanalista e hipnoterapeuta, com formação em técnicas de traumas. Em sua experiência, ele nos mostra que a Coerência Cardíaca é um diálogo íntimo entre o pensar e o coração. Isto provoca uma mudança na variabilidade do batimento cardíaco, trazendo coerência ao ritmo do coração, que por sua vez atinge o cérebro emocional.

A coerência entre o coração e o cérebro emocional estabiliza o sistema nervoso autônomo (simpático/parassimpático), criando um estado de equilíbrio e acessando os poderes de auto cura do corpo. Ela tem múltiplas utilizações e pode ser associada a aparelhos de biofeedback para aumento de performance, TDAH, psicoterapia, hipnose, trabalho com traumas, entre outras.

Um estudo realizado com 32 colaboradores de uma pequena empresa inovadora, em São Paulo demostrou os efeitos positivos do monitoramento de estresse. Como ferramenta de monitoramento e treinamento foi utilizado um programa de biofeedback cardiovascular focado na frequência de ressonância cardiorrespiratória máxima (coerência cardíaca).

O programa, teve a duração de 13 semanas. Eram realizadas com a equipe atividades de treinamento cardiovascular-respiratório de 10 a 20 minutos diários, solo e monitoradas por um facilitador treinado.

Os resultados foram impressionantes: o estresse máximo foi reduzido em 62%, e o estresse mínimo (eustresse) aumentou em 52%. Os colaboradores ainda relataram outros benefícios como: aumento de 96% na estabilidade emocional, redução de estresse emocional em 44% e melhora nos relacionamentos pessoais e profissionais de 40%.

Nos últimos anos foram criadas ferramentas que auxiliam a encontrar este estado de coerência, como o cardioEmotion, EnWave, entre outros. Estes aparelhos de cardio feedback foram desenvolvidos para atingir um estado de equilíbrio emocional facilmente (Coerência Cardíaca). Eles reduzem os efeitos do estresse, ansiedade e são extremamente úteis no trabalho terapêutico com traumas, depressões, TAG entre outros.

Como cuidar da saúde?

Para evitar o estresse laboral é preciso adotar medidas eficientes para que o colaborador tenha momentos de relaxamento. Empresas inovadoras como a Google passaram a adotar, por exemplo, a quick massage como benefício para seus funcionários.

E os benefícios vão de redução de tensão muscular e fadiga a aumento de produtividade. As fisioterapeutas Dra Edivanice Alves e Talita de Oliveira realizaram uma pesquisa que analisou os benefícios da quick massage no ambiente de trabalho e constataram que 70% dos funcionários relataram um aumento da produtividade em suas funções.

Ações para promover a qualidade de vida no trabalho evitam o estresse e possuem um alto índice de retorno sobre investimento (em inglês, return on investment ou ROI). O retorno vem em satisfação, produtividade e aumento de lucratividade. Além de redução de custos com gastos médicos e afastamentos.

Outra alternativa para minimizar o estresse é promover atividades físicas no ambiente de trabalho. Os exercícios físicos ajudam a combater o sedentarismo e promovem alterações fisiológicas positivas como: maior liberação dos hormônios serotonina e dopamina que aumentam a sensação de bem-estar e minimizam o estresse.  

A alimentação saudável também é um importante aliada para aumentar a qualidade de vida no trabalho e reduzir riscos de saúde. Afinal, vale lembrar que pessoas sob estresse tendem a cultivar hábitos de vida prejudiciais, como má alimentação e sedentarismo.

Mitos e verdades sobre a atividade física

Conclusão

O estresse é altamente prejudicial a toda cadeia produtiva de uma empresa e se faz um grande fator de risco a saúde do trabalhador. Uma vez iniciado, o processo de estresse desencadeia outras doenças que aos poucos vão consumindo o bem-estar do trabalhador.

A BeeCorp ajuda as empresas realizarem o monitoramento do estresse de seus funcionários através do cardioEmotion. É importante descobrir a origem do estresse do colaborador, que pode ser em casa, no trabalho, dentre outros. E assim, buscar trabalhar essas situações com novas perspectivas.

Portanto, mais do que cuidar de quem já está estressado, é preciso prevenir. A prevenção é o melhor caminho para evitar os impactos negativos do estresse.

E então, pronto para escolher as ações mais assertivas e com resultados garantidos para aliviar o estresse de seus colaboradores? Converse conosco, somos especialistas em qualidade de vida e bem-estar corporativo!