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Gravidez saudável
Saúde

Gravidez saudável: da alimentação ao uso do cinto

Quando o assunto é gravidez, a insegurança e a ansiedade tomam conta de muitas pessoas. Por isso, preparamos 15 dicas relacionadas à uma gravidez saudável.

As recomendações a seguir fazem parte do rol de perguntas que “assombram” os consultórios médicos clínicos e obstétricos do país. Algumas respostas foram chanceladas pelas diretrizes da Associação Médica Brasileira que analisou vários estudos sobre o assunto. Confira!

1. Dieta para uma gravidez saudável

Uma boa alimentação é fundamental para a futura mamãe e o bebê. A alimentação e consequentemente o ganho de peso são preocupações comuns das grávidas.

Além de carboidratos, ferro, vitamina C (que ajuda a absorver o ferro) e cálcio, é preciso aumentar o consumo diário de ácido fólico presente no brócolis, espinafre (não vai ter náusea), banana e laranja. Este ajuda na formação do tubo neural do bebê e ajuda a prevenir a anemia.

Já a suplementação dietética com fibras vegetais ajuda a reduzir a constipação durante a gravidez. Essa suplementação aumentou a frequência de evacuação em 67% das gestantes que a utilizaram versus 23% entre as que não utilizaram, segundo estudos. O uso de laxativos pode ser recomendado caso não haja resposta à suplementação com fibras.

E nada de comer por dois. A grávida deve aumentar o seu consumo diário de calorias, em média, em apenas 300. Leve a sério a recomendação de comer a cada três horas, o que evita a queda da glicemia no seu sangue.

2. Repouso

Não existem dados suficientes para a orientação de repouso no leito para prevenir abortamento em mulheres com sangramento vaginal na primeira metade da gravidez. Também não existem evidências de que o repouso no leito, domiciliar ou hospitalar, previna o parto prematuro.

Devido aos potenciais efeitos adversos que o repouso no leito pode trazer para a mulher e seus familiares, e os custos para o sistema de saúde, os médicos não devem prescrever repouso no leito rotineiramente como prevenção da prematuridade.

3. Atividade física

Exercício aeróbico regular, leve, por 30 minutos, diariamente durante a gravidez é recomendado para melhorar ou manter a capacidade física e a imagem corporal. Mesmo em uma gravidez saudável, as gestantes devem ser avaliadas pelo seu médico antes de iniciar atividade física.

Grande parte das atividades físicas recreativas é segura durante a gravidez. No entanto, devem ser evitados exercícios que coloquem as gestantes em risco de quedas ou trauma abdominal.

4. Atenção aos gatos

A toxoplasmose transmitida pelas fezes dos felinos pode trazer sérias consequências para os bebes, além de aumentar o risco de aborto.

É recomendável que outra pessoa cuide da limpeza das fezes dos gatos, esta pessoa deverá usar luvas e manter as mãos sempre limpas. Caso a gestante já tenha tido toxoplasmose ela não terá novamente.

5. Cuidados com os cabelos

Evite o uso de tinturas e escova progressiva. Lembre-se que o couro cabeludo é muito vascularizado o que facilita a absorção de produtos químicos.

6. Restrições para viagens aéreas

Viagens aéreas, geralmente, são seguras para a grávida até quatro semanas antes da data provável do parto. Consulte sua companhia aérea antes do voo. A partir da 36ª semana, a gestante necessita de declaração do seu médico permitindo o voo. Em gestações múltiplas, a declaração deve ser feita após a 32ª.

A partir da 38ª semana, a gestante só pode embarcar acompanhada do médico responsável. No caso de recém-nascido, é prudente que espere pelo menos uma ou duas semanas de vida até a viagem. Com isso, descartamos doenças, congênitas ou não, que possam prejudicar a criança no voo.

7. Vacinações

As modificações do sistema imunológico durante a gravidez podem aumentar a probabilidade de ocorrência de complicações da gripe, como a pneumonia, especialmente no terceiro trimestre.

Por isso, deve-se oferecer vacina contra o vírus da influenza a toda gestante durante a estação de gripe.

O Ministério da Saúde preconiza a aplicação da vacina dupla tipo adulto (dT) ou, na falta desta, a vacina com o toxoide tetânico (TT), durante a gravidez, para a proteção da gestante e a prevenção do tétano neonatal.

8. Trabalho

Pacientes com história prévia de dois ou mais abortamentos não devem permanecer muitas horas em pé ou caminhando, seja no trabalho ou em atividades domésticas.

Aquelas que trabalham mais de sete horas em pé apresentam probabilidade maior de abortamento espontâneo.

Para as gestantes sem história prévia de abortamento, não foi encontrado risco associado à atividade física durante a jornada de trabalho.

9. Atividade sexual

Se tudo correr bem, a mulher pode ter relações sexuais até o último dia da gravidez. Atividade sexual durante o terceiro trimestre da gravidez não está associada a aumento da mortalidade perinatal, comparando-se mulheres sem atividade sexual com aquelas com mais de quatro relações por mês, bem como não está associada com aumento da prematuridade. Que bom!

10. Ingestão de álcool

Não foi encontrada nenhuma evidência de que exista uma quantidade segura de consumo de álcool durante a gravidez. A abstinência é o recomendado.

11. Uso de drogas ilícitas

O uso de cocaína durante a gestação aumenta significativamente o risco de descolamento prematuro da placenta e de rotura prematura das membranas. Pelo amor de Deus! Fique longe de qualquer droga, grávida ou não.

12. Definição do sexo do bebê

Não sei se é saudável, mas as futuras mamães podem definir previamente o sexo do bebê. Uma técnica é a seleção do sêmen, que requer a necessidade de inseminação artificial e a outra, mais cara, chamada diagnóstico genético pré-implantacional que necessita de fertilização in vitro.

13. Uso do cinto de segurança

O uso do cinto de segurança é recomendado para gestantes. Algumas gestantes pensam que usá-lo possa ser perigoso e que poderia ser prejudicial para o feto, porém, na realidade, o seu uso confere proteção na maioria das ocasiões.

Mulheres grávidas que usam o cinto de segurança, no caso de acidentes envolvendo veículos, não têm risco significativamente maior de efeitos adversos fetais que mulheres grávidas que não se envolvem em acidentes de trânsito. Ou seja, o uso do cinto não aumenta o risco de lesões.

Sugere-se o uso do cinto de três pontos, uma vez que estes são comprovadamente mais efetivos. O posicionamento do cinto que proporciona maior segurança é:

  • Faixa subabdominal posicionada o mais abaixo possível da protuberância abdominal.
  • Faixa diagonal posicionada lateralmente ao útero, entre as mamas e no terço médio da clavícula.

O cinto de segurança confere proteção acentuadamente superior ao airbag (65% versus 8%) quando utilizados isoladamente e, quando combinados, reduzem a mortalidade em cerca de 68%.

Os benefícios do uso do airbag na gravidez superam os riscos, desde que a gestante utilize corretamente o cinto de segurança, afastando o banco para trás o máximo possível. O airbag não precisa ser desconectado para mulheres grávidas.

14. Número de consultas no pré-natal

O número mínimo de consultas de pré-natal deverá ser de seis, preferencialmente, uma no primeiro trimestre, duas no segundo trimestre e três no último trimestre.

A maior frequência de visitas no final da gestação visa à avaliação do risco perinatal e das intercorrências clinico obstétricas mais comuns nesse trimestre, entre elas o trabalho de parto prematuro, pré-eclâmpsia e eclampsia.

15. Suplementos vitamínicos e minerais

A suplementação pré-concepcional com ácido fólico é recomendada para prevenção de defeitos do tubo neural do bebê, bem como de ferro que previne a anemia à época do parto.

A utilização de suplementos vitamínicos, isoladamente, ou em complexos multivitamínicos, no período pré-gestacional ou no primeiro trimestre, não previne abortamentos precoces ou tardios ou perdas fetais. Incluem as vitaminas A, C, D e E.

Por fim, aproveite (não esqueça o maridão) o momento mais importante de suas vidas.

A Beecorp possui um dos mais estruturados programas de apoio à gestação. Além do curso de preparação para o parto e cuidados com o bebê, temos atendimento domiciliar para suporte na fase inicial do bebê e acompanhamento via telefone das gestantes e puérperas. Entre em contato com a BeeCorp e saiba mais.

Artigo escrito por Eduardo Arantes, Diretor Técnico da BeeCorp.