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Saúde ocupacional

Hábitos alimentares e saúde: qual óleo devo usar?

Dando continuidade à nossa série de artigos sobre hábitos alimentares e saúde, vamos falar sobre os tipos de óleos que usamos nos alimentos, as gorduras presentes neles e seus efeitos benéficos ou malefícios para nossa saúde. Confira!

Os tipos de gordura

Para começar, vamos conhecer um pouco mais dos tipos de gordura presentes nos óleos.

As gorduras poliinsaturadas são ricas em ácidos graxos essenciais como os famosos ômega-3 e ômega-6. Seu consumo regular ajuda na redução do colesterol ruim. Mas acredite, elas também podem reduzir o colesterol bom. Por isso, seu consumo deve ser moderado. Essa você não sabia, não é mesmo?

As gorduras monoinsaturadas atuam na redução apenas do colesterol ruim, o que é bom, sem trocadilhos.

Já as gorduras saturadas aumentam os níveis de colesterol no nosso organismo, especialmente o ruim, o que é péssimo para nossa saúde. E sabe onde elas estão presentes? Nas carnes vermelhas, manteiga, bacon, no macarrão instantâneo, no fast food, etc. Só em “coisa boa”!

Vamos aos óleos

O óleo de SOJA é uma boa fonte de ácidos graxos essenciais, como o ômega-6. Outra grande vantagem é seu baixo custo. O óleo de MILHO é rico em vitamina E com grande ação antioxidante. Lembrando que ao aquecê-lo esta propriedade é perdida. O óleo de LINHAÇA é rico em ômega-3 com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, propriedades também perdidas ao aquecê-lo. Use os óleos de milho e linhaça em saladas e pratos frios.

Temos também os óleos de canola, girassol e coco. O óleo de CANOLA apresenta 58% de gordura monoinsaturada, também presente no azeite e que permite o aquecimento sem perda de propriedades benéficas para a saúde. Mais um detalhe, é rico em ácidos graxos ômega 3 e 6. Bons para pratos frios e quentes, além de frituras de imersão. Já o óleo de GIRASSOL é rico em ômega-9, também rico em fibras e ajuda na redução da gordura abdominal.

O óleo de COCO, muito usado (erroneamente) por quem está de dieta, é rapidamente metabolizado pelo organismo. Tem altos índices de ácidos graxos saturados, ou seja, aumentam o colesterol ruim. Não emagrece e pode ainda favorecer o infarto! Já foi propagado, erroneamente, que o óleo de coco prevenia doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, além de ser bom para o cabelo e para o emagrecimento. Nenhum benefício real e cientificamente comprovado.

Por fim, o óleo de DENDÊ e de PALMA também são ricos em ácidos graxos saturados, ruins para o coração, são ricos em ômega 9, pobres em ômega 6 e rico em vitamina E.

Avalie seu consumo diário de óleos e gorduras e a relação dos seus hábitos alimentares e saúde. Faça do seu alimento o seu medicamento, como dizia há séculos, o pai da medicina.

Converse com seu médico e sua nutricionista. Invista em bem-estar.

Artigo escrito por Eduardo Arantes, Diretor Técnico da BeeCorp.

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