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Hábitos alimentares
Saúde

Hábitos alimentares: beber ou não beber o cafezinho?

A pausa na rotina de trabalho para beber o famoso cafezinho é um dos grandes hábitos alimentares dos brasileiros. Mas você sabe os impactos do café para sua saúde? Confira esse conteúdo que preparei para você!

A origem do café

O café, segundo uma das lendas, foi descoberto há aproximadamente mil anos na Abisínia, hoje Etiópia, quando um pastor de ovelhas observou que o rebanho ficava meio “doidão” quando mastigava os frutos de um arbusto natural da região. Daí até o coador foi um pulinho.

Benefícios do consumo para ter bons hábitos melhores

O consumo regular do café reduz em 20% o risco de desenvolver Parkinson, pois reduz a perda de dopamina. Segundo a Universidade de Harvard, o café também diminui o risco de diabetes tipo 2. Quem toma seis xícaras de café descafeinado por dia, reduz em um terço a incidência da doença.

Substâncias antioxidantes presentes no café também reduzem cânceres de cólon, reto e fígado (neste caso, em até 50%, dizem cientistas japoneses). O café tem muito mais antioxidantes que o chá verde. Uma xícara de café tem 396 mg de antioxidantes, contra 236 do chá verde.

Pesquisadores da Califórnia revelaram que a bebida protege contra a cirrose provocada pelo alcoolismo. Constataram que uma xícara diária reduz em 22% o risco de desenvolver a doença, três doses diárias eleva esta proteção para 40% e mais de quatro para 80%.

O café pode ajudar na depressão e na redução da dependência química a drogas, segundo a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Além de melhorar a memória, a atenção, a concentração e a formação de memórias.

Ele também aumenta a mobilidade dos espermatozoides e consequentemente a fertilidade, aumentando as chances de fecundação.

Um dos efeitos mais novos do café é o termogênico, que facilita a quebra de gordura. Café não é remédio, use com moderação e tenha bons hábitos alimentares.

Atenção às restrições e impactos

Para melhorar seus hábitos alimentares, quem tem úlcera e gastrite deve evitá-lo. Também doenças do coração, pois aumenta a pressão arterial e pode provocar arritmia, principalmente em pessoas predispostas. Deve ser evitado em pessoas que tenham osteoporose ou osteopenia, pois o café “rouba” o cálcio.

O café pode causar insônia e irritabilidade. Pode também aumentar o colesterol ruim, o LDL, pois o café possui dois compostos chamados kahweol e cafestol relacionados ao aumento deste colesterol. Parece que o café coado retêm o colesterol, os preparados em máquinas não conseguem.

E aí, beber ou não beber?

Aqueles sensíveis aos estímulos da cafeína devem utilizar o café descafeinado, pois todos estes benefícios citados não têm relação direta com a cafeína. A cafeína é uma das mil substâncias contidas no café.

Vicia? Sim! J. S. Bach, em 1732, disse: “Ah, como é doce o seu sabor! Delicioso como milhares de beijos, mais doce que o vinho moscatel! Eu preciso de café”. A cafeína é a substância psicoativa mais consumida no mundo. E

la bloqueia a ação da adenosina (calmante) e aumenta dopa e noradrenalinas que são responsáveis pela sensação de bem-estar, euforia e estado de alerta. E provoca síndrome de abstinência com sintomas como cefaleia, fadiga, sono, diminuição de energia e da sensação de bem-estar.

E você é um viciado? A resposta é sim se ingere mais de 200 mL de café por dia, chá verde, preto ou mate mais de 5 xícaras ou 500 mL, bebidas com mais de 1 litro e come mais de 300 g de chocolate por dia. Chocolate você já sabia!

Artigo escrito por Eduardo Arantes, Diretor Técnico da BeeCorp.