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Saúde

Iluminação do ambiente: Entenda como ela afeta a saúde da equipe

É cada vez mais comum no mundo empresarial se ouvir falar em ergonomia e qualidade de vida no trabalho. Proporcionar um ambiente de trabalho agradável, seguro e confortável deixa os colaboradores mais satisfeitos, felizes e consequentemente mais produtivos. O bem-estar corporativo já vem sendo considerado uma verdadeira estratégia para empresas que querem criar um diferencial e se destacarem no mercado, e alguns detalhes como a iluminação são realmente relevantes.

Além disso, investimentos em ergonomia e qualidade de vida são cada vez mais exigidos pela legislação trabalhista. A exemplo disto, a Norma Regulamentadora número 17 (NR-17) exige das empresas responsabilidades relacionadas a ergonomia. Dentre essas exigências, a iluminação destaca-se como um fator que merece atenção.

Os níveis de iluminação do ambiente laboral interferem na saúde e na produtividade da equipe. Quer saber mais como a iluminação do ambiente pode afetar a saúde de seus colaboradores? Então, acompanhe com a gente.

Iluminação e ergonomia

A ergonomia, segundo Abergo (2000), tem por objetivo:

modificar os sistemas de trabalho para adequar a atividade nele existente, às características, habilidades e limitações das pessoas com vistas ao seu desempenho eficiente, confortável e seguro.

Burini (2001), por sua vez, destaca que uma das características mais importantes do ambiente laboral é a quantidade de luminosidade disponível para o exercício das atividades profissionais.

Podemos constatar que a iluminação é um fator determinante para a ergonomia, tanto que a NR-17 estabelece algumas exigências relacionadas ao tema, como:

  • Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade;
  • A iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e difusa;
  • A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos.

Outra norma relacionada à iluminação é a Norma de Higiene Ocupacional 11, ela estabelece os padrões adequados de iluminação do ambiente através dos níveis de iluminância, ou seja, os níveis de luz que incidem em uma superfície. A NR-17 exige que os níveis mínimos de iluminamento a serem observados nos locais de trabalho devem estar de acordo com esses valores de iluminância estabelecidos pela NHO-11.

Impactos de uma iluminação inadequada

Todas essas exigências permitem que o trabalhador tenha condições favoráveis para desempenhar suas tarefas, além de evitar fadiga visual e outros problemas de saúde. Assim, além de proporcionar bem-estar, as adequações de iluminação ajudam também a prevenir acidentes. Afinal, é mais difícil para o trabalhador executar suas atividades ou utilizar um maquinário com segurança sem uma boa visibilidade. E por isso, a iluminação do ambiente de trabalho pode ser considerada um fator de segurança.

Tavares (2006) explica que uma iluminação insuficiente interfere nos níveis de desempenho do indivíduo em decorrência da diminuição do ritmo de trabalho, numa menor percepção de detalhes, aumento de erros ao executar determinados trabalhos e elevação dos índices de acidentes do trabalho.

Além dos acidentes, diferentes níveis de iluminação afetam diretamente a visão do trabalhador. Em ambientes com baixa iluminação (sombras ou ofuscamentos), é exigido um esforço maior da visão, o que provoca fadiga visual e possíveis dores de cabeça. Segundo, Regis Filho e Sell (2000):

se o indivíduo permanecer nesse ambiente desfavorável, com o passar dos anos, a prática do trabalho irá ocasionar a diminuição da sua capacidade visual.

A iluminação excessiva, por sua vez, também é prejudicial à saúde dos olhos, pois o excesso de luz provoca uma maior evaporação da película lacrimal, o que causa um déficit na lubrificação dos olhos. Dessa forma, aparecem sintomas como: lacrimejamento, irritação ocular e vermelhidão. A luz insuficiente também pode causar esses mesmos sintomas e ainda pode levar o colaborador a um estresse psicológico, com intensa sensação de fadiga, gerando nervosismo e desequilíbrio emocional.

Além dos impactos negativos à saúde de uma iluminação inadequada, a luz em intensidade adequada proporciona diversos benefícios como o aumento da acuidade visual, da velocidade da leitura e da concentração, redução da fadiga ocular e da sonolência, e consequentemente o aumento da produtividade. Um estudo desenvolvido por uma companhia de seguros americana, West Bend Mutual Insurance, registou ganhos de produtividade que chegaram a ascender 16% entre trabalhadores de escritório com iluminação adequada.

Como deve ser a iluminação do ambiente de trabalho?

O Ministério do Trabalho fiscaliza os ambientes de trabalho exigindo uma iluminância de acordo com a atividade exercida no local. Por exemplo, uma área pública com arredores escuros deve ter uma iluminação de 50 a 100 lux. Já a iluminação geral para área de trabalho com requisitos visuais normais, como escritórios, deve ser de 500 a 1.000 lux.

Veja algumas dicas:

  • Use lâmpadas com cores mais frias, no tom branco azulado, pois as lâmpadas de cores quentes, como branco amareladas, tendem ao relaxamento e sonolência;
  • Luminárias suspensas são boas opções, pois deixam o ambiente mais iluminado e menos cansativo;
  • Aproveite ao máximo a luminosidade natural através de janelas e vidros;
  • Escolha cores claras para o teto e para as paredes, pois isso ajuda na iluminação do ambiente.

Conclusão

Um nível inadequado de iluminação prejudica a saúde e a execução das tarefas dos colaboradores. Para evitar problemas oculares, fadiga, estresse, acidentes de trabalho e até mesmo autuações trabalhistas, é imprescindível que a iluminação esteja adequada e conforme a legislação.

Quer saber qual o nível adequado de iluminação para sua empresa e quais as adaptações necessárias para atender às exigências? Converse com a BeeCorp e realize uma análise ergonômica do trabalho.

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