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obesidade: tudo que você precisa saber
Qualidade de Vida

Obesidade: tudo que você precisa saber, inclusive sua relação com o sedentarismo

Quem acompanha as notícias do Brasil, já deve ter ouvido falar na epidemia da obesidade e sedentarismo. A primeira resulta da combinação de suscetibilidade genética com fatores ambientais, como a abundância de alimentos palatáveis de baixo custo.

Nos últimos anos, ninguém sofreu uma mutação genética e se tornou obeso. Simplesmente ocorreu uma mudança nos hábitos e no estilo de vida.

Outro consenso da causa do aumento da obesidade no mundo industrializado é o consumo de grande proporção de calorias derivadas da gordura associado a um estilo de vida sedentário. Ou seja, além de se alimentar de forma incorreta, o indivíduo não pratica nenhum tipo de atividade física — o que, de fato, piora esse quadro.

A obesidade tem sido relacionada com a maioria das principais doenças que acometem homens e mulheres contemporâneos, como diabetes, câncer e complicações cardíacas. Sendo assim, que tal entender melhor sobre o assunto e descobrir como conscientizar as pessoas no ambiente corporativo?

Para te ajudar, criamos um post exclusivo e repleto de informações valiosas. Você irá conferir:

Tudo sobre a obesidade no Brasil

A obesidade, como você já pode imaginar, consiste no acúmulo de gordura corporal. Esse quadro é causado, majoritariamente, pela ingestão excessiva de calorias na alimentação sem que haja um gasto energético para suprir tal consumo.

No Brasil, ao que tudo indica, a quantidade de pessoas obesas só cresce. Para se ter uma ideia, segundo um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde em 2017, entre 2006 e 2016, o número de brasileiros obesos aumentou 60%.

Preocupante, não é? Mas, afinal, quais as razões para essa mudança? É o que explicaremos a seguir.

Alimentação

Não há escapatória: a má alimentação é, indiscutivelmente, a grande causadora da obesidade e sedentarismo.

Desde a década de 1970, os hábitos alimentares dos brasileiros mudaram muito, já que, com o passar dos anos, os indivíduos deixaram de se alimentar em casa e começaram a realizar as refeições em restaurantes, além de optar pelas comidas prontas, ultraprocessadas, de rápido preparado e mais calóricas.

Mais trabalho e aumento da renda

De acordo com o Instituto Data Popular, entre 2005 e 2015, a renda da população brasileira cresceu um total de 71%. O que isso significa? É simples: com o aumento do poder aquisitivo, os brasileiros passaram a adotar hábitos alimentares menos saudáveis, consumindo produtos que, até então, eram exclusivos do universo da classe A.

Sono conturbado

Engana-se quem imagina que as principais causas da obesidade estão ligadas apenas a sedentarismo e alimentação. Muito além disso, outros fatores podem contribuir para esse cenário, como é o caso das noites maldormidas.

Ao descansarmos, a serotonina, um hormônio responsável pelo nosso humor, se transforma em melatonina, que é a substância capaz de promover o sono reparador. Quando isso acontece, as células do organismo conseguem estimular as placas de gordura da maneira adequada, promovendo a queima.

Por outro lado, se não dormimos corretamente e acordamos diversas vezes ao longo da noite, há o chamado desequilíbrio hormonal, que diminui a capacidade do organismo de produzir glicose, fazendo com que, durante o dia, o indivíduo sinta vontade de consumir alimentos ricos em açúcar e carboidrato.

Os tipos de obesidade

A obesidade pode ser dividida em três diferentes categorias, de acordo com o seu grau e gravidade. Abaixo, mostraremos quais são elas.

Obesidade homogênea

Esse tipo de obesidade é caracterizado pelo excesso de gordura acumulado de modo homogêneo no corpo humano, ou seja, nos membros superiores, inferiores e na altura do abdômen.

Obesidade androide

É aquela que se apresenta em forma de maçã, sendo mais presente entre os indivíduos do sexo masculino ou em mulheres que estão vivendo o período da menopausa. Nesse quadro, a pessoa costuma ter um acúmulo de gordura na região torácica e abdominal elevando, assim, os riscos de complicações cardiovasculares.

Obesidade ginecoide

Também conhecida como “de pera”, é mais presente entre pessoas do sexo feminino. Essa categoria apresenta um excesso de gordura na parte inferior do corpo humano, como é o caso das nádegas, coxas e quadril. A obesidade ginecoide também estimula o surgimento de varizes e artrose.

A relação entre obesidade e sedentarismo

Basta realizar uma breve pesquisa na internet, que você poderá notar: a maioria dos estudos sobre obesidade e sedentarismo demonstra que crianças e adultos obesos são significativamente menos ativos do que os indivíduos que apresentam um peso corporal saudável.

Consequentemente, as pessoas fisicamente mais ativas tendem a ter um Índice de Massa Corporal (IMC) menor do que seus correspondentes sedentários. Além disso, essa mesma parcela da população costuma apresentar uma massa muscular maior.

E tem mais: ainda que o consumo de calorias aumente, quando realizamos uma atividade física com frequência, a queima de gordura — ou melhor, de tecido adiposo — é infinitamente mais elevada. Juntas, essas informações nos levam a crer que as pessoas que investem no exercício físico como parte do programa de perda de peso são mais bem-sucedidas em se manter “em dia com a balança”.

Por esse motivo, o exercício, juntamente a uma alimentação balanceada, pode melhorar não somente o estado de saúde, como também contribuir para a manutenção da composição corporal ideal.

E o famoso metabolismo?

Além da maior quantidade de calorias gastas durante o exercício, há algumas evidências de que o metabolismo em repouso aumenta por um período prolongado após a atividade física. Podemos afirmar que os indivíduos conseguem queimar calorias de três formas distintas. São elas:

Metabolismo de repouso

É a energia gasta para a manutenção da temperatura e dos sistemas do organismo. Permanece relativamente estável ao longo do tempo. Ele corresponde a, aproximadamente, 60% a 70% do gasto energético diário. Cerca de 70% a 80% desse componente varia de acordo com a massa magra, idade, sexo, hormônios, sistema nervoso simpático e massa gorda.

Termogênese

Corresponde ao aumento no metabolismo de repouso em resposta a estímulos como a ingestão de alimentos, exposição a altas ou baixas temperaturas e estresse psicológico. É responsável por 5% a 15% do gasto energético diário. A composição do alimento consumido influencia no gasto energético.

Atividade física

Corresponde a entre 20% e 30% do gasto energético diário total. Porém, pode aumentar para 40% em indivíduos ativos.

A influência da genética na obesidade

No segmento da medicina moderna, os obesos são considerados portadores de genes que favorecem a obesidade. Em geral, os genes servem para regular o balanço energético do organismo.

Na maioria dos estudos relacionados aos indivíduos obesos, nota-se que a prática dos exercícios físicos provoca um gasto calórico adicional pouco expressivo na redução de peso corporal — mesmo sob orientação dietética hipocalórica.

Em outras palavras, isso significa que qualquer perda de peso conquistada com os exercícios físicos pode ser facilmente revertida quando o indivíduo obeso apresenta um aumento compensatório no consumo alimentar.

Quer ver só um exemplo? Em um estudo, realizado na Universidade de Stanford, foram analisados 350 homens e mulheres. No período de avaliação, essas pessoas praticaram de 30 a 40 minutos de exercícios diários e, mesmo assim, não apresentaram perda significativa do peso corporal.

Essas mesmas pessoas conquistaram uma melhora de 5% a 8% na aptidão aeróbica. Em linhas gerais, pode-se afirmar que tais atividades fizeram com que os indivíduos ficassem mais bem treinados, ainda que não mais esbeltos.

Ao checar outros estudos, também é possível observar que, quando realizados em quantidades moderadas — de duas a sete horas por semana — e combinados com uma dieta balanceada, os exercícios aeróbicos não são capazes de auxiliar na perda de peso.

Para que essa prática promova um bom resultado, são necessárias sessões diárias de exercícios de longa duração — ou seja, mais de uma hora —, além de alta intensidade, algo que, de fato, a maioria das pessoas com excesso de peso não consegue realizar.

Atividade física e células musculares

Em resposta ao treinamento aeróbico regular, muitas adaptações ocorrem nas células musculares. Os músculos armazenam mais combustível, tanto carboidratos quanto gorduras, e produzem maior quantidade de enzimas e mitocôndrias para queimar combustível adequadamente. Esse mecanismo é extremamente importante, uma vez que a gordura é mais abundante do que os carboidratos no organismo.

O impacto da ingestão calórica no combate à obesidade

Para realizar o controle do peso corporal e ajudar o indivíduo a se prevenir contra a obesidade, é necessário utilizar alguns recursos de adequação da ingestão calórica — além de adicionar uma rotina de atividades físicas no dia a dia. Também é possível investir em procedimentos capazes de melhorar a autoestima e discutir as percepções sobre a imagem pessoal.

Em um mundo com muitos casos de obesidade e sedentarismo, perder peso é se empenhar em uma batalha contra a biologia que rege a espécie humana. Na maioria dos casos, somente a melhora da capacidade aeróbica não parece ser o suficiente — tanto para os homens, quanto para as mulheres.

A atividade física pode ter seu efeito mais significativo na prevenção, em vez do tratamento do excesso de gordura corporal. Por isso, a obesidade não deve ser tratada como uma doença comum, mas, sim, como uma condição crônica.

Em 1992, o National Institutes of Health Technology Assessment Conference Panel on Methods for Voluntary Weight Loss and Control concluiu:

“A perda de peso que pode ser atingida pelo programa de exercícios isoladamente é mais limitada que a obtida pela restrição calórica. No entanto, o exercício físico apresenta efeitos benéficos independentes da perda de peso e pode ser um complemento importante para outras estratégias.”

Após essas informações, não restam dúvidas: a mudança no estilo de vida, por meio do aumento na quantidade de atividade física, junto da reeducação alimentar, é o melhor tratamento da obesidade.

Os riscos da obesidade para a saúde

Ao contrário do que se acredita, a obesidade não é um problema meramente estético, mas, principalmente, de saúde. Hoje, essa complicação já é considerada uma doença crônica e a grande responsável por estimular o surgimento de outros problemas — dos simples até os mais graves. Veja alguns deles:

  • físicos: problemas respiratórios, diabetes mellitus, complicações cardiovasculares, problemas digestivos, baixos níveis de HDL, altos níveis de LDL e de triglicérides;
  • sociais: discriminação laboral e isolamento social;
  • psíquicos: diminuição da autoestima, ansiedade, depressão, mudanças nos hábitos alimentares.

Tratamentos para obesidade e sedentarismo

Por ser uma doença crônica, a obesidade não tem cura, mas pode ser tratada e controlada com o acompanhamento médico. De acordo com o nível de concentração de gordura, o especialista deverá indicar alguns tratamentos, como realizar atividade física regularmente — no mínimo, 60 minutos por dia.

Ainda, é importante investir em consultas com um nutricionista, que será o responsável por fornecer planos alimentares exclusivos para o tipo físico e estilo de vida do paciente.

Fora essas alternativas, é possível que o profissional de saúde receite o uso de alguns medicamentos, mas é importante ter atenção: tais remédios são capazes de apresentar resultados temporários e, em hipótese alguma, devem ser encarados como a única solução para o problema.

Cirurgia bariátrica

Em situações extremas de obesidade mórbida, há casos em que o médico indica a cirurgia bariátrica como forma de acabar de vez com o problema. Nos últimos anos, essa área da medicina avançou bastante, e, agora, já é possível optar por qualquer uma das quatro diferentes técnicas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), sendo:

  • Banda Gástrica Ajustável;
  • Gastrectomia Vertical;
  • Bypass Gástrico;
  • Derivação Bileopancreática.

Contudo, é preciso estar alerta, uma vez que essa cirurgia pode acarretar problemas seríssimos para a saúde do paciente. Foi o que constataram os pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em um artigo publicado na revista científica Nature. Eles notaram que, ao grampear o estômago em uma cirurgia bariátrica, o indivíduo tem mais chances de desenvolver um câncer gástrico no órgão que foi abandonado.

Por isso, a recomendação é que esse procedimento seja realizado somente em último caso — quando a obesidade já aponta riscos de infarto, AVC, diabetes e outras complicações. Nos demais casos, o melhor caminho é seguir um estilo de vida saudável, sempre aliando a alimentação às atividades físicas.

Aqui, na BeeCorp, as principais recomendações nos programas de perda de peso corporal são: redução do aporte energético, diminuição da proporção de gordura na dieta e participação em sessões de exercício físico moderado com tempo mínimo de 150 minutos por semana. Garantimos: vale muito a pena!

E então, o que achou do nosso conteúdo exclusivo sobre obesidade e sedentarismo? Agora que você já está por dentro do tema, aproveite a leitura e descubra também como ter um intestino funcional e saudável!