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Saúde ocupacional

A diferença entre otimistas e pessimistas na saúde

Uma piada narra a discussão entre um otimista e um pessimista – o otimista diz: “no futuro iremos comer merda”. O pessimista retruca: “vai faltar merda”. A grande diferença entre os dois está nas escolhas. Segundo o empresário americano Albert Flanders o pessimista vê dificuldade em cada oportunidade e o otimista, a oportunidade em cada dificuldade.

Você não vai acreditar, mesmo sendo otimista, na quantidade de pesquisas que existem relacionando otimismo e pessimismo com a saúde. Separei neste artigo algumas para você.

Seja otimista para o bem da sua saúde

A Universidade de Pittsburgh realizou um estudo com 238 pacientes com câncer e descobriu que os pessimistas morriam sete meses antes dos otimistas. Os pessimistas, como sempre, adoraram este estudo! Estudos também comprovam que otimistas sentem menos dor após procedimentos cirúrgicos.

Ser pessimista definitivamente não é bom para sua saúde. Outro estudo, conduzido por 30 anos (acredite), realizado pela Clínica Mayo diz que os pessimistas têm 19% menor chance de alcançar expectativa média de vida.

Ria e relaxe mais

Alguns autores consideram afetos positivos (alegria e felicidade) separadamente de disposição positiva (otimismo e esperança). Os primeiros estão associados com modulação dos sistemas nervoso central, variabilidade da frequência cardíaca e sistema neuroendócrino, enquanto o otimismo e a esperança são relevantes na modulação de estratégias de enfrentamento do estresse.

Mas estudo da Universidade de Maryland diz que rir é remédio, pois o riso aumenta os anticorpos contra as doenças respiratórias, produz hidrocortisona que é um potente anti-inflamatório e aumenta nossa tolerância à dor, o estudo conclui que há uma redução de 40% nas doenças cardiovasculares. A constatação é tão boa que chega a ser engraçado.

Pesquisadores da Universidade de Bradford, na Inglaterra, descobriram que 72% das pessoas que pensam de forma inflexível, experimentam altos níveis de estresse e raiva, o que afetaria o funcionamento do seu sistema imunológico e, consequentemente, correm risco de desenvolver mais e mais doenças. Você conhece algum pessimista flexível?

O “gene do otimismo”

Outra descoberta interessante, conduzida pela Universidade de Essex, na Inglaterra, foi o gene responsável pela maneira como as pessoas interpretam e processam as informações positivas ou negativas. A pesquisa do “gene do otimismo” em grupos de voluntários no Brasil e na Inglaterra descobriu que 40% dos brasileiros e 16% dos ingleses eram portadores. Está explicado o mau humor dos ingleses.

Algumas reações no cérebro localizadas no, prepare-se para o palavrão,  sistema psiconeuroimunoendócrino tem relação com nossa imunidade. Uma das substancia liberadas nesta região é a ocitocina – o hormônio do bem-estar. Sentimentos de alegria e felicidade provocam uma descarga de ocitocina no cérebro. Além dela, a dopamina que também está ligada ao bem-estar e a harmonia, jorra entre seus neurônios quando temos bons sentimentos.

Um grande autor disse: “a raiva é um veneno que tomamos querendo que o outro passe mal”, e completa, “o ódio é um veneno que tomamos querendo que o outro morra”.

Para terminar, me permita algumas dicas:

  • Ter sempre razão não é bom para saúde. Fale de boca cheia: errei!
  • Permita o erro honesto.
  • Fazemos escolhas todos os dias e são elas é que definem como seremos. Tente fazer a escolha certa.
  • Amor, gratidão, compaixão, esperança e otimismo são gratuitos.

Invista em bem-estar, sendo otimista ou pessimista.

Artigo escrito por Eduardo Arantes, Diretor Técnico da BeeCorp.

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