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Colaboradora fazendo contas do plano de saúde empresarial
Saúde Ocupacional

Plano de saúde empresarial: entenda por que os custos estão aumentando e como reduzi-los

O que é um benefício essencial e indispensável para o funcionário, muitas vezes pode significar um alto custo para a empresa. O subsídio de assistência médica para colaboradores e dependentes tem deixado as organizações em uma situação difícil — os custos com plano de saúde empresarial não param de subir.

Na verdade, os planos de saúde estão entre os custos mais altos dentro de uma organização, perdendo apenas para a folha de pagamento.

No entanto, ainda que seja praticamente inviável arcar com valores tão expressivos, esse é um benefício bastante valorizado, capaz de atrair e reter muitos talentos para a empresa.

Por essa razão, é fundamental que os gestores encontrem um ponto de equilíbrio para conciliar a promoção da saúde e a satisfação profissional com os custos envolvidos para isso.

Pensando nisso, trouxemos neste texto informações importantes para que você entenda por que os custos com plano de saúde empresarial estão aumentando e como você pode administrar e até reduzir essas despesas. Vamos conferir?

Por que os custos estão aumentando?

O reajuste do plano de saúde empresarial é um acordo estabelecido diretamente entre a operadora e a empresa contratante. O valor sofre alterações tendo como base a utilização dos serviços pelos colaboradores, ou seja, quanto mais os funcionários utilizam o benefício, mais o preço sobe. É o que chamamos de sinistralidade dos planos de saúde.

Além disso, a inflação dos serviços médicos (VCMH) se mantém acima da inflação média, o que faz com que os custos com saúde cresçam de forma expressiva, sobrecarregando o orçamento empresarial.

Basicamente, a expectativa de vida dos brasileiros tem aumentado e, com isso, os seus gastos com saúde também. Sob esse aspecto, quanto mais pessoas estiverem no mercado de trabalho, maior a utilização de planos empresariais, portanto, para as operadoras dos planos, essa é uma oportunidade e tanto de gerar resultados.

Não obstante, outro fator de forte influência é o método utilizado para remunerar os profissionais de saúde, que recebem por atendimento e procedimento realizado (Fee for service). Essa prática acaba induzindo uma cultura de vários procedimentos médicos, sendo muitos deles desnecessários.

Frente a todas essas situações, é preciso buscar formas de viabilizar a oferta desse benefício sem que isso signifique um impacto financeiro para a empresa.

Confira, no tópico a seguir, as principais medidas para diminuir as despesas com plano de saúde empresarial.

Como reduzir os custos do plano de saúde empresarial?

É essencial que, apesar de reduzir os custos, a qualidade dos serviços seja mantida. Afinal, trata-se da satisfação e do desempenho dos colaboradores. Portanto, existem algumas opções para quem deseja reduzir os custos com o plano de saúde empresarial.

Invista e incentive a prevenção

Ter bons hábitos, como a prática de atividades e uma alimentação balanceada, é o primeiro passo para se obter qualidade de vida e bons indicadores de saúde. Consequentemente, é possível reduzir a necessidade de atendimentos médicos.

Um estilo de vida inadequado pode gerar inúmeras indisposições físicas e mentais, problemas que impactam o desempenho do colaborador e também os custos dos planos de saúde.

É preciso fomentar uma mudança de comportamento, investindo em medidas para propagar a saúde. Assim, é possível reduzir o estresse, diminuir a incidência de doenças crônicas e proporcionar bem-estar. Para isso, podem ser desenvolvidos os mais diversos programas, de acordo com o perfil da empresa e de seus colaboradores. Podemos citar alguns exemplos como:

A prevenção de doenças e a manutenção da saúde são práticas que, além de reduzirem os gastos com médicos e planos de saúde, ainda contribuem para a satisfação e motivação dos colaboradores no ambiente empresarial.

Negocie com a operadora

Existem muitos detalhes que precisam ser discutidos no momento da contratação do plano, tal como as consultas, os procedimentos e a modalidade de pagamento dos exames. Por isso, é importante que cada fator seja detalhado e descrito conforme combinado com a operadora.

Havendo a necessidade, é possível personalizar os modelos de plano ou escolher algum disponível que atenda às necessidades básicas dos colaboradores, sem perder a qualidade do serviço.

Se o número de colaboradores for significativo, é possível conseguir concessões e chegar a contratos mais vantajosos, além de flexibilizar os planos de acordo com a necessidade de cada grupo de trabalhadores, seja pela mesma operadora ou por operadoras diferentes.

Considere a coparticipação

Dividir o custo do plano de saúde empresarial com o colaborador também pode ser uma opção vantajosa, já que ajuda a manter a qualidade do plano e não torna tão oneroso para ambas as partes.

Apesar de não resolver as questões do orçamento por completo, essa alternativa permite aliviar as finanças da empresa sem gerar insatisfação entre os profissionais.

Além disso, serve como uma medida educativa para estimular o uso consciente do plano de saúde, inibindo os excessos de sua utilização.

Vários procedimentos podem estar inclusos na coparticipação entre os colaboradores e a empresa, tais como:

  • cirurgias;
  • consultas;
  • exames;
  • internações;
  • maternidade.

Realize a gestão das informações

Para reduzir os custos do plano de saúde empresarial, é preciso buscar uma solução que não impacte a equipe. Para isso, as necessidades reais dos colaboradores devem ser levadas em consideração.

Por isso, ainda que o custo seja um problema a ser resolvido, o enfoque da gestão deve estar em uma solução que esteja bem alinhada com a gestão de pessoas da empresa.

No entanto, isso só será possível se a gestão de pessoas dedicar-se a entender as necessidades de seus colaboradores, coletando informações detalhadas. É preciso conhecer os dados existentes sobre a utilização do plano, com que frequência ele é utilizado e para quais especialidades.

A partir disso é possível desenvolver soluções para os grupos de risco e selecionar os programas de prevenção, o que fará toda diferença na gestão de custos dos planos de saúde.

Para facilitar essa tarefa, já existem ferramentas capazes de analisar as informações e encontrar padrões que geram projeções de comportamentos, isto é chamado de gestão da sinistralidade médica.

Nesse sentido, é imprescindível que a gestão de pessoas esteja munida de informações relevantes, que auxiliem na mudança de comportamento dos colaboradores e que tornem as condições de saúde efetivas para todos os envolvidos.

Portanto, um plano de saúde empresarial de qualidade e com custo menor, deve estar acompanhado de boas práticas exercidas pelos colaboradores. Logo, gestão e execução andarão juntas, para benefício de todos, possibilitando diagnósticos precisos.

Promova palestras e ações educacionais

As palestras sempre representaram uma forma eficaz de educar as pessoas. Por meio de apresentações diversificadas, usando recursos da tecnologia, como os slides, o palestrante tem condições de orientar os funcionários sobre a importância de fazer uso consciente do plano de saúde empresarial, considerando que ele é uma ferramenta importante a favor de cada colaborador.

O funcionário precisa entender que o plano é um privilégio que deve ser usado com moderação, pois envolve custos altos para a empresa. A transparência é um importante fator para que todos tenham entendimento do que realmente representa o plano.

O conceito de “sinistralidade” deve ser explicado. Somente assim, os funcionários terão noção do quanto custa o plano e da necessidade de usá-lo com bom senso em prol da coletividade. Os aumentos constantes podem obrigar a empresa a abrir mão do produto a fim de cortar gastos, o que gerará prejuízo para todos os funcionários.

É uma boa oportunidade para ensinar sobre educação financeira e alertar para a necessidade de economia dentro do ambiente de trabalho e na vida pessoal dos funcionários.

As palestras podem ocorrer internamente ou fora da empresa.

Encene peças

Outra forma de orientar os funcionários é realizando apresentações teatrais. A diversão é um recurso prático para esclarecer os colaboradores sem cair no tom dogmático e cansativo que, geralmente, produz efeitos contrários aos esperados.

Peças humorísticas são relevantes, levando em conta que podem ensinar por meio de episódios engraçados mas que revelam uma verdade que faz parte do cotidiano de cada um.

É uma oportunidade para mostrar a necessidade de prevenir acidentes de trabalho e levar uma vida saudável, alimentando-se bem e praticando exercícios diários.

Faça treinamentos

Treinando os funcionários, é possível reduzir as chances de acidentes de trabalho. Ainda são comuns esses eventos desagradáveis, que geram sinistros muito caros no plano de saúde, já que geralmente são emergências.

O uso correto das máquinas, bem como a utilização dos equipamentos de proteção individual (EPIs), fazem parte de um bom treinamento. É fundamental, ainda, orientar sobre a importância dos equipamentos de proteção coletiva (EPCs). É importante lembrar que, diante de qualquer dúvida, o funcionário deve procurar orientação e não procurar fazer as coisas sozinho, baseando-se somente em sua intuição.

Inculque essa máxima na cabeça dos funcionários: “Nunca faça se não tem certeza”.

Ofereça acomodações ergonômicas

Outra maneira de reduzir gastos com o plano de saúde empresarial é oferecendo um ambiente de trabalho ergonômico para os empregados.

A ergonomia promove a adequação do ambiente ao funcionário e vice-versa, garantindo a execução de atividades produtivas e o bem-estar do profissional.

Dessa forma, a tendência é que se reduzam os índices de doenças do trabalho e de acidentes. O estresse, a fadiga, o mal-estar acabam sendo minimizados ou eliminados quando se trabalha em acomodações ergonômicas.

Adote programação de descanso

O descanso também é importante para o trabalhador. Durante a jornada de trabalho, antes e/ou depois dela, é possível adotar uma programação de descanso e relaxamento por alguns minutos.

O mindfulness, o alongamento, os exercícios aeróbicos ajudam a relaxar a mente e o corpo. Um intervalo para a prática dessas técnicas ou para simples descanso também contribui para a prevenção de problemas como estresse e dor de cabeça.

Deve-se ter cuidado para que esse período não se confunda com ociosidade e seja usado de maneira indevida.

Estimule a alternância de postura

A postura incorreta pode ocasionar sérios problemas de coluna em médio e longo prazo. Além disso, atinge o funcionário em curto prazo, pois incomoda e tende a causar dores.

As acomodações ergonômicas já ajudam a minimizar esses riscos. Mas é importante, ainda, estimular a alternância de postura. O funcionário deve mudar de posição durante a execução de suas atividades para aliviar o corpo. Não importa se ele trabalha sentado, em pé, caminhando — é válido não manter uma postura inflexível, evitando o enrijecimento dos músculos e dos ossos.

Para funcionários que já apresentam problemas de postura ou doenças como reumatismo, artrite, osteoporose, é uma estratégia eficaz para tornar o trabalho mais agradável e até uma estratégia salutar para combater os efeitos negativos desses problemas.

Use canais de comunicação interna

É recomendável que haja comunicação fluente dentro da empresa. Já falamos da importância de manter um fluxo de informações contínuo e eficaz dentro da empresa.

Nesse sentido, vale a pena usar recursos que otimizem a comunicação interna, como intranet, e-mails corporativos, redes sociais e até aplicativos, como WhatsApp e outros.

A telefonia móvel e os dispositivos portáteis, como tablets, contribuem para manter um fluxo constante de comunicação, evitando deslocamentos recorrentes, erros devido à falta de informações (o que gera retrabalho e estresse) e outras consequências.

Também é possível apelar para os meios tradicionais de comunicação interna, como murais e quadros de avisos.

Além disso, os canais de comunicação interna servem para alertar os funcionários sobre os riscos e estimular a adoção de medidas preventivas que ajudem a diminuir as probabilidades de acidentes do trabalho e de doenças ocupacionais.

Conte com ajuda especializada

As medidas preventivas devem ser praticadas pelas empresas e por cada um dos funcionários. Dessa forma, será possível minimizar as condições de insegurança nos espaços laborais.

Vale a pena contar com o apoio de quem conhece o assunto para orientar sobre essas medidas e fiscalizar seu cumprimento. Os profissionais especializados devem entender de Medicina do Trabalho e Engenharia de Segurança.

Esses profissionais devem orientar também os gestores e os funcionários sobre a legislação específica, as normas regulamentadoras (NRs), a regulamentação que determina as condições ideais que devem ser mantidas no ambiente de trabalho.

Aplicando essas estratégias, será possível reduzir os gastos com o plano de saúde empresarial. Tanto as ações preventivas quanto seus resultados devem ser compartilhados entre os líderes e os colaboradores, revelando que é um assunto do interesse geral.

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