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Saúde coletiva
Saúde

Guia rápido sobre a saúde coletiva: o que é, para que serve e como promovê-la

A capacidade de apresentar um bom desempenho no trabalho está diretamente relacionada às condições de saúde do trabalhador. Um programa de saúde coletiva é capaz de fornecer as bases necessárias para a construção de qualidade de vida no ambiente laboral.

Muito além da simples ausência de doenças, a promoção do bem-estar dos colaboradores é essencial para se manter bons resultados no que diz respeito à produtividade. Além disso, a imagem da empresa se aprimora como uma organização atenta aos cuidados com seus colaboradores.

Continue a leitura e descubra neste guia rápido o que é e como promover a saúde coletiva em sua empresa.

O que é saúde coletiva e como ela surgiu?

A saúde coletiva é um campo de atuação multidisciplinar resultante da integração entre as ciências biomédicas e as ciências sociais. Ela surge das interações sociais e econômicas com o meio ambiente e da avaliação de como as condições de salubridade de uma comunidade são afetadas por essas relações.

A ideia de saúde coletiva emerge a partir da contestação dos paradigmas de saúde existentes nos anos 1970, não apenas no Brasil, mas em quase toda a América Latina. O resultado foi o surgimento de um movimento sanitarista que culminou com a reforma sanitária brasileira.

Esse movimento trouxe novas formas de pensar a saúde e o bem-estar da população. Na verdade, a saúde passa a compor um conceito mais amplo, que leva em conta também a busca por melhor qualidade de vida.

Qual o objetivo da saúde coletiva?

De modo geral, o principal objetivo da saúde coletiva é investigar as variáveis sociais por trás da origem das doenças. Desse modo, torna-se possível construir um planejamento de forma mais consistente, assim como organizar a assistência prestada pelos serviços de saúde.

As propostas resultantes da reforma sanitária no Brasil produziram como resultado direto a importância da universalidade do direito à saúde. Abraçada pela Constituição de 1988, originou, finalmente, o Sistema Único de Saúde (SUS).

Assim, adotando perfis sanitários mais condizentes com as características culturais e as necessidades de cada região, o alcance é mais efetivo. Políticas de saúde bucal, programas de atendimento às doenças sexualmente transmissíveis (DST), assim como a viabilização de práticas sanitárias básicas nas comunidades mais carentes, entre outros, caracterizam os objetivos da saúde coletiva.

Entre os campos que se desenvolveram na aplicação dos trabalhos de saúde coletiva no Brasil, alimentação e nutrição encontram destaque especial.

Qual a diferença entre saúde pública e coletiva?

De modo geral, a pessoa leiga tende a enxergar a saúde pública e a saúde coletiva como sendo a mesma coisa. No entanto, decididamente apresentam diferenças marcantes, como se mostrará a seguir.

Primeiramente, a saúde pública visa o indivíduo em sua comunidade e, nesse sentido, procura diagnosticar e tratar alguma doença que o aflija. Ao mesmo tempo, também considera o padrão de vida que adota e as adequações que deve fazer.

Por sua vez, a saúde coletiva analisa o processo saúde-doença vigente em uma comunidade segundo o contexto social em que ela está inserida. Desse modo, seu intento não é tratar um indivíduo doente, mas prevenir e evitar que doenças sejam disseminadas no ambiente da comunidade em que vive.

Para a saúde pública, os principais objetos de trabalho são constituídos pelos problemas de saúde representados pelos óbitos, doenças e riscos ocorrentes na sociedade. Para a saúde coletiva, no entanto, a essência do objeto de trabalho é constituída pelas necessidades de saúde.

Dessa forma, o foco da saúde coletiva não se limita a evitar as doenças e a prolongar o tempo de vida. Na verdade, reside na identificação e na viabilização das condições necessárias para ampliar a qualidade de vida das pessoas de uma comunidade.

Como promover a saúde coletiva na empresa?

Nas empresas, o principal componente da saúde coletiva é constituído pelas ações da chamada saúde do trabalhador. Para esse fim, diversas iniciativas podem ser implementadas, todas com resultados positivos sobre a qualidade de vida dos colaboradores.

APS – Atenção Primária à Saúde

A Atenção Primária à Saúde (APS) é o primeiro nível de contato do indivíduo com o sistema de saúde pública. A APS se caracteriza por abranger serviços e cuidados como:

  • promoção da saúde;
  • proteção da saúde;
  • prevenção de agravos;
  • diagnóstico;
  • tratamento;
  • reabilitação;
  • manutenção da saúde.



Os serviços mais básicos da APS, no entanto, podem ser oferecidos na empresa, com vantagens para todos. Desse modo, situações como aferição de pressão arterial, cuidados com cefaleias (dores de cabeça), sintomas de resfriados, indisposições gástricas e pequenos acidentes, entre outros, podem ser atendidos no âmbito da própria organização.

Incentivo à atividade física

A atividade física está diretamente relacionada à saúde e à qualidade de vida do trabalhador. Uma grande iniciativa disponível para as empresas de modo geral é o incentivo às práticas que eliminam a condição de sedentarismo comumente encontrada.

Os benefícios da atividade física são inúmeros e justificam qualquer esforço para sua implantação na empresa. Por sua vez, deve ser um dos primeiros passos na implementação da saúde coletiva no ambiente laboral.

Saúde mental

A saúde mental pode ser definida como a condição de equilíbrio emocional e de qualidade de vida dos colaboradores. Tanto o clima organizacional quanto a motivação dos trabalhadores são afetados pela saúde mental na empresa.

Assim, promover ações que reduzam o estresse e o receio de perda do emprego, por exemplo, constituem um reforço na qualidade de vida de todos. Os resultados são vantajosos para os colaboradores e para os negócios.

Nutrição em saúde coletiva

A qualidade da alimentação é a base de sustentação da saúde de qualquer pessoa. Para esse fim, a empresa é capaz de conduzir seus colaboradores a uma mudança nos hábitos alimentares por meio de um programa de reeducação alimentar.

A partir de uma avaliação inicial personalizada com um nutricionista, cada trabalhador recebe as orientações e um roteiro alimentar específico para seu caso. Assim, condições físicas, doenças preexistentes, estilo de vida e preferências alimentares são consideradas na abordagem e no acompanhamento nutricional.

Como se vê, a saúde envolve diversas frentes capazes de garantir qualidade de vida para os colaboradores e melhores resultados para a empresa. A implantação de um programa de saúde coletiva na empresa é o melhor caminho para o aprimoramento da capacidade produtiva, tomando por base o bem-estar dos trabalhadores.

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