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Saúde da mulher
Qualidade de Vida

Sabia que a saúde da mulher também é assunto das empresas?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a região das Américas passou por um avanço com relação à saúde da mulher. A Organização explica que, nas últimas décadas, houve aumento da expectativa de vida da população feminina, redução no número de mortes evitáveis, mais cuidado no pré-natal, detecção precoce do câncer, entre outros aspectos.

As mulheres também passaram a ter uma participação maior no mercado de trabalho, deixando de cuidar exclusivamente da família para investir em sua carreira profissional. Isso trouxe um aumento da escolaridade e uma mudança inevitável nas políticas organizacionais.

Agora, as empresas precisam tratar da saúde da mulher com uma atenção específica às suas particularidades, pois há diferenças em relação aos homens. Neste artigo explicamos por que o cuidado com elas também é assunto das empresas e como investir em ações em prol da saúde feminina. Acompanhe!

Quais são as principais diferenças entre a saúde da mulher e a saúde do homem?

Apesar da população feminina ser maior que a masculina no Brasil, a atenção com a saúde da mulher é um tema relativamente recente. As políticas e os protocolos que abrangem o cuidado com elas datam do início do século XX. Em 1950, os cuidados com planejamento familiar e combate à desnutrição feminina ganharam maior proporção.

As mudanças aconteceram também no final da década de 1970, com a assistência materno-infantil para uma gravidez saudável e a preocupação com os cuidados antes da concepção e com o bem-estar da mulher. Esses são avanços importantes, mas ainda é preciso melhorar alguns aspectos que limitam os cuidados com a saúde da mulher de uma forma mais completa.

Singularidades da saúde feminina

Em um primeiro momento, é preciso compreender as diferenças em relação à saúde dos homens. Essa diferença se mostra, por exemplo, na incidência de doenças crônicas.

No caso do diabetes, em 2018 o percentual de mulheres com esse problema foi de 8,1%, sendo 7,1% entre homens. Há maior incidência de obesidade entre elas também, sendo 20,7% contra 18,7% deles.

As mulheres estão mais suscetíveis à osteoporose em função da menopausa. Essa fase, aliás, traz outras complicações para o organismo feminino, como a ocorrência de problemas cardíacos e hipertensão. Consideremos, também, que o HPV traz para elas um risco aumentado de câncer de colo de útero.

As mulheres ainda podem desenvolver complicações vasculares por causa do uso de anticoncepcionais. Existem complicações decorrentes da gestação e do parto, e é preciso considerar os abalos para a saúde mental feminina.

Um estudo da Universidade Califórnia mostrou que as mulheres têm uma propensão maior à depressão. A ansiedade e o estresse também são condições recorrentes e que estão relacionadas às diferenças de gênero, às pressões que a população feminina sofre na sociedade e à intensa jornada de trabalho, tanto profissional quanto em casa.

Quais são os desafios das mulheres?

Como você viu, as políticas de cuidado com a saúde da mulher são recentes e o foco ainda está nos aspectos reprodutivos. Campanhas como o Outubro Rosa, a vacinação de adolescentes contra o HPV e a conscientização sobre hábitos de vida mais saudáveis representam grandes avanços.

De toda forma, os desafios das mulheres ainda são vários, e precisam ser vencidos para que elas continuem garantindo seu espaço na sociedade. Muitos deles são vivenciados no ambiente corporativo, uma vez que elas ainda são minoria no mercado de trabalho.

A jornada das mulheres se iniciou em 1940 com o processo de industrialização. Em 1943 houve um grande avanço com a promulgação da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que solidificou a atividade empregatícia da mulher.

Em 1988, com a promulgação da Constituição Federal, houve uma proteção ainda maior para elas no mercado de trabalho. Aconteceu uma evolução da sociedade em relação à diferença de gêneros, conferindo direitos à mulher trabalhadora.

Mesmo assim, os desafios delas continuam, porque as mulheres representam 46,2% dos cargos ocupados. Em relação ao salário, continuam recebendo menos que os homens: cerca de três quartos do salário deles.

Além desses aspectos, é preciso que as políticas públicas e as empresas compreendam que a saúde da mulher envolve muito mais do que aspectos ginecológicos. É preciso considerar as questões hormonais que dividem a vida da mulher em fases muito distintas e interferem no surgimento de doenças.

Além de das condições orgânicas que tornam a mulher mais suscetível a alguns problemas de saúde, temos os riscos que são inerentes a ambos os sexos. Daí a importância de encontrar suporte no ambiente de trabalho por meio de programas mais completos.

Qual é o papel das empresas nesse cenário?

As empresas têm a responsabilidade de promover bem-estar no trabalho e qualidade de vida aos seus colaboradores. Como parte da sua equipe é feminina, é fundamental que elas desenvolvam programas e políticas para o cuidado com a saúde da mulher.

Essas ações precisam ir além do convencional porque, conforme você viu, diversos aspectos influenciam no equilíbrio da saúde feminina. As empresas precisam abordar esses pontos para garantir o equilíbrio físico, mental e social das suas funcionárias.

O ambiente de trabalho deve ser um espaço adequado às atividades delas, sendo saudável e seguro. É necessário trabalhar a conscientização com referência à prevenção de doenças por meio da atenção à saúde e a realização de exames preventivos na empresa, bem como a adoção de hábitos mais saudáveis, tanto na empresa quanto no dia a dia.

Outra medida muito importante é trabalhar a saúde mental dessas colaboradoras. Isso pode ser feito por meio da elevação da autoestima, que proporciona mais autoconfiança. Também o combate ao estresse, à ansiedade e a outras questões emocionais que provocam complicações maiores, como a síndrome de Burnout e a depressão.

É importante trabalhar com a mulher considerando as particularidades do gênero feminino. Elas precisam de atenção como profissionais e de cuidado enquanto pessoas, compreendendo suas problemáticas, como a necessidade de ser uma profissional competente e de estar presente no lar, cuidando da família e participando da criação dos filhos.

Ações preconceituosas, discriminatórias e possíveis ocorrências de assédio devem ser reprimidas no ambiente de trabalho. Isso é necessário para que a mulher tenha segurança social nesse espaço, se sinta respeitada e valorizada como profissional e ser humano.

Como investir em ações dentro da empresa?

Uma das formas de cuidar da saúde da mulher na empresa é seguindo as campanhas anuais que acontecem no mundo, como o Outubro Rosa. Também é interessante trabalhar o Setembro Amarelo, com o objetivo de combater a depressão e de prevenir o suicídio. O Janeiro Branco é mais uma boa opção, pois conscientiza sobre a saúde mental.

A empresa pode ir além por meio de ações mais abrangentes e pela adoção dos seus próprios programas. Uma alternativa é o incentivo à prática de atividades físicas e ações educativas para hábitos mais saudáveis.

A implementação de atividades que têm como objetivo o bem-estar também é interessante, como a quick massage, o mindfulness e a ioga. O apoio médico especializado é mais um diferencial, bem como campanhas de valorização da profissional, além de oferecer treinamento, capacitação e oportunidades de crescimento na empresa

Todos esses temas referentes à saúde da mulher (física, mental e social) precisam ser incluídos nos programas da empresa. Esse cuidado específico é um diferencial que valoriza essas profissionais e mantém sua qualidade de vida, que se reflete em bem-estar para elas e retornos para a organização, tanto em resultados quanto em uma imagem mais positiva.

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