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saude fisica, mental e social
Saúde

Como a saúde física, mental e social se relacionam e impactam no desempenho?

O equilíbrio da saúde física, mental e social é fundamental para garantir não só a saúde, mas também o bem-estar e produtividade dos trabalhadores. Com a assistência e cuidados adequados, é possível minimizar e até mesmo mitigar o surgimento de diversas doenças relacionadas ao ambiente de trabalho.

Contudo, nem todas as empresas desenvolvem programas eficazes para cuidar dos seus colaboradores. Uma prova disso é que, em um período de 10 anos, os casos de LER e DORT (doenças que mais afetam os trabalhadores) tiveram um aumento de 184%. Esse é um número muito alto, principalmente se considerarmos que essas doenças podem ser facilmente evitadas.

E não estamos falando apenas de questões físicas que impactam a saúde dos profissionais. Só em 2016, mais de 75 mil trabalhadores foram afastados por causa da depressão. Infelizmente, os números relacionados aos transtornos mentais não param de crescer.

Mas como tudo isso impacta no desempenho dos colaboradores? Como lidar com esses desafios e cuidar de maneira integral da sua equipe? Preparamos este artigo para te ajudar! Continue a leitura e saiba mais.

O que é a saúde física, mental e social?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, para uma pessoa ser saudável, não basta a ausência de doenças. A OMS aponta que, para se ter saúde, é preciso que haja o bem-estar completo: físico, mental e social.

Esses três aspectos estão relacionados à qualidade de vida das pessoas. Assim, fatores biológicos, ambientais e socioeconômicos são determinantes para manter o equilíbrio orgânico, e isso também diz respeito aos trabalhadores.

No caso deles, o equilíbrio da saúde física, mental e social impacta diretamente seu desempenho. É importante entender que não podemos trabalhar as três vertentes de forma isolada, uma vez que elas se relacionam diretamente.

Ainda Segundo a OMS, o indivíduo precisa estar em um ambiente que proteja e respeite os seus direitos básicos, tanto socioeconômicos quantos civis, políticos e culturais. Isso é essencial para garantir o equilíbrio da saúde mental, que tem impacto no bem-estar físico.

Para entender a relação entre saúde física, mental e social é preciso compreender o que elas envolvem. A seguir, explicamos com mais detalhes o conceito de cada uma.

Saúde física

Está relacionada ao bom funcionamento do organismo, suas condições gerais e ocorrência de doenças. Uma pessoa com bom equilíbrio da saúde física é aquela que não está doente e cujo metabolismo funciona adequadamente. Genética, hábitos, ambiente e condições de trabalho também se relacionam com ela.

Saúde mental

Segundo a OMS, não há como estabelecer uma definição oficial para saúde mental. Isso acontece porque ela é subjetiva e está relacionada à percepção que cada indivíduo tem da sua própria realidade, suas crenças, integração social e outros fatores. De toda forma, está relacionada ao bem-estar emocional e equilíbrio psicológico de uma pessoa.

Saúde social

Diz respeito à capacidade que o indivíduo tem de interagir em sociedade. Não é apenas o contato com outras pessoas, mas o modo de se relacionar com elas de uma forma saudável e equilibrada para todos. É prosperar nos ambientes sociais.

Por que a saúde é importante dentro da empresa?

Falamos que saúde física, mental e social se relacionam de forma direta, certo? Aliás, quem afirma é a OMS, por isso, o trabalhador precisa do equilíbrio entre as três para que consiga cumprir suas funções com melhor desempenho.

Um profissional estressado ou ansioso tem dificuldade para se concentrar, não consegue interagir com o restante da equipe e apresenta uma queda da produtividade. Além disso, ele pode abalar o clima organizacional por causa do seu desequilíbrio emocional.

Outro exemplo é quando o trabalhador tem alguma doença. Ele também não consegue desempenhar suas funções adequadamente, e isso pode gerar a queda da produtividade, atrasos nas entregas, absenteísmo e em um cenário mais grave levar até ao afastamento, provocando desfalque no quadro de colaboradores.

Perceba que os prejuízos envolvem tanto o próprio trabalhador quanto a equipe que atua junto dele, bem como a empresa de modo geral. Todos perdem quando não há o cuidado com o bem-estar, a satisfação e as relações no trabalho. Mesmo assim, existe negligência por parte de muitas organizações nesse sentido.

Para ilustrar o que estamos falando, de acordo com a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT),apenas 18% das empresas têm um programa de saúde mental. Esse é um número muito preocupante, considerando que 9 em cada 10 trabalhadores brasileiros apresentam sintomas de ansiedade. Entre eles, há casos de depressão, inclusive recorrentes.

Em todas as esferas da saúde do trabalhador existe uma interferência em sua produtividade e seu comportamento, prejudicando a forma como entrega os resultados.

Na esfera física

Há um comprometimento do seu organismo, dificuldade para cumprir as tarefas, queda de energia, além da necessidade de afastamento para ser tratado ou faltas para consultas médicas.

Na esfera mental

O trabalhador não consegue se concentrar, tem o seu raciocínio e sua criatividade prejudicados, e sente dificuldade para interagir em grupo.

Na esfera social

O clima organizacional é comprometido pela falta de interação, há desarmonia, menor engajamento e a comunicação é falha.

Note que, como reflexo para a empresa, ela pode ter dificuldades para alcançar suas metas. Há uma queda da qualidade dos seus produtos ou serviços, um aumento de afastamentos, da sinistralidade e dos custos com colaboradores.

Para evitar esses prejuízos, é preciso criar programas de saúde assistencial e ações de prevenção para equilíbrio da saúde física, mental e social. Eles envolvem desde ações simples, como estimular hábitos saudáveis ou a implantação de cuidados de Atenção Primária à Saúde (APS) no ambulatório da empresa. Considere como investimentos fundamentais para o desempenho e sucesso da empresa.

Como criar um programa interno para isso?

É importante entender que os riscos para a saúde física, mental e social dos trabalhadores são diferentes em cada organização. O perfil dos profissionais também é variado, por isso, os programas precisam ser desenvolvidos de forma personalizada para atender às necessidades e demandas de cada empresa.

De toda forma, existem diversas estratégias que podem ser adotadas para garantir a qualidade de vida e o bem-estar dos colaboradores. Além disso, a adoção dessas ações não é complicada, e há profissionais e empresas especializados nesse tipo de suporte.

Veja a seguir alguns passos necessários para implementar programas realmente eficazes na sua empresa.

Faça um levantamento dos problemas

Antes de tudo, é preciso conhecer os problemas vivenciados dentro da sua empresa. Quais são os principais desafios enfrentados? Quais as principais queixas e doenças dos colaboradores? Essa análise é fundamental para conhecer o real cenário e saber o que pode estar prejudicando os resultados da empresa.

Defina os objetivos do programa

Com base nas informações e nos dados levantados, você pode definir quais são os objetivos pretendidos com o programa que será implementado. O intuito é, por exemplo, aumentar a produtividade, promover engajamento, reduzir o número de faltas ou impactar na sinistralidade? Tenha isso em mente para tomar as melhores decisões.

Faça uma análise de riscos

Como explicamos, cada empresa apresenta um tipo de risco em função das atividades que exerce e do segmento ao qual pertence. Assim, é necessário conhecer esses riscos que envolvem as diferentes funções exercidas na organização.

Estude o perfil e as necessidade dos colaboradores

Conhecer o perfil dos colaboradores também é importante para compreender o que poderia ser melhor para sua saúde física, mental e social. Isso também pode ser baseado nas ocorrências da empresa, como as doenças recorrentes, os motivos de afastamento e a preexistência de alguns problemas de saúde.

Conhecendo a fundo o ambiente de trabalho da sua empresa, os riscos envolvidos e o perfil da equipe, você terá sucesso na implementação de estratégias e programas para cuidar da saúde física, mental e social dos colaboradores. Isso reflete em ganhos para a organização, uma melhor entrega de resultados e mais produtividade.

Para complementar essa leitura, que tal conhecer os fatores de riscos psicossociais no trabalho? Faça o download gratuito deste guia para descobrir quais são eles e como minimizá-los.