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Saúde Ocupacional

Entenda a importância da organização da semana da saúde dentro da empresa

O cuidado com a saúde dos colaboradores vem ganhando cada vez mais importância no ambiente corporativo. As empresas e os gestores já perceberam que proporcionar o bem-estar no trabalho é um investimento que traz retornos positivos.

Ao desenvolver ações de promoção da saúde, a companhia obtém um retorno financeiro, já que conquista uma equipe mais produtiva e satisfeita. Além disso, é criado um vínculo de confiança com os funcionários, que passam a se sentir cuidados e valorizados.

A realização de uma semana da saúde dentro da organização é uma excelente ferramenta para melhorar a disposição, a partir da informação, conscientização e educação dos colaboradores. Trata-se de um evento estratégico, pois os trabalhadores se engajam e as consequências para o ânimo do time são muito positivas.

Quer saber mais sobre a importância de organizar a semana da saúde na sua empresa? Continue a leitura e acompanhe conosco:

Afinal, o que é a semana da saúde?

A semana interna da saúde é um evento realizado no ambiente corporativo para promover atividades que informem, esclareçam dúvidas, conscientizem e incentivem o colaborador a cuidar de suas condições físicas e mentais.

As diversas ações são realizadas de forma integrada e, geralmente, acontecem no período de uma semana, em momentos da jornada de trabalho. Todos os setores, departamentos e funcionários podem e devem participar. O cronograma de atividades precisa ser pensado de modo a não prejudicar o trabalho da equipe.

Empresas adeptas

A empresa Philips (no México) dedica, todos os anos, uma semana para tratar de assuntos relacionados à saúde dos colaboradores.

Durante uma semana do mês de junho, a companhia recebe especialistas de diferentes áreas e realiza vários exames, como auditivos, oftalmológicos, de controle glicêmico e colesterol, além de vacinação e exames nutricionais.

Essa iniciativa faz parte do programa de Qualidade de Vida no Trabalho da empresa, que ocorre em todas as filiais e serve como complemento a muitas outras estratégias e campanhas que são realizadas durante todo o ano.

Como parte dessas ações, no Brasil, a empresa criou o programa Espaço + Vida. Ele consiste em um ambiente pensado especialmente para oferecer aos colaboradores momentos de relaxamento e reflexão, com serviço de massagem e um jardim oriental.

Podemos ver que a semana da saúde, como acontece na Philips, faz parte de toda uma política de qualidade de vida, a qual inclui diversas atividades ocorrendo de maneira contínua e garantindo a permanência desses benefícios durante o ano inteiro.

Outro exemplo de quem também aderiu a essa estratégia para os colaboradores foi a viação Cidade do Aço, de Volta Redonda, vencedora do Prêmio Alberto Moreira em 2014 — um dos eventos mais importantes de valorização e reconhecimento dos profissionais do setor de transporte rodoviário do estado do Rio de Janeiro.

Em seu programa, ocorreram palestras sobre temas variados, como: álcool e direção, instrução nutricional, combate à dengue e controle de hipertensão e glicemia. Além disso, fizeram parte da semana atividades como vacinação, ginástica laboral e exames de rotina.

Benefícios de implementar a semana da saúde na organização

Além de conscientizar os colaboradores quanto aos cuidados em relação à saúde, os benefícios dessa ação se estendem à organização em si. Veja o que a iniciativa faz pela sua empresa:

  • aumenta o engajamento da equipe;
  • torna-se uma vantagem competitiva em relação à concorrência;
  • atrai e retém talentos;
  • previne doenças ocupacionais de seus colaboradores;
  • previne doenças crônicas na equipe;
  • evita gastos futuros devido ao adoecimento de colaboradores;
  • estreita os laços entre empresa e equipe.

Por que esse evento é importante para a empresa?

A partir da semana da saúde, a empresa não só promove hábitos mais saudáveis entre seus colaboradores, como também previne e diagnostica doenças, evitando problemas futuros. Além disso, com uma maior qualidade de vida da equipe, é possível obter resultados muito positivos, como:

  • diminuição dos índices de absenteísmo, presenteísmo e turnover;
  • maior motivação, foco e satisfação dos colaboradores;
  • queda de acidentes de trabalho, afastamentos médicos e despesas com saúde;
  • aumento da produtividade.

No Brasil, os cuidados com a saúde ainda são poucos. Uma pesquisa realizada analisou o estilo de vida e os hábitos de lazer de 47.886 trabalhadores de 2.775 indústrias brasileiras. Os resultados demonstraram que:

  • há um elevado consumo de álcool (por cerca de 33% dos participantes);
  • boa parte dos trabalhadores não praticam atividade física (45,4%);
  • o excesso de peso corporal atinge 40,5% dos trabalhadores;
  • 60% consome frutas e verduras de maneira insuficiente.

A partir desse estudo, podemos concluir que os colaboradores não estão adquirindo hábitos saudáveis, o que provoca impactos negativos à saúde e os deixa mais propensos a adoecerem. Assim, os índices de afastamento de funcionários acabam sendo altos nas empresas de todo o país.

Os dados de uma pesquisa da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) mostraram que as taxas de sinistralidade por afastamento de trabalho, que incluem despesas médicas, hospitalares e laboratoriais, têm aumentado sistematicamente acima da inflação.

A indústria chega a desembolsar R$ 7,5 bilhões por ano para bancar serviços de saúde, previdência e assistência aos funcionários.

Como as companhias enxergam a saúde do colaborador?

A forma pela qual a organização percebe a saúde do colaborador é um reflexo de como ele próprio é visto. Empresas com culturas rígidas, voltadas para processos e tarefas, não criam espaço para o desenvolvimento integral das pessoas.

Logo, mesmo quando estão diante de um funcionário que apresenta sinais de adoecimento, direcionam seus esforços para resolver questões burocráticas. Esquecem-se do principal ponto em questão, o único capaz de reduzir tais danos, que é justamente desenvolver uma visão global para esse indivíduo.

Auxiliares são pessoas, assistentes, analistas, gerentes, diretores e presidentes, também. Portanto, todos estão sujeitos às mesmas condições, variando de acordo com aspectos particulares de suas vidas.

O mais importante, porém, é entender que nenhuma organização existe sem as figuras humanas e, por isso, elas precisam ser preparadas para lidar com as diferentes questões pelas quais podemos passar.

Pessoas como recursos

A visão sobre o trabalhador dentro das organizações passou por diversas transformações. A mais comum, ainda dominante nos dias de hoje, é o olhar para o colaborador como recurso (o famoso recurso humano).

No entanto, olhando sob essa ótica e comparando-os aos outros tipos de patrimônio da empresa, que são basicamente materiais, financeiros e tecnológicos, percebe-se um nivelamento de coisas com pessoas. Esse olhar determina a forma pela qual a saúde do colaborador será tratada.

Podemos usar a comparação a seguir para gerar um questionamento: o colaborador doente tem o mesmo peso que a máquina quebrada?

Logicamente, colocar pessoas no mesmo nível de equipamentos não é uma atitude inteligente. A força humana de uma organização é quem, inclusive, planeja, cria e utiliza os recursos materiais. Tudo tem origem nessa capacidade.

Portanto, o bem-estar dos colaboradores representa a saúde da organização. Veja os tipos de erros mais comuns que companhias tradicionais cometem ao cuidar de suas equipes:

  • não investem em políticas de prevenção;
  • entendem a saúde como ausência de doença;
  • focam apenas no aspecto físico, esquecendo o psicológico e o social;
  • buscam soluções genéricas, sem planejamentos;
  • direcionam seus benefícios apenas a doentes crônicos.

De maneira geral, o hábito que mais prejudica as empresas na gestão da saúde de seu time é a ausência de programas personalizados, voltados para perfis variados. O mais comum é vermos ações genéricas, oferecendo poucas opções de atividades físicas ou laborais, convênios e serviços próprios de saúde.

Como tratar da saúde no ambiente de trabalho?

A tecnologia evoluiu e trouxe mais modernidade à rotina, simplificando ações e otimizando o tempo. Mas as pessoas também estão se transformando, buscando mais informações e ampliando antigos conceitos.

Logo, as organizações precisam estar preparadas para lidar com colaboradores mais conscientes, que, por terem esse nível maior de esclarecimento, tornam-se mais exigentes e críticos em relação ao trabalho.

A visão do capital humano como mero recurso deve ser superada, dando lugar à lógica da parceria. Assim, equipe e organização estabelecem uma relação de troca que beneficia ambas as partes.

Pessoas como parceiras

Todo negócio funciona como uma rede na qual empresa, fornecedores, equipes e clientes são os principais envolvidos. Nessa cadeia, as relações precisam se tornar cada vez menos operacionais, privilegiando as necessidades de cada uma de suas dimensões.

Tratando-se especificamente das prioridades da equipe, é parte da tarefa da organização pensar em estratégias que garantam o bem-estar de seus colaboradores dentro do ambiente de trabalho e a qualidade de vida fora do expediente também.

Efeitos na rotina de trabalho

Veja alguns exemplos de ações que atendem a diferentes necessidades dos funcionários e seus efeitos na rotina de trabalho, de acordo com especialistas:

  • Atividade física: aumenta a disposição, a satisfação e a tolerância ao estresse dos trabalhadores; reduz o absenteísmo; melhora o relacionamento interpessoal; diminui os riscos de acidentes no trabalho e os gastos médicos.
  • Benefícios: motivação, contentamento profissional, satisfação das necessidades pessoais e aumento da produtividade.
  • Ergonomia: aumento do desempenho nas atividades e redução dos acidentes de trabalho.
  • Desenvolvimento pessoal: aumento do capital intelectual, aperfeiçoamento das atividades, satisfação profissional e crescimento da produtividade.
  • Acompanhamento nutricional: diminuição da obesidade, mudança no comportamento de risco e aumento do desempenho, da disposição e da produtividade.

Quais atividades realizar?

A definição do escopo da semana da saúde e o cronograma das atividades devem ser pensados de acordo com as especificidades de cada empresa.

É possível realizar as mais diversas ações, não existindo melhores nem piores, e sim as mais efetivas para cada demanda. O ideal é montar um planejamento combinando variadas opções. Veja algumas:

  • palestras: apresentações sobre as mais diversas temáticas, podendo ser informativas, motivacionais, de sensibilização ou interativas;
  • gincanas e dinâmicas: ações que informam de forma mais lúdica e divertida, promovendo grande interação com os colaboradores e altos índices de engajamento;
  • blitz: abordagens pessoais para realizar aferições de índices de saúde e hábitos dos colaboradores. Posteriormente, são fornecidas orientações, de acordo com o resultado obtido;
  • quiz show: jogo de perguntas e respostas que pode envolver os mais diversos temas, sendo uma opção envolvente e que promove grande aprendizado;
  • teatro empresarial: esquete teatral sobre determinado tema. Além de passar informações importantes, envolve os colaboradores e promove momentos de descontração;
  • espaço saúde: stands montados na empresa com profissionais especializados para avaliação e orientação de determinados aspectos da saúde do colaborador, principalmente os relacionados às doenças ocupacionais.

Como escolher os temas para a semana da saúde?

Assim como as atividades, os temas devem ser escolhidos de acordo com o perfil dos colaboradores e as necessidades da empresa. É interessante passar um questionário para verificar as principais dúvidas e curiosidades, além dos assuntos de interesse da equipe.

Se for possível, é extremamente útil solicitar também ao setor de saúde ocupacional um levantamento geral do estado de saúde dos funcionários. Assim, é possível definir e trabalhar as questões de maneira mais assertiva.

Veja, abaixo, alguns dos temas que podem ser trabalhados no evento:

  • alimentação saudável;
  • estresse;
  • hipertensão arterial;
  • diabetes;
  • colesterol alto;
  • a importância da atividade física;
  • Lesões por Esforços Repetitivos (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT);
  • educação postural;
  • prevenção de doenças infectocontagiosas;
  • qualidade do sono;
  • ansiedade e depressão.

Qual a relevância do bem-estar corporativo na atualidade?

O mercado está cada vez mais competitivo. Portanto, as empresas que desejam crescer e se destacar precisam de uma equipe de qualidade e com alto rendimento.

A promoção da saúde e da qualidade de vida é um fator que faz a diferença para os colaboradores se tornarem mais produtivos e engajados. Assim, a realização da semana da saúde é uma excelente estratégia para as companhias, além de trazer muitos benefícios para todo o time.

Além desse evento, a adoção de outros programas de bem-estar corporativo (como análise ergonômica, ginástica laboral, acompanhamento nutricional, atividades físicas e quick massage, entre outros) é essencial para que a empresa se torne um lugar melhor para se trabalhar e alcance o sucesso almejado.

Então, que tal promover a satisfação no seu ambiente de trabalho agora mesmo? Converse com a BeeCorp. Vamos ajudar sua empresa a organizar e promover a semana da saúde, garantindo todos os benefícios esperados!

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