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Síndrome do Pânico
Saúde Ocupacional

O que é Síndrome do Pânico e como lidar com essa doença dentro da empresa?

Ter profissionais engajados e performando em alto nível é o sonho de todo gestor. Mas, na busca por resultados cada vez melhores, as cobranças e pressões são cada vez maiores e impactam à saúde mental do colaborador. A Síndrome do Pânico, por exemplo, é um dos transtornos mentais que pode ser desencadeada pelo ambiente organizacional.

Estamos falando de uma doença que atinge 280 milhões de pessoas, representando 4% da população mundial, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, dos 17 mil benefícios da Previdência Social em 2019 relacionados a algum tipo de transtorno mental, em média 3.600 foram em função da Síndrome do Pânico, sob o CID-10 F41.0.

Sabemos da importância de agir em prol da saúde mental. Por isso, vamos começar esclarecendo algumas dúvidas sobre o assunto neste artigo. Aqui você encontra informações importantes sobre essa síndrome e como lidar com esse transtorno dentro da sua empresa. Boa leitura!

O que é Síndrome do Pânico?

A Síndrome do Pânico refere-se a um ataque súbito e intenso que o indivíduo tem. Em outras palavras, a pessoa sente que está sob perigo e que pode morrer a qualquer momento. Segundo a psicóloga Heliane Pessoa, o paciente que sofre dessa síndrome perde o estado de consciência e a percepção da realidade, focando apenas nas sensações de pânico.

Ainda segundo a especialista, esse ataque tem uma duração, que não costuma ser maior do que 10 minutos. Dessa maneira, os principais sintomas identificados nos episódios de crise são:

  • sensações de perigo e medo de perder o controle;
  • medo da morte sem causa aparente;
  • falta da percepção do contexto e da realidade atual;
  • dormência e formigamento nas extremidades;
  • dor no peito, taquicardia e palpitações;
  • tremores e sudorese;
  • falta de ar e sensações de sufocamento ou dificuldades de engolir;
  • hiperventilação;
  • calafrios ou ondas de calor;
  • dores abdominais e náuseas;
  • tontura e dor de cabeça.

Como diferenciar Síndrome do Pânico de Burnout?

É comum as pessoas confundirem Síndrome do Pânico e Síndrome de Burnout, mas essas são duas doenças diferentes. Enquanto na primeira o paciente tem uma sensação súbita de pavor, na segunda os sintomas são constantes e frequentes. Entenda melhor essas diferenças.

Síndrome do Pânico

Sigmund Freud foi o precursor dos conceitos de neurose e ansiedade, que tiveram sua origem por volta de 1895. O transtorno de pânico só veio quase um século depois, quando o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders reconheceu a doença.

Segundo a especialista Maria Aparecida Domingues de Oliveira, autora do livro “Neurofisiologia do Comportamento”, entendeu-se que a fobia é específica e se manifesta diante de uma situação — medo de elevador, por exemplo. Já o pânico não tem causa definida, podendo se manifestar em qualquer lugar.

Síndrome de Burnout

A tradução literal da palavra “burnout” significa “estado de esgotamento”. Esse termo surgiu em 1974, quando o psicólogo Herbert Freudenberger se referiu às consequências geradas por um estresse intenso decorrente do trabalho. Em 1990, a síndrome foi reconhecida como doença pela OMS, e em 2019 ficou caracterizada como doença ocupacional pelo ICD-11.

Os sintomas da Síndrome de Burnout se parecem muito com os sintomas da Síndrome do Pânico, então é preciso contar com a análise criteriosa de um especialista para entender a origem dos sinais, a fim de obter um diagnóstico preciso. No mais, a empresa precisa desenvolver ações e medidas para inibir e combater as síndromes, independente de qual seja.

Quais são as principais causas da Síndrome do Pânico?

As crises de pânico podem ter conexão com fatores genéticos, experiências traumáticas e até mudanças radicais, sendo uma resposta do próprio organismo para reagir às situações de perigo.

Quando falamos de ambiente corporativo, fica evidente que tais crises também estão ligadas ao esgotamento no trabalho e a um ambiente estressante. Além disso, quando não tratadas, podem levar o indivíduo à depressão.

Existem situações que são mais propícias a desencadear esses transtornos nos trabalhadores, tais como:

  • cansaço excessivo e jornadas exaustivas;
  • situações de assédio verbal e moral;
  • problemas com a comunicação interna;
  • cobranças irreais e metas inalcançáveis;
  • clima ruim e com índice alto de insatisfação profissional.

Fica aqui um alerta: as empresas precisam desenvolver políticas e ações de saúde mental para ajudar o colaborador a lidar com as frustrações e mudanças, criando também um ambiente de bem-estar e motivação no trabalho — é sobre isso que falaremos agora.

Como lidar com esse transtorno dentro da empresa?

O tratamento da Síndrome do Pânico pode envolver medidas terapêuticas e até farmacológicas, dependendo da gravidade do caso. Ao investir em ações de saúde mental dentro da empresa, no entanto, é possível fornecer estrutura para o trabalhador que sofre desse problema e criar medidas que previnem o surgimento desse transtorno entre os colaboradores. Aliás, esse apoio faz toda a diferença.

Pensando nisso, reunimos abaixo algumas práticas que recomendamos para garantir mais saúde e bem-estar no ambiente corporativo. Veja!

Estimule uma cultura de bem-estar e a qualidade de vida

Antes de tudo, a empresa precisa acreditar na importância do bem-estar no trabalho e em como isso se relaciona com a felicidade do trabalhador e impacta o seu desempenho.

Ações de saúde mental e qualidade de vida são bem-vindas. Além disso, é importante incentivar uma alimentação saudável — os alimentos tem um impacto direto na disposição, imunidade e até produtividade.

Crie programas de incentivo à atividade física

Além dos benefícios físicos, como a prevenção de doenças osteomusculares e do fortalecimento muscular, a atividade física ajuda o colaborador a relaxar e aliviar o estresse. Com isso, ele reduz o cansaço físico e mental, que pode evoluir para uma série de transtornos mentais.

A prática da ginástica laboral, por exemplo, melhora ainda o clima organizacional e cria um ambiente de prazer na equipe, fundamental para a motivação dos profissionais.

Tenha um canal aberto de conversa com psicólogos

Vimos que a Síndrome do Pânico pode ter diversas origens, tanto nas questões pessoais quanto nas profissionais. Contar com a presença de um psicólogo na empresa é fundamental para identificar fatores de risco. Além do mais, compreendendo o contexto empresarial, esse profissional pode identificar os gatilhos que levam aos transtornos emocionais e propor ações de melhoria.

Promova o equilíbrio entre vida pessoal e profissional

Respeitar os limites de cada trabalhador e incentivar tempo de lazer são outras práticas fundamentais.

De acordo com uma pesquisa do Gallup, os funcionários que têm metas realistas apresentam 2,4 vezes mais chances de ter um equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal. Essas cobranças excessivas podem impactar o clima organizacional, prejudicando até o relacionamento com clientes e o poder de negociação da empresa no mercado.

Como vimos, a Síndrome do Pânico é uma doença que pode afetar os colaboradores, já que sua origem varia de questões genéticas, fatos do cotidiano ou estresse e esgotamento no trabalho. Ter um ambiente saudável e que proporcione boas condições físicas e mentais faz toda a diferença para os profissionais. Invista em um programa de saúde mental o quanto antes.

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