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Saúde

Sono e bem-estar: entenda a relação

Quando falamos sobre bem-estar, abordamos muito a atividade física, a alimentação saudável, o tabagismo e o estresse. Sempre nos esquecemos do sono.

A falta de um sono regular e suficiente pode provocar doenças cardiovasculares, metabólicas, como a diabetes, além de alterações do sistema imunológico.

Consequentemente, você fica mais susceptível a resfriados, dor de garganta e gripes. Também para desenvolver canceres? Acredito que seja bem possível.

O sono e o desenvolvimento de doenças

Vamos falar um pouco mais da relação entre o sono e a diabetes. Cientistas britânicos concluíram que pessoas que dormem menos de seis horas têm maior probabilidade de ter diabetes e pré-diabetes. Mais de 10 horas também. Se você dorme pouco, come mais e se dorme muito, queima menos energia.

Outra informação importante, a falta de sono altera os níveis de um hormônio chamado leptina, ligado a sensação de saciedade e aumenta a grelina, hormônio ligado ao apetite. Menos sono significa que você demorará em se sentir saciado e com mais fome. Vai engordar!

Mais uma grande novidade: o cérebro pesa quase 1,5Kg no adulto, ou seja, 2% da massa corporal, entretanto as células cerebrais consomem de 20 a 30% da energia consumida pelo corpo humano. Neste processo complexo são geradas proteínas e restos biológicos.

Estas substancias poderiam estar relacionadas a doenças neurodegenetivas como o Alzheimer. E advinha o que seria o “canal de esgoto” do cérebro? O sono!

Insônia: o que você precisa saber

A prevalência de insônia crônica entre os adultos varia de 3,9% a 22%, a depender da definição adotada.

Uma das classificações, a ICSD-3, define como insônia crônica a condição que se instala quando surge um ou mais dos seguintes problemas, pelo menos três vezes por semana, por pelo menos três meses:

  • Dificuldade para iniciar o sono.
  • Dificuldade para mantê-lo.
  • Acordar mais cedo do que o desejado.
  • Resistência para deitar num horário razoável.
  • Dificuldade para dormir sem um parente ou um cuidador.

Quando a duração desses transtornos é menor do que três meses, a insônia é classificada como de curta duração.

A insônia, além de muito chata, é um distúrbio que aumenta do risco de morte, doença cardiovascular, depressão, obesidade, dislipidemia, pressão alta e ansiedade.

Fique atento!

Se você toma remédios para dormir, converse com seu médico. Este sono sintético, também não faz bem.

Durma a quantidade de horas que o satisfaça, mesmo que isto implique a deitar mais cedo. Se acordar disposto, significa que a quantidade e qualidade do sono foram suficientes.

Invista em bem-estar.

Artigo escrito por Eduardo Arantes, Diretor Técnico da BeeCorp.