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Tecnologia e saúde
Saúde Ocupacional

Tecnologia e saúde: como inovar na saúde corporativa?

Para que serve a inovação? Sem dúvida, ela revolucionou muitas das nossas atividades diárias e, nas empresas, tem sido um fator para o ganho de eficiência e redução de despesas. Além disso, a junção entre tecnologia e saúde pode ser uma aliada para aumentar a longevidade e proporcionar qualidade de vida no ambiente corporativo.

A inovação tecnológica na saúde é um campo fértil. Em um artigo para a MIT Technology Review, Bill Gates listou as 10 principais tendências em tecnologia para o ano de 2019. Surpreendentemente, 7 das ferramentas e soluções listadas pelo empresário estão relacionadas à saúde.

No Brasil, temos empresas que assim como a BeeCorp enxergam a importância da inovação na saúde. Um bom exemplo é a techtools ventures, uma plataforma de negócios para inovação em saúde, e a Terve, um desses investimentos para a gestão da saúde populacional. O cérebro por trás dessa ideia é o executivo Jeff Plentz — presidente da techtools group e idealizador da Terve.

Depois de fundar e vender seis negócios bem-sucedidos nas áreas de educação e cyber security, Jeff descobriu esse novo propósito: usar a tecnologia para promover a saúde das pessoas, inclusive no ambiente corporativo. Com esse know-how, ele conversou conosco sobre esse tema. Confira!

Tecnologia e saúde: uma parceria promissora

Não é segredo que a saúde no Brasil vai mal. Temos um sistema ineficiente, que não atende às necessidades quando se trata dos cuidados básicos com a população. Porém, Jeff destaca que essa não é a única razão para o aumento do custo de saúde. Segundo ele, há três fatores importantes que alteraram a configuração da sociedade brasileira e que devem ser levados em consideração. Plentz aponta que

Não podemos ignorar o envelhecimento da população, já que a expectativa de vida está aumentando. Temos também o movimento de migração campo-cidade, que gera obesidade, sedentarismo, estresse e outras comorbidades. Finalmente, existe a questão do aumento da complexidade das doenças.

E qual é a melhor forma de lidar com esse cenário desafiador? Para Jeff é a tecnologia! Muitos projetos inovadores estão surgindo nesse segmento e revolucionando a gestão dos ecossistemas de saúde.

Tecnologia e saúde: entender para atuar

O primeiro aspecto importante é utilizar os dados para entender as particularidades de cada instituição, bem como suas necessidades.

Um exemplo disso é o que acontece nos hospitais que estabelecem a fronteira entre o bem-estar e a medicina.

Neles, a tecnologia permite analisar a dinâmica da problemática de saúde a partir da avaliação dos centros de custo e dados sobre a sinistralidade.

A partir desse verdadeiro diagnóstico, a tecnologia permite identificar soluções adequadas para cada instituição, seja ela um hospital, seja uma empresa. Plentz explica que

Com um sistema eficiente, as companhias conseguem monitorar todos os parâmetros — sinistralidade, expectativa, hábitos etc — em uma corporação, desde pesquisa de clima até todas as ações que são feitas ali.

Portanto, a tecnologia oferece ferramentas para que os decisores encontrem alternativas certeiras. Os gestores são desafiados a mensurar o resultado de suas ações e otimizar os recursos para obter melhores resultados e reduzir custos e, por isso, é preciso aplicar esse princípio no que diz respeito à saúde dos colaboradores.

Soluções em saúde: muito mais que tecnologia

Apesar de todas essas possibilidades oferecidas pela tecnologia, o fator humano ainda é essencial para estabelecer estratégias efetivas de promoção à saúde, tanto no ambiente hospitalar quanto corporativo. Plentz ressalta

Não adianta você dispor de ferramentas tecnológicas de gestão, se não houver pessoal qualificado e competente para ajudar a empresa a implementar o projeto e alcançar os resultados.

Segundo Plentz, a parceria com a BeeCorp é muito positiva nesse sentido. Se por um lado existem ferramentas que fazem um diagnóstico preciso, é necessário contar com uma empresa que oferece um conjunto estruturado de soluções para atender às necessidades identificadas. Portanto, são recursos complementares.

As mudanças tecnológicas da área da saúde estão sendo acompanhadas pela BeeCorp e trabalhadas em conjunto com a techtools a fim de trazer soluções inovadoras para o mercado. A partir dos programas corporativos promovidos por meio dessa parceria, propõe-se uma melhoria na qualidade de vida e saúde dos colaboradores.

Inovações na área de saúde: perspectivas

Se hoje já temos tantas soluções tecnológicas, o futuro promete avanços ainda maiores. Para Plentz, estão em alta as terapias genéticas; soluções que mudam a jornada do paciente, colocando-o como foco do tratamento; tecnologias de impressão 3D, que ajudam a simular situações e a descentralização dos pontos de atendimento.

Porém, uma linha pouco explorada e que pode proporcionar resultados excelentes é o monitoramento de bem-estar.

Dispositivos que permitem monitorar batimentos cardíacos, nível de estresse e outros indicadores ao longo dia, e que integram isso à plataforma para traçar curvas históricas. Esses dados podem ser cruzados com consultas e, assim, poderíamos planejar programas de prevenção em saúde com respostas mais efetivas.

Portanto, é possível imaginar, em um futuro próximo, duas situações: uma empresa que consegue analisar esses dados, identificar os fatores que prejudicam a saúde e o bem-estar, e a produtividade de colaboradores.

A partir daí, a empresa elege em seu portfólio as soluções mais efetivas, de acordo com seu perfil. Assim, em alguns casos, a saúde mental pode ser definida como prioridade. Para outras, incentivo à atividade física e consultoria ergonômica seriam o foco. Dependendo das necessidades dos funcionários, a ênfase seria no acompanhamento nutricional ou em uma combinação entre esses programas.

Tecnologia e saúde: desafios

As soluções tecnológicas são emergentes e, como se espera, nem todas as empresas têm maturidade para adotá-las. Por isso, nem sempre as organizações olham para esse tema com o devido cuidado. Isso acontece tanto com companhias centenárias quanto com startups jovens e dinâmicas, que usam muita tecnologia, mas para outros propósitos.

Já existe uma série de empresas que entendem que as pessoas são realmente a parte mais importante do negócio e que procuram olhar para isso de forma mais atenta. O nível de maturidade das organizações em relação à adoção de tecnologias para o bem-estar corporativo tem muito a ver com essa compreensão da importância do colaborador.

Portanto, o principal desafio não é o desenvolvimento de tecnologias, pois elas já estão aí. O grande esforço deve ser feito no sentido de sensibilizar os decisores. Se essas pessoas entenderem que é preciso prevenir, elas proporcionarão uma qualidade de vida melhor aos colaboradores.

E você, sabia que existem tantas novidades que relacionam tecnologia e saúde? Converse agora com um de nossos especialistas e conheça as soluções inovadoras da parceria entre a BeeCorp e Terve!