Desigualdade na saúde: a medicina de ricos e pobres

Desigualdade na saúde
Por: admin

Um dos retratos mais emblemáticos da desigualdade social no Brasil é o acesso à medicina de ponta. Existem vários exemplos de desigualdade no país, como as dificuldades de acesso a educação e a moradia, mas a desigualdade na saúde talvez seja a mais emblemática, pois pode influenciar muito a expectativa e a qualidade de vida das pessoas.

Problemas de acesso à assistência a saúde

Pouquíssimos países do mundo podem oferecer atendimento médico com igualdade para toda a população. Os avanços da medicina ainda são para poucos. Salas de procedimentos inteligentes, nanomedicina, nanobiotecnologia, farmacogenética, cirurgias robóticas, entre outros, são alguns exemplos.

As pessoas de baixa renda tem muita dificuldade de cuidar e de ser responsáveis por sua saúde. Culpar os pobres pelo adoecimento e desconhecer os determinantes sociais, econômicos e ambientais como as principais causas da doença. Muitas pessoas não escolhem o estilo de vida que levam, simplesmente sobrevivem em ambientes sem as mínimas condições de vida.

Associe esse cenário a baixo acesso a medicina de ponta, má alimentação, tabagismo – cada vez mais comum nas classes baixas – e etilismo. Resultado: alta incidência de doenças, baixíssimas expectativa e qualidade de vida. O profissional de saúde que desconhece esse cenário, além de desatualizado, contribui para o aumento da desigualdade na saúde.

Em seu livro, Daphnis Souto Ferreira cita Joseph W. Mountin: “A saúde é provavelmente o fator econômico para a determinação do padrão de vida”.

Invista na saúde

Qualquer investimento na saúde das populações representa geração de riqueza no futuro. Nosso trabalho de promoção da saúde e prevenção de doenças nas principais empresas brasileiras é uma medicina de ricos.

As empresas investem em segurança, saúde e bem-estar, além de oferecer um bom pacote de benefícios, incluindo o ainda indispensável plano de saúde. Mexa no salário, mas não mexa no plano de saúde.

Vide os PPE – Programas de Proteção ao Emprego, onde a jornada de trabalho e os salários são reduzidos, mas no plano ninguém mexe. Até este cenário pode mudar em curtíssimo prazo.

O artigo 196 da Constituição brasileira diz: “A saúde é direito de todos e dever do Estado […]”. É um direito, porém um direito que não e dado e deve ser conquistado. Sugiro uma Proposta de Emenda a Constituição (PEC) para alterar esse artigo para: “A saúde e direito de todos e dever do Estado, desde que você seja responsável por um estilo de vida saudável”.

As empresas e os trabalhadores, juntos, podem promover um ambiente de trabalho seguro e saudável e assim contribuir para uma medicina de “ricos” para todos.

Invista em bem-estar!

Artigo escrito por Eduardo Arantes, Diretor Técnico da BeeCorp.

Author
admin
x

Solicite uma proposta






    Desigualdade na saúde: a medicina de ricos e pobres

    Desigualdade na saúde
    Por: admin

    Um dos retratos mais emblemáticos da desigualdade social no Brasil é o acesso à medicina de ponta. Existem vários exemplos de desigualdade no país, como as dificuldades de acesso a educação e a moradia, mas a desigualdade na saúde talvez seja a mais emblemática, pois pode influenciar muito a expectativa e a qualidade de vida das pessoas.

    Problemas de acesso à assistência a saúde

    Pouquíssimos países do mundo podem oferecer atendimento médico com igualdade para toda a população. Os avanços da medicina ainda são para poucos. Salas de procedimentos inteligentes, nanomedicina, nanobiotecnologia, farmacogenética, cirurgias robóticas, entre outros, são alguns exemplos.

    As pessoas de baixa renda tem muita dificuldade de cuidar e de ser responsáveis por sua saúde. Culpar os pobres pelo adoecimento e desconhecer os determinantes sociais, econômicos e ambientais como as principais causas da doença. Muitas pessoas não escolhem o estilo de vida que levam, simplesmente sobrevivem em ambientes sem as mínimas condições de vida.

    Associe esse cenário a baixo acesso a medicina de ponta, má alimentação, tabagismo – cada vez mais comum nas classes baixas – e etilismo. Resultado: alta incidência de doenças, baixíssimas expectativa e qualidade de vida. O profissional de saúde que desconhece esse cenário, além de desatualizado, contribui para o aumento da desigualdade na saúde.

    Em seu livro, Daphnis Souto Ferreira cita Joseph W. Mountin: “A saúde é provavelmente o fator econômico para a determinação do padrão de vida”.

    Invista na saúde

    Qualquer investimento na saúde das populações representa geração de riqueza no futuro. Nosso trabalho de promoção da saúde e prevenção de doenças nas principais empresas brasileiras é uma medicina de ricos.

    As empresas investem em segurança, saúde e bem-estar, além de oferecer um bom pacote de benefícios, incluindo o ainda indispensável plano de saúde. Mexa no salário, mas não mexa no plano de saúde.

    Vide os PPE – Programas de Proteção ao Emprego, onde a jornada de trabalho e os salários são reduzidos, mas no plano ninguém mexe. Até este cenário pode mudar em curtíssimo prazo.

    O artigo 196 da Constituição brasileira diz: “A saúde é direito de todos e dever do Estado […]”. É um direito, porém um direito que não e dado e deve ser conquistado. Sugiro uma Proposta de Emenda a Constituição (PEC) para alterar esse artigo para: “A saúde e direito de todos e dever do Estado, desde que você seja responsável por um estilo de vida saudável”.

    As empresas e os trabalhadores, juntos, podem promover um ambiente de trabalho seguro e saudável e assim contribuir para uma medicina de “ricos” para todos.

    Invista em bem-estar!

    Artigo escrito por Eduardo Arantes, Diretor Técnico da BeeCorp.

    Author
    admin
    x

    Solicite uma proposta






      Fale com consultor!

      Fale com um consultor