O que é o exame PCR e por que ele é importante?

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Por: Bárbara Galan

A pandemia de Covid-19 tornou populares alguns testes clínicos e exames laboratoriais que antes não faziam parte da rotina da maioria das pessoas. Um desses exames que se notabilizou como instrumento de diagnóstico médico foi o chamado PCR.

Junto a ele, diversas inovações na saúde aprimoraram o setor. É importante conhecer mais sobre essa ferramenta que pode trazer preocupação, quando mostra resultados positivos, ou um certo alívio, quando é negativo. Mas, afinal, o que é o exame PCR?

Continue a leitura e descubra o que é e qual a importância desse exame laboratorial cujo resultado é sempre tão aguardado.

O que é o exame PCR?

Com a incidência da pandemia de Covid-19 e a necessidade de identificar os pacientes contaminados com o vírus SARS-Cov-2, diversos exames laboratoriais se popularizaram, principalmente o chamado RT-PCR, sigla para reverse transcription polymerase chain reaction ou reação em cadeia da polimerase por transcriptase reversa.

Trata-se de um exame laboratorial utilizado para o diagnóstico de diversas doenças como Dengue, Febre Amarela e Covid-19. O funcionamento do processo de análise sobre a amostra colhida pode ser assim resumido:

  1. transformação do RNA do agente etiológico em DNA: a enzima transcriptase reversa transforma o RNA do vírus possivelmente presente no sangue analisado em DNA complementar (cDNA);
  2. ampliação do cDNA: fitas simples de DNA são inseridas para amplificação do material genético em milhões de vezes;
  3. avaliação da presença do agente pesquisado: procuram-se sinais da presença do vírus na amostra analisada;
  4. confirmação ou descarte: por meio de uma sonda complementar, pode-se verificar o conteúdo molecular e sua correspondência com o do vírus, permitindo confirmar (PCR positivo) ou descartar (PCR negativo) as suspeitas.

Como se diferencia PCR dos testes rápidos?

Logo no início da pandemia da Covid-19, os testes rápidos foram muito difundidos e ocuparam espaço considerável na imprensa. No entanto, tais testes não são utilizados para um efetivo diagnóstico da doença, mas para sinalizar se a pessoa examinada já teve algum contato com o vírus.

Os testes rápidos têm a função de detectar anticorpos produzidos pelo próprio organismo em resposta a contatos anteriores ocorridos com o vírus. Esses contatos podem ter sido recentes (teste IgM, após 7 dias de surgimento dos sintomas) ou depois de algum tempo (IgG, mais que 11 dias após os primeiros sintomas).

Diferentemente do exame RT-PCR, que realiza um diagnóstico da doença, os testes rápidos (IgM, IgG ou IgM/IgG) servem para indicar uma condição de imunização. Esta, por sua vez, consiste na produção de anticorpos em razão do contato do organismo com o vírus.

Dessa forma, os testes rápidos são empregados para mapear aquelas condições de imunização da população. Por sua vez, o RT-PCR é mais taxativo confirmando se a pessoa está ou não contaminada com o vírus.

Onde, quando e como o PCR pode ser realizado?

A época mais apropriada para realização do exame RT-PCR é no início da doença, especialmente a primeira semana (entre o 3o e o 7o dia de início dos sintomas), período com maior concentração de vírus no organismo do paciente. Por essa razão, após a consulta inicial com os primeiros sintomas, solicita-se o retorno para o exame dentro de alguns dias.

Para sua realização, é necessária a solicitação médica. O procedimento mais comum consiste na coleta do sangue na unidade onde se dá o atendimento e seu encaminhamento para o laboratório do próprio estabelecimento ou de um conveniado.

A coleta, por sua vez, se faz por meio de swabs (cotonetes grandes, próprios para esse fim) de nasofaringe, que coletam muco do nariz do paciente. Também pode ser coletada amostra de orofaringe, com o swab sendo introduzido na boca/garganta para obtenção do muco.

Qual a importância de sua utilização?

O exame RT-PCR é considerado “padrão-ouro”, isto é, uma referência para a confirmação da doença. Por detectar a presença de material genético do próprio vírus que se está procurando, o exame RT-PCR apresenta maior sensibilidade para se produzir uma confirmação diagnóstica.

Ao mesmo tempo, informa que a pessoa está contaminada no momento do teste e, dessa forma, permite que medidas de controle epidemiológico e de tratamento médico, se necessário, sejam tomadas de imediato. Assim, pode-se, por exemplo, promover o isolamento do paciente, uma vez que se confirme ser portador do vírus.

Além disso, o exame é recomendado para os pacientes que já estejam hospitalizados apresentando sinais de gravidade. Da mesma forma, aos profissionais de saúde com síndrome gripal. Para esses casos, deve-se proceder à coleta fazendo uso de dois swabs, sendo um para a nasofaringe e outro para a orofaringe.

Por sua vez, o exame RT-PCR não é um teste simples. Ao contrário, constitui um processo complexo e requer infraestrutura própria, de modo que não é qualquer laboratório que está preparado para realizá-lo.

Nesse sentido, é necessário equipamento específico, pessoal capacitado e o acompanhamento de protocolos técnicos e de biossegurança para que haja confiabilidade. Dessa forma, laboratórios especializados são indispensáveis para a realização do RT-PCR.

O que fazer após o resultado?

Qualquer que seja o resultado do exame RT-PCR, as medidas de segurança precisam ser mantidas, ainda que não se deva desconsiderar os aspectos de qualidade de vida. Assim, a permanente higienização das mãos e do ambiente, o uso de máscara e o afastamento de qualquer situação de aglomeração de pessoas devem continuar sendo adotados.

Se o resultado for negativo, permaneça nessa rotina, além das demais orientações médicas porventura determinadas. Por outro lado, se o resultado for positivo, algumas medidas adicionais devem ser consideradas.

Como o exame detecta a presença do vírus no organismo, é preciso adotar o isolamento por, pelo menos, 10 dias, tempo suficiente para não haver mais vírus disponíveis para contagiar outras pessoas. Se não houver indicação médica para internação hospitalar, o isolamento deve ser realizado na própria residência da pessoa.

Durante o período de isolamento, é preciso que os familiares mantenham estrita observação do surgimento de sintomas em qualquer membro da família. Em muitos casos, poderá ser indicado o home office para os familiares que trabalham.

Ao mesmo tempo, é importante que a pessoa que tem os vírus em seu organismo tome alguns cuidados, assim como os demais moradores:

  • sempre que possível, permanecer em um cômodo, sozinho;
  • fazer uso exclusivo de toalhas, talheres e demais utensílios de uso pessoal;
  • intensificar a higienização do ambiente (quarto) e das coisas que toca e utiliza;
  • manter as janelas abertas o mais possível;
  • intensificar a higienização da casa.

As empresas devem levar em conta que, em muitos casos, deverão promover o atendimento psicológico de alguns colaboradores. Os trabalhos em home office, o isolamento doméstico e a própria experiência que todos vivemos com o curso da pandemia despertaram diversas situações de suscetibilidade. O mesmo pode ser dito para a saúde emocional.

Como você pode ver, o exame RT-PCR é complexo, mas muito eficaz e próprio para que o profissional médico emita o diagnóstico e, a partir daí, oriente para as medidas necessárias.

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Bárbara Galan
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