Exame PCR: tudo que você precisa saber

O que é o exame PCR e por que ele é importante?
O que é o exame PCR?
Quais são os tipos de exames PCR e quais as diferenças entre eles?
Como o PCR se diferencia dos testes rápidos?
Onde, quando e como o PCR pode ser realizado?
Qual a importância de sua utilização?
O que fazer após o resultado?
Categoria: Saúde

A pandemia de COVID-19 tornou populares alguns testes clínicos e exames laboratoriais que antes não faziam parte da rotina da maioria das pessoas. Um desses exames que se notabilizou como instrumento de diagnóstico médico foi o chamado exame PCR.

Junto a ele, diversas inovações na saúde aprimoraram o setor. É importante conhecer mais sobre essa ferramenta que pode trazer preocupação, quando mostra resultados positivos, ou um certo alívio quando o resultado é negativo. Mas, afinal, o que é o exame PCR?

Continue a leitura e descubra o que é e qual a importância desse exame laboratorial cujo resultado é sempre tão aguardado. Confira!

O que é o exame PCR?

Com a incidência da pandemia de COVID-19 e a necessidade de identificar os pacientes contaminados com o vírus SARS-Cov-2, diversos exames laboratoriais se popularizaram. O grande destaque, no entanto, foi para o chamado exame PCR, de Polymerase Chain Reaction ou técnica de Reação em Cadeia de Polimerase.-++

A técnica de PCR foi desenvolvida no final dos anos 1980, pelo bioquímico americano Kary Banks Mullis. Sua descoberta o agraciou com o Prêmio Nobel de Química do ano de 1993.

Essencialmente, consta da duplicação das cadeias de uma fita de DNA milhares de vezes, sucessivamente. Dessa forma, a partir de um simples fragmento de material genético é possível obter infinitas cópias.

A estratégia adotada pelo exame PCR permitiu acelerar o sequenciamento genético para fins de testes de paternidade, entre muitas outras aplicações em biologia molecular. É o exame utilizado, por exemplo, para determinação do sexo do bebê no ventre da mãe, antes do exame de ultrassom.

Nesse sentido, pode-se dizer que se trata do exame laboratorial que mais tem sido utilizado para a confirmação de diversas doenças como Dengue, Febre Amarela e COVID-19. Em Saúde Pública é o exame que costuma dar o veredito de reagente ou não reagente, nas avaliações epidemiológicas.

É importante destacar que, embora tenha se popularizado com a pandemia de COVID-19, o exame PCR tem inúmeras aplicações em epidemiologia, genética e até em perícias forenses.

Quais são os tipos de exames PCR e quais as diferenças entre eles?

A técnica permite algumas variações que resultam em tipos diferentes de exame PCR, cada um com características próprias que o diferenciam dos demais. Entre essas formas de aplicação do teste, três se destacam, como mostrado a seguir.

PCR convencional

O PCR convencional consiste na replicação das sequências específicas da fita do DNA por meio de um termociclador. Este equipamento realiza a desnaturação ou separação da dupla fita da molécula de DNA.

Após diversas replicações produzindo uma infinidade de cópias, a detecção do produto amplificado se faz por meio da técnica de eletroforese e coloração, permitindo a visualização do DNA pesquisado.

PCR em tempo real (qPCR)

Essa técnica é uma evolução da convencional. Suas principais características residem na sensibilidade bem maior, além de especificidade e rapidez nos resultados que podem ser obtidos em cerca de três horas.

Diferentemente de sua similar original, a qPCR utiliza o termociclador, mas não necessita do processo de eletroforese. Para visualização do resultado, utiliza sondas fluorescentes que permitem acompanhar a reação em tempo real.

RT-PCR

Na técnica Reverse Transcription Polymerase Chain Reaction ou reação em cadeia da polimerase por transcriptase reversa (RT-PCR), o ponto de partida é constituído por moléculas de RNA. Estas, por sua vez, são convertidas em DNA complementar (cDNA).

Essa conversão se faz utilizando a atividade de uma enzima que dá nome ao exame: a transcriptase reversa. A partir dessas novas moléculas de cDNA produzidas, a técnica segue o mesmo processo utilizado pelo sistema de PCR convencional.

A vantagem é que a metodologia RT-PCR permite fazer uso de moléculas de RNA existentes na amostra. Isso significa que, mesmo que não seja encontrado DNA na amostra, ele pode ser identificado a partir das moléculas de RNA porventura presentes.

A técnica RT-PCR foi adotada como padrão-ouro durante a pandemia de COVID-19. Por meio dela se faz a confirmação da presença do respectivo vírus nas amostras colhidas dos pacientes.

O funcionamento do processo de análise sobre a amostra colhida pode ser assim resumido:

  • transformação do RNA do agente etiológico em DNA: a enzima transcriptase reversa transforma o RNA do vírus possivelmente presente no sangue analisado em DNA complementar (cDNA);
  • ampliação do cDNA: fitas simples de DNA são inseridas para amplificação do material genético em milhões de vezes;
  • avaliação da presença do agente pesquisado: procuram-se sinais da presença do vírus na amostra analisada;
  • confirmação ou descarte: por meio de uma sonda complementar, pode-se verificar o conteúdo molecular e sua correspondência com o do vírus, permitindo confirmar (PCR positivo) ou descartar (PCR negativo) as suspeitas.

Como o PCR se diferencia dos testes rápidos?

Logo no início da pandemia de COVID-19, os testes rápidos foram muito difundidos e ocuparam espaço considerável na imprensa. No entanto, tais testes não são utilizados para um efetivo diagnóstico da doença, mas para sinalizar se a pessoa examinada já teve algum contato com o vírus.

Os testes rápidos têm a função de detectar anticorpos produzidos pelo próprio organismo em resposta a contatos anteriores ocorridos com o agente etiológico. Esses contatos podem ter sido recentes (teste IgM, após 7 dias de surgimento dos sintomas) ou depois de algum tempo (IgG, mais que 11 dias após os primeiros sintomas).

Diferentemente do exame PCR, que pode realizar uma confirmação do diagnóstico da doença, os testes rápidos (IgM, IgG ou IgM/IgG) servem para indicar uma condição de imunização. Esta, por sua vez, consiste na produção de anticorpos em razão do contato do organismo com o agente.

Dessa forma, os testes rápidos são empregados para mapear aquelas condições de imunização da população. Por sua vez, o exame PCR é mais taxativo, pois confirma se a pessoa está ou não contaminada com o agente responsável pela doença.

Onde, quando e como o PCR pode ser realizado?

A época mais apropriada para realização do exame PCR é no início da doença, especialmente a primeira semana (entre o 3o e o 7o dia de início dos sintomas). Nesse período se observa maior concentração do agente etiológico no organismo do paciente.

Por essa razão, após a consulta inicial do paciente com os primeiros sintomas, solicita-se o retorno para o exame dentro de alguns dias. A coleta de material para o exame se faz utilizando swabs (cotonetes grandes, próprios para esse fim), parcialmente introduzidos na nasofaringe para coletar muco do nariz do paciente.

Também pode ser coletada amostra de orofaringe, com o swab sendo introduzido na boca/garganta para obtenção do muco. Estes swabs são acondicionados em frascos, tampados e conduzidos ao laboratório para a realização dos exames.

Qual a importância de sua utilização?

O exame PCR é capaz de detectar a presença de material genético do próprio agente etiológico pesquisado (o causador da doença). Por essa razão, a técnica apresenta maior sensibilidade para se produzir uma confirmação diagnóstica.

Ao mesmo tempo, informa se a pessoa está contaminada no momento do teste. Dessa forma, permite que medidas de controle epidemiológico e de tratamento médico, se necessário, sejam tomadas de imediato.

Assim, pode-se, por exemplo, confirmar o isolamento do paciente, uma vez que se confirme ser portador do vírus. Além disso, o exame é recomendado para os pacientes que já estejam hospitalizados apresentando sinais de gravidade.

Da mesma forma, também é indicado para os profissionais de saúde com síndrome gripal. Para esses casos, deve-se proceder à coleta fazendo uso de dois swabs, sendo um para a nasofaringe e outro para a orofaringe.

Por sua vez, o exame PCR não é um teste simples. Ao contrário, constitui um processo complexo e requer infraestrutura própria, de modo que não é qualquer laboratório que está preparado para realizá-lo.

Nesse sentido, é necessário equipamento específico, pessoal capacitado e o acompanhamento de protocolos técnicos e de biossegurança para que haja confiabilidade. Dessa forma, laboratórios especializados são indispensáveis para a realização do exame.

O que fazer após o resultado?

Qualquer que seja o resultado do exame, as medidas de segurança precisam ser mantidas, ainda que não se deva desconsiderar os aspectos de qualidade de vida. Assim, a permanente higienização das mãos e do ambiente, o uso de máscara e o afastamento de qualquer situação de aglomeração de pessoas devem continuar sendo adotados.

Se o resultado for negativo, permaneça nessa rotina, além das demais orientações médicas determinadas. Por outro lado, se o resultado for positivo, algumas medidas adicionais devem ser consideradas.

Como o exame detecta a presença do vírus no organismo, é preciso adotar o isolamento por pelo menos 10 dias, tempo suficiente para não haver mais vírus disponíveis para contagiar outras pessoas. Se não houver indicação médica para internação hospitalar, o isolamento deve ser realizado na própria residência da pessoa.

Durante o período de isolamento, é preciso que os familiares mantenham estrita observação do surgimento de sintomas em qualquer membro da família. Em muitos casos, poderá ser indicado o home office para os familiares que trabalham.

Ao mesmo tempo, é importante que a pessoa que tem os vírus em seu organismo tome alguns cuidados, assim como os demais moradores:

  • sempre que possível, permanecer em um cômodo, sozinho;
  • fazer uso exclusivo de toalhas, talheres e demais utensílios de uso pessoal;
  • intensificar a higienização do ambiente (quarto) e das coisas que toca e utiliza;
  • manter as janelas abertas o mais possível;
  • intensificar a higienização da casa.

As empresas devem considerar que, em muitos casos, deverão promover o atendimento psicológico de alguns colaboradores. Os trabalhos em home office, o isolamento doméstico e a própria experiência que todos passamos com o curso da pandemia despertaram diversas situações de suscetibilidade. O mesmo pode ser dito para a saúde emocional.

Como você pode ver, o exame PCR é complexo, mas muito eficaz e próprio para que o profissional médico emita o diagnóstico preciso e, a partir daí, oriente para as medidas necessárias. Além disso, é muito preciso e deve ser realizado sempre que houver indicação médica para isso.

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      Autor
      Carina Martins

      Head de Marketing e Inside Sales BeeCorp | Jornalista e Especialista em Comunicação Corporativa

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