Fadiga: o que é e como evitá-la no ambiente de trabalho?

fadiga
Por: Bárbara Galan

É comum a visão de que uma pessoa que é capaz de lidar com diversas tarefas ao mesmo tempo seja produtiva. Mas, na verdade, ela pode estar em direção a uma síndrome de burnout. A longo prazo, as infinitas horas de trabalho vão perdendo a produtividade, pois o profissional está cada vez mais cansado e inapto a finalizar suas atividades como esperado.

Estima-se que 98% dos brasileiros apresentam algum nível de fadiga. Com o tempo, ela se agrava e tende a tornar a rotina de trabalho mais exaustiva. Para entender sobre como o problema se manifesta e influencia a forma de viver e trabalhar, continue a leitura.

O que é fadiga?

Em poucas palavras, a fadiga é a sensação de estar cansado o tempo inteiro, não apenas física, mas psicologicamente, o que pode incapacitar o indivíduo de trabalhar e até de realizar atividades que deem prazer. No ambiente corporativo, ela é um dos problemas relacionados à saúde e segurança do trabalho, já que influencia no desempenho do colaborador.

Esse sentimento de sobrecarga é mais comum em alguns segmentos, como os de transporte e os de saúde, ou seja, em profissionais que, geralmente, precisam abrir mão do sono à noite para trabalhar. A privação desse descanso, a longo prazo, é um dos gatilhos que pode desencadear o transtorno, que se divide em dois tipos.

Quais os tipos de fadiga?

Um recente estudo da Microsoft sobre as próximas tendências de trabalho apontou que a popularização do home office promoveu equipes mais empáticas entre si, mas reforçou a preocupação que deve existir com os riscos ergonômicos e a fadiga. Inclusive, a pesquisa confirmou que as reuniões remotas sobrecarregam mais o cérebro em comparação ao encontro presencial. De que forma isso pode ocorrer?

Fadiga crônica

Esse tipo é causado pelo acúmulo de altos níveis de estresse na rotina. O amontoado de tensão pode ser adquirido no ambiente de trabalho, na vida pessoal ou na sua união. Ela favorece quadros depressivos — pode aparecer em meio a uma depressão ou mesmo ser um sintoma dela, além de ser incapacitante.

Fadiga adrenal

Esse tipo específico está relacionado ao tópico acima. Com o tempo, a fadiga crônica pode comprometer o sistema endócrino, mais especificamente as glândulas adrenais. A partir dessa disfunção causada pela alta carga de estresse, a pessoa pode desenvolver uma compulsão alimentar, ter dificuldade para se concentrar e ter alterações constantes de humor.

Fadiga mental

Essa fadiga está associada à quantidade de informações que temos acesso todos os dias, especialmente por meio das mídias. Naturalmente, o cérebro se cansa e inviabiliza a concentração, desenvolvendo sintomas como dor de cabeça e irritabilidade. Também é bastante comum após longas jornadas de trabalho.

Fadiga sensorial

Essa categoria se relaciona com os órgãos sensoriais e, sem o devido tratamento, pode causar a perda de alguns sentidos.

A fadiga auditiva está associada à exposição prolongada a ruídos (uso de fones de ouvido em um volume acima do recomendado e por muito tempo; trabalhadores do segmento de construção civil, transporte, entretenimento etc.).

Já o ocular pode se dar pelo mau uso de óculos de grau (ou lentes de contato) ou excesso de uso de computador e smartphone.

Quais são suas principais causas?

Quando uma pessoa decide ir ao médico tentando entender o que está por trás do seu mal-estar, não é fácil encontrar um profissional que dê o diagnóstico correto. Por vezes, os sintomas da fadiga podem confundi-la com outras doenças, o que é agravante, já que não se recebe o tratamento adequado.

Algumas pesquisas evidenciaram que os principais influenciadores do problema são: estresse, idade, predisposição genética e até fatores ambientais. Por isso, é importante que, além do laudo médico, o indivíduo faça uma autoanálise sobre seus hábitos e qualidade de vida.

Quais são os sintomas comuns de fadiga no trabalho?

Sem o diagnóstico e tratamento adequado, a tendência é que todo tipo de fadiga se torne incapacitante. No trabalho, o profissional vai perdendo a capacidade de fazer boas entregas e se destacar; às vezes, sem se dar conta.

É essencial discutir sobre esse problema, porque ele é mais comum que se imagina, mas as pessoas estão habituadas a associar seus sintomas a outras doenças. A fadiga se manifesta por meio de:

  • sensação contínua de cansaço;
  • falta de apetite;
  • desânimo;
  • dor de cabeça;
  • falta de sono.

Como prevenir a fadiga no trabalho?

Apresentando os sintomas acima, não apenas o rendimento do colaborador cai, mas aumentam as chances de acontecer um acidente de trabalho, além do provável absenteísmo.

Ter um acompanhamento psicológico in company é essencial para prevenir problemas como esse logo no início e garantir que a situação não se agrave. Outras medidas que podem ser tomadas são as seguintes.

Valorize seus colaboradores

Já foi provado que colaboradores felizes são mais produtivos e até mais criativos. Incluindo em sua rotina de trabalho atividades que associem bem-estar e qualidade de vida, é menos provável que a fadiga se manifeste, porque o cansaço mental e físico será equilibrado com práticas divertidas e leves.

Ofereça um bom sistema de apoio

Embora o diagnóstico da fadiga seja clínico, um psicólogo disponível para atender os funcionários pode ajudar a direcioná-los para o médico específico e, assim, tratar o problema o quanto antes.

Além de cobrir situações como essa, um profissional de saúde mental pode auxiliar em outros transtornos, como ansiedade e depressão que podem, inclusive, surgir como consequências de uma fadiga não tratada.

Flexibilize a jornada de trabalho

Enquanto gestor, é muito importante prezar pela produtividade dos empregados, mas lembre-se: uma longa e cansativa jornada nem sempre está associada a um trabalho bem feito. Pelo contrário, a falta de flexibilidade pode impactar no resultado.

Se possível, flexibilize os horários, entre em acordo sobre pequenos intervalos no decorrer do expediente e veja como essa vantagem pode ser um diferencial para a empresa.

São diversas as iniciativas que uma companhia pode investir para, não só prevenir a fadiga, mas assegurar a saúde ocupacional e colaboradores mais satisfeitos em seu ambiente de trabalho.

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Bárbara Galan
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