O mindset pode influenciar na mudança organizacional?

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Por: Bárbara Galan

Um dos termos que ganhou mais notoriedade nos últimos anos foi mindset. Embora muito se fale a respeito, nem todos entendem sua real definição e o impacto que isso pode ter na vida profissional e pessoal das pessoas, especialmente aquelas que prezam pelo próprio desenvolvimento.

Para as corporações e para a gestão, trabalhar o mindset se tornou uma oportunidade de elevar seus resultados, inovar na saúde e proporcionar experiências diferenciadas para seus colaboradores de forma estratégica. Se entender como funciona é o seu propósito, este artigo vai explorar os dois tipos e como aplicá-los na esfera organizacional. Aproveite a leitura!

O que é mindset?

Uma das maiores especialistas no assunto, Carol S. Dweck, autora do livro “Mindset: a nova psicologia do sucesso”, associa o termo a sucesso e como ele pode ser decisivo para alcançá-lo. Em sua obra, ela explica que, para ser bem-sucedido, não se depende, necessariamente, de uma habilidade especial ou talento. É a mentalidade que o indivíduo tem, isto é, sua forma de encarar a vida e as circunstâncias que podem fazer a diferença.

Em uma tradução, mindset significa “modelo mental”, “programação mental” ou simplesmente “mentalidade”. Na prática, é o conjunto de crenças, ideias e valores que fazem parte da mente de alguém. Por sua vez, essa combinação — que é construída no decorrer da vida — é o que prepara você para lidar com situações adversas. E, de acordo com Dweck, o que pode impulsionar se você vai ter êxito nelas ou não.

Quais os tipos de mindset e como eles funcionam?

Enquanto estudava, a psicóloga identificou que há dois tipos diferentes de mindset: um fixo e um progressivo (ou de crescimento), bem como o comportamento de quem desenvolve cada um deles. Entenda a seguir.

Mindset fixo

Essa mentalidade pertence às pessoas que acreditam que sua condição é permanente. Em um exemplo prático, se você não nasceu disciplinado, essa característica não pode ser estimulada ou desenvolvida. Suas ideias, crenças e atitudes são imutáveis e não há nada que possa ser feito quanto a isso.

Naturalmente, indivíduos com essa programação mental têm mais dificuldade para crescer na vida pessoal e profissional. São inseguros e se sentem incapazes de melhorar — por isso, talvez nem se arrisquem a fazê-lo. No âmbito profissional, especificamente, é uma conduta destrutiva e evitada pelas companhias.

Mindset de crescimento (ou progressivo)

Pessoas com esse mindset são o oposto do que foi citado acima. Elas reconhecem suas limitações, mas estão dispostas a contorná-las de modo que consigam crescer. Para isso, desenvolvem mais paciência e dedicação. São aqueles que transformam o limão em limonada, identificando oportunidades onde outros enxergariam apenas um problema.

No âmbito profissional, é exatamente o que as empresas esperam. Os líderes do futuro detêm essa característica e um de seus desafios é adaptá-la ao clima organizacional do local onde trabalham. São os profissionais que estão sempre buscando melhorar, explorar seu potencial e contribuir positivamente para os resultados.

Por que é importante conversarmos sobre mindset nas empresas?

Um mindset de crescimento disseminado entre as equipes de uma companhia pode fazer muita diferença em seus resultados e até impactar no bem-estar no trabalho. Aperfeiçoar essa cultura é o caminho certo para promover mais produtividade, garantir mais qualidade de vida para as pessoas e se tornar uma referência no mercado.

Nessa missão, os gestores têm um papel fundamental: eles precisam estudar seus liderados para saber qual é a sua mentalidade. A partir dessa análise, seria possível começar a trabalhar os grupos, propondo atividades que os desenvolvessem de acordo com seu nível.

Além do desenvolvimento profissional, uma empresa que se preocupa em aperfeiçoar o mindset de seus colaboradores demonstra uma preocupação com sua saúde mental, em torná-los seres humanos melhores e mais aptos a lidar com problemas na vida pessoal, afastando doenças ocupacionais.

A necessidade de discutir o assunto se torna mais evidente quando se percebe que não é uma realidade para a maioria dos profissionais. É preciso ajudá-los a despertar seu desejo pelo autoconhecimento e crescimento — e se esse interesse já existe, estimulá-lo, de forma que ambos consigam colher os frutos a médio e longo prazo.

O que fazer para desenvolver o mindset dos colaboradores?

Se uma empresa pode proporcionar uma experiência diferenciada, além dos benefícios corporativos ela deve se esforçar para fazê-lo e, assim, criar um padrão que beneficie sua cultura organizacional. A primeira medida a se tomar é chamar a atenção dos funcionários para reconhecer essa necessidade.

Reconhecimento da importância do mindset

Desenvolver uma mentalidade progressiva é comprovadamente positivo para o desenvolvimento pessoal. O processo de mudança não é fácil, mas o foco deve ser seu resultado. É imprescindível disponibilizar ferramentas que viabilizem esse autoconhecimento para que, a partir disso, se fortaleça a ânsia pelo crescimento. A equipe de Recursos Humanos pode dar suporte nisso com técnicas de coaching.

Diálogo aberto sobre desafios — e como resolvê-los

Por muitas vezes várias horas de reunião se perdem conversando sobre problemas corporativos. Uma mentalidade de crescimento também envolve o foco em solucionar: treinar a mente para identificar oportunidades em desafios — e usá-los a favor da empresa. Dialogar sobre os problemas e suas causas é muito importante, principalmente se a intenção é não repeti-los. Mas tão importante quanto isso é direcionar os esforços para resolvê-los.

Estímulo ao protagonismo

Se uma companhia espera crescer, ela deve incentivar o protagonismo dos seus colaboradores e dar a eles amplo espaço para expor suas ideias. Nem sempre elas serão compatíveis com o que a empresa deseja, mas cabe a ela tratar isso de forma transparente e empática, demonstrando respeito por seus funcionários e valorização pelo que eles pensam.

Incentivo à inovação

A evolução constante é um desafio para todas as empresas, mas uma das peças desse quebra-cabeça está no tópico anterior: dar às pessoas a oportunidade de serem criativas e expor suas ideias. Essa é uma medida indispensável para quem quer promover a inovação em uma companhia. É por meio de brainstormings que nascem grandes projetos.

Por fim, uma mudança organizacional não acontece sem uma mudança de mindset. Só pode haver uma melhoria significativa na realidade corporativa se as pessoas que fazem parte da cultura trabalham em conjunto e com o mesmo propósito para fazê-lo.

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Bárbara Galan
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