Síndrome de burnout: 9 principais sintomas para ficar de olho

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Categoria: Saúde

Os tempos modernos têm propiciado o surgimento da Síndrome de Burnout de maneira mais frequente, trazendo reiteradas vezes experiências de perda da capacidade produtiva das equipes. Nesse sentido, é de grande importância que a empresa esteja atenta aos principais sintomas que caracterizam a doença.

Quanto mais cedo os casos forem diagnosticados, mais fácil a abordagem e o tratamento. Da mesma forma, menores serão as perdas enfrentadas pela organização com a queda no desempenho e mesmo o afastamento médico de seus colaboradores. Continue a leitura e conheça os 9 principais sintomas da Síndrome de Burnout e fique de olho.

1. Cansaço excessivo

Uma das principais manifestações que sinalizam a possibilidade da ocorrência de Síndrome de Burnout é a clara sensação de esgotamento físico. Na verdade, o profundo cansaço sentido pela pessoa, invariavelmente, também alcança o seu raciocínio e limita suas atividades mentais.

Por sua vez, essa condição resulta em queda vertiginosa no desempenho do colaborador e, por vezes, chega mesmo a ser incapacitante para o trabalho normal. Quando surge sem uma causa aparente, deve servir de alerta, a fim de promover a observação de outras possíveis manifestações relacionadas.

2. Alterações no apetite

A perda do interesse pelas coisas em geral, própria da síndrome, encontra similar no corpo com a perda do interesse pelos alimentos ou ausência de apetite. Acometida pela doença, a pessoa não tem vontade de comer, embora possam ocorrer situações em que coma mais do que normalmente está acostumada.

A partir dessa postura, o organismo vai se enfraquecendo, ao mesmo tempo em que é mais exigido para o processo de recuperação da normalidade. Quando as alterações de apetite se dão juntamente com outros sintomas aqui referidos, constitui um quadro que requer atenção.

3. Dor de cabeça frequente

Dores de cabeça estão entre os sintomas mais comuns quando corpo e mente não passam bem, isto é, existem diferentes causas para essas manifestações. Isoladamente, portanto, não dá para considerá-las como sinais da Síndrome de Burnout, mas em conjunto com outros sinais e sintomas, sim.

Em especial, se a pessoa não sofre de dores de cabeça frequentes e elas surgirem em um contexto que sinalize a possibilidade da síndrome, a observação deve ser considerada. Na verdade, o surgimento de dores dessa natureza precisa sempre de avaliação médica para descobrir sua origem.

4. Insônia

Embora possa estar sentindo um cansaço extremo, a pessoa pode não conseguir conciliar o sono e, na verdade, padecer de insônia. Isso ocorre em função das mudanças emocionais que vivencia, assim como dos pensamentos negativos que proliferam em sua mente.

Desse modo, mesmo cansado, o indivíduo apresenta muita dificuldade para adormecer. Quando o dia amanhece, o cansaço que sente é ainda maior do que no dia anterior. Essa é uma condição cíclica e retroalimentada.

Por sua vez, quando associada à alimentação deficitária pela perda de apetite, torna o corpo suscetível a outras doenças oportunistas, agravando o quadro. Com isso, a Síndrome de Burnout pode evoluir para situações mais sérias e comprometedoras da saúde.

5. Alterações nos batimentos cardíacos

Um trabalho publicado pela European Journal of Preventive Cardiology (Revista Europeia de Cardiologia Preventiva), em 2020, concluiu que “a exaustão vital está associada a um risco aumentado de fibrilação atrial incidente”.

Isso significa que a fadiga e o estresse recorrentes que caracterizam a Síndrome de Burnout e seus efeitos podem originar alterações nos batimentos cardíacos (frequência cardíaca irregular). O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia.

6. Hipertensão

Conhecida como hipertensão emocional, a elevação dos índices da pressão arterial por fatores originários do estresse é um importante sintoma da Síndrome de Burnout. A intranquilidade em que vive a pessoa acometida pela doença leva ao acúmulo de estresse emocional, sobretudo por se perceber não capaz de resolver as situações em que estiver envolvida.

Essa é uma experiência mais comum do que se costuma perceber, sobretudo porque existe uma tendência de não se levar muito a sério e seguir contornando. Mas, nesses casos, não há muitos desvios possíveis e a questão precisa ser encarada e tratada adequadamente.

7. Negatividade constante

Na incidência da Síndrome de Burnout, desenvolve-se um sentimento de negatividade, com um olhar falho para a realidade da própria pessoa e dos demais. Nessa condição, o indivíduo tende a ver o mundo com olhos pessimistas e passa a explicar os acontecimentos rotineiros com abordagens negativas.

Ao mesmo tempo, com relação a si próprio, rejeita qualquer sugestão de que possa estar enfrentando algum problema pessoal ou de saúde. Dessa forma, pode começar a se afastar dos demais com vistas a evitar a convivência social normal. As observações das atividades de saúde mental no trabalho devem estar atentas para essas ocorrências.

8. Sentimentos de incompetência

Profissionalmente, um dos piores sintomas da síndrome é provocar sentimentos de fracasso e incapacidade, que minam qualquer possibilidade de levar adiante um projeto com segurança. A pessoa acometida da doença perde a confiança em si mesma e não se vê mais capaz de sucesso em suas empreitadas.

Com uma postura assim, as responsabilidades que antes eram conduzidas de maneira normal se tornam um fardo. Esse sentimento, aliado ao medo de fracassar (é diferente da Síndrome do Pânico), acaba por evoluir para uma sensação de desespero e imobiliza a pessoa para a condução de suas tarefas, até mesmo as rotineiras.

Durante os trabalhos relacionados à transformação digital, por exemplo, muitos colaboradores se apresentam com barreiras para prosseguimento em tarefas relativamente simples. Da mesma forma, manifestam uma dificuldade exagerada para assumir novos compromissos.

9. Isolamento

Por força da negatividade constante ou da perda de confiança em si, a pessoa passa a apresentar uma tendência frequente ao isolamento. Na verdade, o afastamento social se dá tanto por medo quanto por necessidade de recolhimento em razão dos próprios sentimentos e do sofrimento impingido pelo cansaço e pelas frequentes dores de cabeça.

Nesses casos, até mesmo amigos próximos e familiares poderão ser evitados para o enfrentamento das angústias que envolvem o indivíduo. No entanto, é quando mais necessita de reconhecimento de sua situação, amparo e tratamento, além de saber que a Síndrome de Burnout tem cura e não se confunde com as doenças mentais mais comuns.

Como você pode ver, a Síndrome de Burnout sinaliza de diferentes maneiras sua presença com sintomas para os quais deve ser dada toda atenção, a fim de que a pessoa obtenha os cuidados devidos. Nesse sentido, é importante que a empresa ofereça suporte e tratamento aos seus colaboradores, sobretudo investindo na saúde e no bem-estar no trabalho de sua equipe.

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    Autor
    Paola Sobral

    Psicóloga BeeCorp | Especialista em Gestão de Pessoas e Comportamento Humano

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