O que é AVC, afinal?

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Por: Bárbara Galan

Algumas doenças que acometem a humanidade parecem ser de ocorrência universal e com um grande número de eventos em todo o mundo. Esse é o caso do AVC, uma doença com grande incidência entre humanos.

Existem fatores de risco comuns que podem ser evitados ou controlados com a adoção de um modo de vida saudável, capaz de reduzir significativamente a possibilidade de uma ocorrência. Mas, afinal, o que é AVC, como se manifesta e quais são as principais situações de risco?

Continue a leitura e descubra agora neste post com importantes esclarecimentos sobre a doença.

O que é AVC?

AVC é a sigla para acidente vascular cerebral, nome que se dá à interrupção ou à redução drástica do fluxo sanguíneo para determinada região do cérebro. Essa ausência de sangue, também conhecida por derrame, pode ocorrer por entupimento dos vasos ou pelo seu rompimento e extravasamento sanguíneo.

De todo modo, resulta em danos para as células cerebrais que deixam de ser abastecidas por oxigênio, nutrientes e qualquer suprimento fornecido pela circulação. Um AVC pode afetar uma ou diversas áreas do cérebro e seu resultado pode ser a morte de neurônios (as células cerebrais) se não houver tratamento em tempo hábil.

Neurônios não se recompõem como as outras células do corpo. Como são responsáveis por determinadas funções, sua perda pode significar dificuldade ou mesmo a impossibilidade de conduzir ou executar aquelas funções. Isso constitui algumas das possíveis sequelas de um AVC.

O AVC é a segunda doença que mais conduz ao óbito em todo o mundo. Do mesmo modo, constitui a mais importante causa de incapacidade de pessoas adultas. Além disso, existe ainda o agravante de que 75% das pessoas que sobrevivem a um AVC não retornam ao trabalho. Pode-se dizer que o mundo vive uma pandemia silenciosa de AVC.

Quais os tipos de AVC?

Essencialmente, em função das causas que originam a doença, existem dois tipos de AVC: o isquêmico e o hemorrágico. Veja a seguir os principais aspectos que caracterizam cada uma das formas pelas quais a doença se manifesta.

AVC hemorrágico

O AVC hemorrágico se dá na vigência do rompimento de um vaso sanguíneo que irriga o cérebro levando a uma hemorragia nos tecidos cerebrais. Também pode ocorrer entre a superfície do cérebro e a membrana que o envolve (meninge).

Esse tipo de AVC é responsável por 15 % dos casos da doença, mas costuma ser o mais letal. Por sua vez, comumente está mais relacionado a quadros de hipertensão arterial, isto é, quase sempre ocorre entre as pessoas com pressão alta.

AVC isquêmico

O AVC isquêmico resulta da obstrução de uma artéria, impedindo a passagem do sangue. A causa mais comum desse entupimento do vaso sanguíneo costuma ser a ocorrência de um trombo (coágulo), levando a uma trombose, ou pela presença de um êmbolo (um corpo ou substância diferente), levando a uma embolia.

Esse tipo de AVC é o mais comum e envolve 85 % de todos os casos observados. Sua duração pode ser curta e é conhecida por isquemia, mas o evento precisa ser tratado imediatamente.

Quais os sintomas de um AVC?

O diagnóstico de um quadro de AVC precisa ser rápido, pois quanto mais cedo for identificado e iniciado o tratamento maiores as chances de uma recuperação de modo amplo. Na verdade, a rapidez no atendimento é essencial para se reduzir ao máximo os impactos que podem acontecer na vida do paciente.

Na ocorrência de um AVC, o corpo costuma emitir alguns sinais que podem auxiliar no seu reconhecimento. Nesse sentido, os principais alertas acionados pelo próprio organismo podem ser assim relacionados:

  • sensação de formigamento na mão, no braço ou na perna, em geral de um lado do corpo;
  • dor de cabeça intensa e súbita;
  • confusão mental repentina;
  • alterações na fala, na visão e no equilíbrio;
  • tontura;
  • dificuldade de coordenação dos movimentos;
  • alterações nos níveis de consciência.

Como avaliar as suspeitas de um AVC?

Existe um procedimento básico, muito prático, conhecido por Escala SAMU, sigla do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Trata-se, no entanto, de fazer referência a quatro iniciativas que podem conduzir à suspeita de um AVC e indicar o encaminhamento para atendimento médico:

  • S (sorriso): peça para a pessoa sorrir e observe se ocorre a manifestação de uma “boca torta”;
  • A (abraço): peça para a pessoa dar um abraço ou levantar os braços e observe se há dificuldade para a realização da ação;
  • M (mensagem): peça para a pessoa repetir uma frase ou mensagem dita por você e observe se ela não consegue compreender ou repetir a sentença;
  • U (urgência): na ocorrência de um ou mais dos sintomas acima descritos, procure assistência médica urgentemente.

Esse procedimento, que pode ser conduzido por qualquer pessoa consciente, há de ser relevante na antecipação das medidas de atendimento porventura necessárias. Desse modo, sua adoção pode salvar uma vida ou evitar sequelas significativas na pessoa acometida. Aprenda e repasse para pessoas próximas.

Quais os principais fatores de risco?

Embora o nome do AVC faça referência a um acidente vascular, na verdade não se trata de uma ocorrência precisamente acidental. É necessário levar em conta que os principais fatores de risco para a doença são quase todos evitáveis ou podem ser controlados. Veja nesta relação os mais importantes, conforme destacado pelo Ministério da Saúde:

  • hipertensão;
  • sobrepeso;
  • obesidade;
  • colesterol elevado;
  • tabagismo;
  • uso excessivo de álcool;
  • uso de drogas ilícitas;
  • sedentarismo;
  • diabetes tipo 2;
  • histórico familiar;
  • idade avançada.

Assim como se faz no controle de acidentes do trabalho, grande parte desses fatores pode ser evitada ou controlada e, com isso, reduzir significativamente as probabilidades de ocorrência do AVC. Você pode perceber que, de modo geral, uma vida conduzida com hábitos saudáveis já provoca uma importante redução dos principais fatores de risco.

Como você viu, o AVC constitui uma importante ocorrência médica em todo o mundo, com sérias consequências, especialmente se não tratado em tempo hábil. No entanto, bons hábitos que levam a uma vida saudável podem apresentar importantes resultados na redução de sua incidência.

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Bárbara Galan
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