Dor nas costas: entenda suas causas e o que ela pode significar

Por 16 de maio de 2017Saúde ocupacional
Dor nas costas

Você já sentiu uma grande pressão nas costas, no pescoço ou na região lombar como se todo o peso do mundo estivesse sobre você? Atlas também. O famoso Deus grego que é retratado sustentando um globo sobre os ombros. Cerca de 80% da população têm ou terá dor nas costas em algum momento da vida, segundo a Organização Mundial da Saúde.

A dor nas costas só perde em frequência, e às vezes em intensidade, para a cefaleia, a popular dor de cabeça. Tudo isso representa custos para as empresas (é a maior causa de afastamento do trabalho em pessoas com menos de 45 anos), para o governo (em 2012, mais de 116 mil pessoas receberam auxílio-doença por esse motivo) e para os doentes (cansaço, desânimo e até mesmo estágio depressivo). Todo mundo perde.

A coluna vertebral é composta por 33 vértebras sobrepostas e unidas por amortecedores esponjosos chamados discos, cruzada por uma complexa rede de músculos, tendões e ligamentos que sustentam o corpo e, ao mesmo tempo, proporcionam força e flexibilidade.

As causas são comuns: sedentarismo, vícios posturais, repouso inadequado, excesso de trabalho, estresse físico e emocional, etc.

Alguns sinais de alerta são importantes e podem ser devidos a outras enfermidades sistêmicas que não à lombalgia aguda mecânica, que é a mais comum.

  1. Sinais de alerta de um tumor ou infecção: idade acima de 50 ou abaixo de 20; história de câncer; sintomas como febre, calafrios e perda de peso sem outra explicação convincente; infecção bacteriana recente; dependentes químicos; imunossuprimidos; dor com piora noturna; dor com piora em decúbito dorsal (barriga para cima).
  2. Sinais de alerta de fratura: trauma maior anterior, trauma menor em idosos ou osteoporóticos.
  3. Sinais de alerta de síndrome de cauda equina (compressão aguda que afeta o conjunto de raízes nervosas na região lombar): anestesia em sela, disfunção de bexiga, déficit neurológico progressivo ou grave em membros inferiores.

O diagnóstico e essencialmente clínico, sem a necessidade de exames, como por exemplo, a ressonância nuclear magnética. O tratamento clínico das lombalgias prevalece. Apenas 2% a 5% são submetidos à cirurgia nos casos nos quais haja hérnia de disco ou estreitamento do canal vertebral ou grandes deformidades.

O melhor remédio é a prevenção: controle do peso e do tamanho da circunferência abdominal, atividade física regular, reforço muscular e ações de ergonomia, que incluem até o uso de cintos para as costas. A correção postural, principalmente na maneira de sentar no trabalho e na escola é importante. Uma dica simples, quando se abaixar no chão deve-se dobrar os joelhos e não dobrar a coluna. Recomendo sempre a orientação profissional.

Invista em bem estar.

Artigo escrito por Eduardo Arantes, Diretor Técnico da BeeCorp.

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