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Benefícios da Atividade Física
Qualidade de Vida Saúde Ocupacional

Benefícios da atividade física para seu corpo, saúde e qualidade de vida

Os diversos benefícios da atividade física já não são segredo para ninguém. Quando um indivíduo abraça essa prática, é possível desfrutar de uma série de vantagens para sua saúde e qualidade de vida — seja no âmbito pessoal ou profissional.

Mas, infelizmente, nem todos investem na ideia, principalmente após a chegada da tecnologia, que, de forma indireta, incentiva a população a levar uma vida mais sedentária.

Por essa razão, é de extrema importância que as empresas realizem, frequentemente, campanhas para promover a prática regular de exercícios físicos, como uma maneira de manter o bem-estar de seus funcionários.

Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura e descubra como conscientizar as pessoas sobre a importância de manter o corpo em movimento!

Atividade física e a saúde dos brasileiros

Realizar exercícios físicos é indicado para todos indivíduos. No entanto, não são todas as pessoas que conseguem seguir essas recomendações — fato que pode levar ao sedentarismo e comprometer, significativamente, a saúde.

Ao que tudo indica, esse cenário tem se agravado por conta do avanço da tecnologia em nosso dia a dia. Serviços de streaming, jogos eletrônicos e smartphones fazem com que as pessoas passem mais tempo conectadas ao universo on-line, deixando de lado as práticas esportivas ou qualquer outra atividade capaz de manter o corpo em movimento.

De acordo com um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde, em 2018, um em cada quatro adultos apresenta características de sedentarismo. Já outra pesquisa, elaborada no mesmo ano pelo Ministério da Saúde, indica que a maioria das doenças que mais matam no país são originárias de um estilo de vida nada saudável.

O uso de medicamentos, a má alimentação, o excesso de trabalho e a falta de exercícios físicos são alguns dos fatores que influenciam o índice de morte causada por doenças entre os brasileiros. Das complicações, podemos destacar o câncer, os problemas cardiovasculares, doenças respiratórias e demais condições que afetam o fígado.

Em um primeiro momento, o estilo de vida sedentário pode até parecer inofensivo, mas ele é o principal causador da obesidade — que, consequentemente, está relacionada ao surgimento de doenças crônicas, sendo a hipertensão arterial, o colesterol alto, a osteoporose e a diabetes bons exemplos delas.

Fora isso, os grandes índices de gordura também fazem com que o corpo permaneça em constante estado pré-inflamatório, produzindo, assim, determinadas citocinas capazes de inibir a ação dos receptores de insulina, localizados nos tecidos-alvo. Como resultado, o organismo sofre um quadro de resistência à insulina, o que causa a temida diabetes do tipo II.

Prevenindo doenças com os exercícios físicos

Os benefícios da atividade física são muitos, sendo que o principal deles está na possibilidade de prevenir que o indivíduo desenvolva uma série de doenças.

Diferentemente do que se imagina, não é preciso ser um atleta, de fato, para fugir do sedentarismo. Pelo contrário: ainda de acordo com a OMS, para ser considerado um indivíduo fisicamente ativo, é preciso praticar somente 150 minutos de exercícios semanalmente.

Tais atividades ainda podem ser divididas em três dias da semana, apresentando sessões de, no mínimo 10 minutos. Esta é, inclusive, uma excelente oportunidade para que os gestores implementem aulas de curta duração dentro do ambiente de trabalho.

Atividade física é remédio contra o estresse

Para começar, vamos falar da relação benéfica da atividade física no controle do estresse. Shakespeare, em Cymbeline, ato III, disse: “uma ou duas voltas eu andarei, para a minha mente acalmar”.

O dicionário define “estresse”, em termos humanos, como sofrimento, adversidade, aflição. A palavra inglesa “stress” é simplesmente uma forma encurtada de “distress”, que significa aflição, angústia, sofrimento. Os cientistas têm dificuldade em definir estresse, pois se trata de um fenômeno subjetivo e que difere para cada indivíduo. Ou seja, todos nós reagimos a ele de forma diferente.

E a incidência desse tipo de complicação no âmbito empresarial é alta. Em um estudo, realizado em 2002-2003, a International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR) fez uma pesquisa junto a 1.000 profissionais. A partir das análises realizadas, foi constatado que 70% deles sofriam de níveis significativos de estresse ocupacional. Preocupante, não é?

Como a atividade física ajuda em relação ao estresse?

Muitas pessoas fisicamente ativas afirmam que continuam a manter o corpo em movimento, porque um dos grandes benefícios da atividade física é a melhora do estado psicológico.

Dentre as principais mudanças obtidas, elas relatam menos ansiedade e depressão, mais autoconfiança e maior capacidade de lidar com o estresse doméstico e profissional.

Não se sabe quão frequentemente esses benefícios ocorrem quando pessoas sedentárias passam a se exercitar, tampouco há qualquer conhecimento a respeito de como elaborar um programa de exercícios para aumentar ao máximo os efeitos psicológicos positivos.

Além disso, ainda não foi estabelecido se há ou não uma base biológica para a melhora dos sintomas relativos ao estresse. As explicações propostas são a redução nas catecolaminas circulantes produzidas pelo exercício e o aumento agudo nas betaendorfinas, que ocorre após o exercício rigoroso.

Independentemente do mecanismo, pessoas submetidas a altas cargas de estresse devem ser motivadas a participar de um exercício de sua escolha. Segundo a Academia Americana de Médicos de Família (AAFP), mais de 75% das consultas médicas são, de alguma forma, relacionadas ao estresse.

Como muitas das situações que provocam estresse são inevitáveis, o ser humano vive em busca de relaxamento mental e físico que o conduza a liberar suas tensões diárias provocadas por causas diversas.

O que os estudos mostram?

Segundo Guiselini, recentes pesquisas têm dado uma importância significativa à prática regular de atividade física como uma maneira de combater o estresse.

A parte do cérebro que nos permite fazer exercícios, o córtex motor, está localizada somente a alguns milímetros da parte cerebral que controla as emoções e os pensamentos. Essa proximidade pode significar que, quando o exercício estimula o córtex motor, ocorre um efeito paralelo sobre a cognição, a emoção ou o estado psicológico.

Em uma revisão de estudos com, aproximadamente 1.500 indivíduos, os que mostravam aptidão aeróbica também apresentavam uma resposta da reatividade reduzida frente a uma ampla variedade de situações estressantes.

Em outro estudo, com 278 administradores de 12 corporações diferentes e duração de quatro anos, verificou-se que a atividade física tinha um efeito de tamponamento sobre a relação entre os eventos da vida e as doenças. Em outras palavras, administradores de corporações ativos apresentam menos problemas com saúde decorrentes do estresse do que os inativos.

O estresse é, geralmente, consequência da forma como enfrentamos as adversidades. A atividade física melhora a saúde psíquica, pois há um maior sentimento de controle e autoconfiança, mais interação social e elevação dos opiáceos corporais.

O estudo ainda revelou que apresentar bom poder aeróbico não está diretamente relacionado a um menor nível de estresse, e, percentualmente, indivíduos com alta capacidade aeróbica podem ter níveis altos de estresse.

Outros benefícios da atividade física

Ao realizar uma atividade física, é possível notar que essa prática é responsável não somente por aumentar a qualidade de vida do indivíduo, como também melhorar os níveis de estresse. Entre as suas principais vantagens, podemos ressaltar:

  • redução da tendência à depressão;
  • aumento da sensação de energia não somente para o trabalho, mas também para aproveitar o tempo livre;
  • auxílio na realização das atividades diárias, eliminando o cansaço e aumentando, assim, a produtividade;
  • ajuda a dormir e a repousar melhor;
  • melhora da autoimagem.

Aprofundando nos estudos da área

A vigilância à saúde, modelo de atuação fundamental no campo da saúde ocupacional, deverá seguir a lógica das decisões baseadas em evidências.

O paradigma “physical activity-health” (atividade física-saúde) é uma ideia baseada em muitos conceitos e premissas bem estabelecidas cientificamente. Como se sabe, o paradigma é validado por relativa consistência dos dados e de diferentes tipos de estudos específicos. Eles indicam, neste caso, que, em geral, os indivíduos com hábitos de vida mais ativos estão associados a melhores condições de saúde.

Os benefícios biológicos e psicológicos atribuídos ao exercício físico são extremamente variados e diferem substancialmente quanto à documentação científica.

Algumas dessas vantagens foram definitivamente estabelecidas e podem ser obtidas por qualquer pessoa que se exercite de forma apropriada e queira melhorar sua capacidade aeróbica. Outros benefícios da atividade física, frequentemente apontados pelos defensores dos exercícios, normalmente não ocorrem, sendo que, por vezes, é dada uma orientação imprópria que pode colocar os pacientes em risco.

Embora a ideia de que o exercício físico pode promover a saúde não seja nova, muitos dos detalhes relativos a benefícios específicos para a saúde e necessidade de exercícios ainda não são muito discutidos e permanecem sob investigação.

Diferentes associações de saúde no mundo (como o American College of Sports Medicine, os Centers for Disease Control and Prevention, a American Heart Association, o National Institutes of Health, o US Surgeon General e a Sociedade Brasileira de Cardiologia, entre outras) recomendam a prática regular de atividades físicas para a prevenção e reabilitação de doenças cardiovasculares, além de outras complicações crônicas.

Relação entre riscos e benefícios da atividade física

Os malefícios do sedentarismo superam em muito as eventuais complicações decorrentes da prática de exercícios físicos. Isso significa que há uma interessante relação risco/benefício. A íntima relação entre ventilação, circulação e metabolismo durante o exercício é clara:

  • os pulmões recebem mais ar e difundem uma quantidade maior de oxigênio no sangue;
  • o coração aumenta de tamanho e pode bombear mais sangue por batimento. O órgão também bate mais lentamente em repouso ou durante o exercício;
  • os músculos que utilizam o oxigênio para produzir energia adquirem tônus e podem queimar mais combustível, especialmente gordura.

As controvérsias conceituais quanto aos benefícios de saúde que podem ser obtidos pela prática do exercício físico devem ser levadas em conta pelo profissional da área. Há que se considerar a absolutamente desmotivadora recomendação de correr 8 ou 10 km, 3 ou 6 vezes por semana, para que os resultados sejam mais significativos.

Benefícios da atividade física na terceira idade

Além de ser extremamente recomendada para os indivíduos que estão no mercado de trabalho, a atividade física é uma prática quase que obrigatória para quem faz parte da terceira idade.

Como se sabe, todo ser humano acabará passando pelo processo de envelhecimento — uma transformação progressiva e que não conseguimos controlar. O ideal é que o cidadão invista em um envelhecimento com qualidade de vida, sempre mantendo em equilíbrio o lado biológico com o psicológico.

Se, antes, envelhecer era sinônimo de “fim da vida”, hoje, esse cenário mudou. De uns tempos para cá, e após conhecer os benefícios da atividade física, muitos idosos estão procurando manter o corpo em constante movimento. Ao seguir essa ideia, é possível deixar em dia todos os sistemas presentes no organismo e, inclusive, minimizar diferentes efeitos típicos da terceira idade.

Além de uma melhora extremamente relevante na qualidade de vida e bem-estar, existem alguns benefícios da atividade física para idosos que merecem ser destacados. Dentre eles, estão o aumento da condição física, a possibilidade de se manter independente por mais tempo, o controle das transformações que ocorrem durante essa fase e a prevenção da limitação das funções.

De todas, a grande vantagem que essa prática proporciona na terceira idade é a manutenção dos chamados sistemas fisiológicos por um período mais longo, evitando, assim, a sua diminuição rapidamente — fato este que ocorre mais frequentemente entre os indivíduos sedentários.

Em relação ao lado emocional, esse tipo de prática afeta alguns neurotransmissores presentes no cérebro e, com isso, é capaz de causar efeitos bem similares aos remédios antidepressivos.

Os exercícios físicos também são responsáveis por liberar dopamina e serotonina no organismo, dois elementos conhecidos por proporcionar a sensação de prazer e felicidade aos indivíduos.

Seguindo esse estilo de vida, o idoso poderá ter um grande bem-estar físico e mental, além de maior autoestima e disposição para não se isolar socialmente.

Incentivo à prática de atividade física

A medicina e a ciência do esporte, com seus médicos, preparadores físicos, técnicos esportivos, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos, devem combater o sedentarismo. É preciso conscientizar as pessoas a esse respeito e estimular o incremento da exercício físico, seja por meio de atividades formais ou informais.

Os governos devem considerar a atividade física como questão fundamental de saúde pública. As empresas, por sua vez, precisam contribuir para a redução da incidência do sedentarismo e a massificação da prática orientada de exercícios físicos, principalmente por meio dos serviços de saúde ocupacional.

A implantação de programas de qualidade de vida no trabalho não deverá existir apenas para atender a obrigações legais ou por rotinas internas. É imprescindível exigir que o direito à qualidade de vida seja socializado. A prática de exercícios físicos regulares pode combater epidemias de doenças cardiovasculares, obesidade e o aumento dos gastos com saúde pública.

As mais recentes recomendações de saúde pública — de se acumular cinco sessões semanais de 30 minutos de atividades moderadas por dia — podem dar um implemento à capacidade física da maioria da população, considerando a alta prevalência de sedentarismo na sociedade e a dificuldade de mudança radical do hábito. Uma maneira de atingir esse padrão é a caminhada acelerada de 3,2 km diariamente.

A aptidão física, relacionada ao desempenho motor, deverá ser direcionada aos atletas. Aquela relacionada à saúde, por sua vez, precisará estar diretamente ligada a toda a população. A adoção de um estilo de vida mais ativo trará enorme benefício para a saúde pública e o bem-estar individual.

Um estilo de vida mais ativo não requer um programa de exercícios vigorosos e padronizados. Ao contrário: pequenas alterações na rotina do dia a dia e que aumentam a atividade física permitem que os indivíduos reduzam os riscos de doenças crônicas e podem contribuir para melhorar a qualidade de vida.

O sedentarismo não parece ser a única causa de qualquer doença importante, mas um estilo de vida fisicamente ativo melhora o estado geral de saúde e retarda muitos dos distúrbios funcionais que ocorrem frequentemente com o envelhecimento. A maioria dos adultos não é ativa o suficiente para assimilar os benefícios para a sua saúde.

Por isso, não se esqueça dos benefícios da atividade física e, sempre que possível, pratique os seus exercícios preferidos. Também é interessante levar esse pensamento para o seu ambiente de trabalho, incentivando os demais funcionários a aproveitarem as vantagens desse estilo de vida. Ao investir em bem-estar, todos saem ganhando!

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